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ILPF chega às universidades e escolas técnicas

14/07/2015

O presidente da Rede de Fomento à Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, Paulo Herrmann, abriu nesta terça-feira (14/07) a Sessão Especial sobre Ensino de ILPF em Universidades e Escolas Técnicas. A programação faz parte do Congresso Mundial sobre Sistemas Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que está sendo realizado em Brasília (DF).

Em sua palestra, Herrmann, que também é presidente da John Deere para operações no Brasil e vice-presidente de marketing e vendas para a América Latina, destacou que “o ensino é uma das principais alavancas da ILPF, a terceira revolução dos trópicos”.

Na opinião dele, a pressão por aumentar a produção de alimentos para alimentar o mundo é muito grande nos trópicos. “Tudo isso acontece em nosso quintal e não podemos ser coadjuvantes nesse processo”, afirmou o presidente da Rede de Fomento à ILPF lembrando que, ao mesmo tempo, há uma pressão ambiental para que essa produção seja sustentável.

Herrmann acredita que a solução para essa equação passa pela ILPF, que se caracteriza “pelo uso criterioso, racional e sustentável dos recursos naturais”. “Qualquer sistema tem que atender a três frentes para ser sustentável: ambiental, econômica e social”, explicou.

A ideia, segundo ele, é fazer uma espécie de “road show” em 2016 para apresentar a ILPF pelo mundo, especialmente em países da Europa e da Ásia.

Revoluções
O Plantio Direto na palha foi a primeira grande revolução dos trópicos, na avaliação do presidente da Rede de Fomento à ILPF. A segunda foi a consolidação da safrinha como uma segunda safra. A terceira, na opinião dele, é a ILPF. “Tudo isso num espaço de apenas 30 anos, o que mostra a imensa capacidade de regeneração dos trópicos”, destacou.

Com relação ao estudo da ILPF em universidades e escolas técnicas, Herrmann ressaltou que essa é uma grande oportunidade para adequar os sistemas de ensino dessas instituições.

“É preciso promover a revisão das grades curriculares, a reciclagem e formação do corpo docente, aumentar a oferta de cursos de graduação e pós-graduação na área, bem como de programas de especialização e aperfeiçoamento, além de estimular a realização de Trabalhos de Conclusão de Curso com ênfase em ILPF”, comentou.
Como principais características para os profissionais que desejam atuar nessa área, o presidente da Rede de Fomento à ILPF destacou a capacidade de gerenciar sistemas integrados e complexos, conhecimento multidisciplinar, domínio de tecnologias de última geração, flexibilidade para a quebra de paradigmas, formação preferencial em ciências agrárias, liderança e consciência ambiental.

“Considero a ILPF como uma jornada e certamente não conseguiremos fazer tudo de uma vez só, mas podemos começar fazendo a nossa parte”, finalizou Herrmann. Para ele, o grande “mantra” da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta deve ser “produzir e preservar”.

O diretor da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Indaiatuba, na região de Campinas, Luiz Antonio Daniel, que também compôs a mesa na Sessão Especial, comentou que 21 instituições de ensino superior já possuem disciplinas de ILPF implantadas.

Fonte: Embrapa