Produtivo

Irrigação cresce na lavoura da região

Elizandra Manfrim

Confirmando tendências anteriores, principalmente pelos extensos períodos sem chuvas, os projetos de irrigação têm ganhado novos adeptos em Votuporanga e região. A meta é aumentar a produtividade mesmo em períodos após estiagem – como a verificada neste ano que atrasou algumas culturas em cerca de dois meses.
Os agricultores que optaram pela produção de laranja são exemplos. Com o crescimento na produção, os resultados podem ser uma uma lucratividade de R$ 4,5 mil por hectare plantado. Além dos laranjais, as expectativas positivas podem ser percebidas ainda em plantações de cana-de-açucar.
Segundo informações do Coordenador da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP/Ilha Solteira, Fernando Braz Tangerino Hernandez, a irrigação da laranja, epecificamente, vem merecendo especial atenção em decorrência de uma praga denominada “morte súbita” que, uma vez instalada em uma propriedade, destrói completamente os laranjais.
Esta é considerada, porém como uma praga apenas verificada quando usado o porta-enxerto do limão cravo, que era amplamente escolhido por ser o mais resitente a secas, o que possibilita culturas mais rústicas. Agora, os novos plantios têm sido feitos com outras variedades, porém por serem menos resistentes exigem o processo de irrigação.
A maior produção e com riscos reduzidos de pragas como a “morte súbita”, tem feito com que especialistas e empresas estudem cada vez mais processos de irrigação. Um exemplo é a empresa Irrigaterra, especializada na elaboração de projetos e venda de sistemas de irigação. Há dez anos em Pereira Barreto, passou a contar com uma filial em Votuporanga em maio deste ano, pela ampla procura de irrigação no município e cidades da região.
Segundo o Engenheiro Agrônomo Marcelo Akira Suzuki, resposável pelo escritório local, com o trabalho de pesquisa realizado pela equipe há condições de serem elaborados projetos de irrigação específicos para cada área. Entre as questões levadas em conta estão a cultura a ser irrigada, o terreno, a quantidade de água disponível e a disponibilidade de verba e financiamento do cliente.
Segundo assessoria de imprensa da Irrigaterra, a filial do município já é responsável por 15 projetos de irrigação. A nova empresa atende uma região que vai de Santa Fé do Sul a Catanduva, ou seja, o Noroeste do Estado, enquanto a matriz, em Pereira Barreto, atende a região Oeste do Estado.

Processos
Uma das inovações no que se refere a culturas irrigadas é o processo localizado por meio da implantação de irrigações de micro-aspersão e gotejamento. No que se refere à cana-de-açúcar, somente o processo de gotejamento deve ser o utilizado. Nesta cultura, o sistema deve ser devidamente enterrado, por cerca de 30 centímetros, para não ser prejudicado pelas queimas adotadas nos canviais. Toda a implantação, entretanto depende de levantamentos e procedimentos técnicos apropriados.
Pelo mátodo de aspersão antigo todo o terreno era molhado. Já pelo de micro-aspersão, somente a parte de uma área é molhada. Desta forma, a entrelinha do terreno não é molhada. Uma das vantagens é que nos períodos secos não há crescimento de mato e há uma economia de água.

Citricultor aprova o trabalho de irrigação

O citricultor Reinaldo Caritá diz estar satisfeito com o aumento da produção de seu pomar de 7 mil pés de laranja. Ele investiu no sistema de irrigação por gotejamento, onde toda a área irrigada é monitorada por um controle digital.
Quanto à relação custo/benefício, o citricultor também aprova. “Meu sistema de irrigação custou cerca de R$ 12 por planta. Eu colhia em média uma caixa de laranja por pé e vendia para a indústria. Hoje, estou colhendo de 2 a 3 caixas por pé e passei a vender para o mercado. Com a produção deste ano paguei meu sistema de irrigação”, disse o citricultor, que agora, pretende implantar o mesmo sistema em 2,4 mil pés de limão e 4 mil pés de laranja que ainda não são irrigados.
Para o Engenheiro Agrônomo Marcelo Suzuki, da Irrigaterra, empresa resposável pela obra, o sistema de gotejamento é um dos mais indicados para a citricultura e cafeicultura. “Com este mecanismo o agricultor, utilizando um controle digital, define a hora de início e término da irrigação, a área a ser irrigada e a quantidade de água, o que gera muita praticidade evitando desperdício de água e dinheiro”, disse.
Hoje, a Irrigaterra completa dez anos na elaboração de projetos de irrigação. Para comemorar a confraternização acontece na sede do Clube dos Veteranos, em Pereira Barreto, cidade onde está localizada a Matriz da empresa. Mais informações pelo telefone (18) 3704-4090, com Kátia.

Fonte: http://www.irrigaterra.com.br/dv12122003a.php