Intercâmbio é proposto na pecuária

03/06/2014

Proposta é para intensificação de visitas entre as duas unidades e a troca de experiências na área de desenvolvimento de pesquisas agropecuárias

O intercâmbio entre produtores dos Estados Unidos e de Goiás foi proposto, nesta quarta-feira (28/5), na 69ª Exposição Agropecuária de Goiás. A sugestão é para intensificação de visitas entre as duas unidades e a troca de experiências na área de desenvolvimento de pesquisas agropecuárias. O assunto mereceu abordagem pela manhã, no estande da Seagro no Parque Agropecuário de Goiânia, entre representantes da Secretaria da Agricultura, Emater, Agrodefesa, Ceasa, Universidade Federal de Goiás, PUC-Goiás, ABCZ, entre outros agentes, e Dustin Valusek, da Texas Christian University, dos Estados Unidos.

Um pouco antes, Valusek foi recebido na sede da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA), pelo presidente Ricardo Yano, que deu as boas-vindas ao visitante norte-americano e disse a ele que “as portas de Goiás estão abertas” para possíveis negociações na área de pesquisa agronômica.

Dustin Valusek manifestou interesse em conhecer os estudos desenvolvidos em torno do melhoramento genético de bovinos de Goiás. O americano fala português, que aprendeu durante curso de MBA na Universidade de São Paulo (USP), e morando em “república” com mais dez brasileiros. Só no Brasil, ele rodou 17 mil quilômetros, conhecendo a Amazônia, o Pantanal e outras regiões do País.

A sugestão do intercâmbio entre Goiás e os Estados Unidos em princípio foi bem aceita pelos presentes. José Manoel Caixeta Haun, representante do secretário da Agricultura, vê a proposta como via de mão dupla para novos conhecimentos tecnológicos e de gestão. Vanessa Barbosa, do escritório local da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), entende que em nível de pesquisa “um intercâmbio assim deve ser incrementado”. Lembrou a propósito que a entidade, com sede em Uberaba (MG), conta com 20 mil associados.

O professor Marcos Barcellos Café, diretor da Escola de Veterinária e Zootecnia da UFG, lembrou que o melhoramento genético é desenvolvido há 20 anos no Estado. Os resultados são os mais positivos. Citou inclusive casos de cruzamentos entre zebu e outras raças para obtenção de animais melhorados na pecuária de corte e de leite. Aprova, contudo, a ideia de uma melhor aproximação entre criadores e pesquisadores de ambos os países.

Outros participantes teceram considerações, ainda a respeito, destacando a cooperação entre os Estados Unidos e o Estado de Goiás, como a busca de uma carne mais macia para atender aos mais sofisticados mercados consumidores, inseminação artificial em que para alguns “o Brasil patina”, a introdução do angus no bioma Cerrado, a integração lavoura e pecuária, entre outros temas concernentes.

“As portas de Goiás estão abertas para possíveis negociações na área de pesquisa agronômica”
Ricardo Yano,presidente da SGPA

Fonte: DM.com.br