Investimento em soja certificada visa aumento de produtividade no Maranhão

Publicado em 05/09/2018

Por Gisela Introvini, Superintendente da Fapcen

A Fundação de Apoio a Pesquisa do Corredor Exportação Norte – FAPCEN, situada no estado do Maranhão, planeja alcançar um milhão de toneladas de soja certificada nessa nova safra. Esse marco será possível porque os produtores têm trabalhado mais nas propriedades rurais, fazendo com que os seus setores, como gestão, recursos humanos, projetos sociais, área ambiental e de produção, estejam alinhados dentro dos princípios e critérios da Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS).

As práticas de campo buscam a conservação dos solos, permitido pela safrinha de milho e inclusão das principais forrageiras, em que o sistema Integração Lavoura Pecuária resulta em altos tetos produtivos na soja. O foco na gestão da propriedade e nas boas práticas ambientais, sociais e econômicas, traduzem estas nossas motivações, denominadas como valorização territorial.

Para nos adequarmos, estamos trabalhando alinhados aos preceitos da RTRS, uma excelente ferramenta que veio traduzir o que pensa, faz e o que pretende o produtor rural que planta nos cerrados do nordeste do Brasil. É notável que os produtores tem se mostrado mais organizados e preocupados em adequar suas fazendas para obter o selo de sustentabilidade.

Atualmente, aproximadamente 25% da área plantada com soja no Maranhão é certificada RTRS. Percebemos que o mercado europeu está cada vez mais rigoroso e o mercado asiático demonstra interesse e, num futuro próximo, as certificações serão mais do que uma vantagem competitiva, serão um importante facilitador para o acesso ao mercado.

Esta visibilidade territorial faz com que os produtores nos procurem de forma espontânea, fazendo com que a FAPCEN seja contatada para realizar trabalhos em outros estados brasileiros, como Bahia e Minas Gerais, o que motiva ainda mais a continuarmos desenvolvendo nossas atividades.

Apesar do desenvolvimento alcançado em alguns setores econômicos, o Maranhão e o Piauí permanecem sendo estados brasileiros com enormes diferenças sociais. As propriedades rurais e suas comunidades permanecem distantes dos grandes centros urbanos, mostrando que os produtores estão sempre proporcionando auxílio as comunidades próximas.

A criação do MATOPIBA (Maranhão-Tocantins-Piauí-Bahia) foi excelente para que essa região seja divulgada nacionalmente, principalmente a região do MATOPI. Com a certificação, esta visualização territorial é reconhecida, fazendo com que nossas terras sejam mais valorizadas.

Fonte: RTRS