Curiosidades

IEA analisa a evolução do rebanho paulista nos últimos dez anos

Publicado em 24/04/2015

Verificando a evolução do rebanho de bovinos de corte e leite, frangos de corte e galinhas de postura, e suínos, o estudo traz os resultados obtidos para cada grupo animal, sinaliza a tendência da configuração estadual do efetivo animal das principais cadeias e mostra a participação do estado frente ao total do Brasil.

O levantamento por município realizado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta), em parceria com a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), ambos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo é realizado nos meses de fevereiro, abril, junho, setembro e novembro, sendo que em junho (previsão) e novembro (estimativa final) incluem-se em sua pesquisa questões sobre a população e a produção animal do estado. Fazem parte desse levantamento as seguintes criações, além da área de pastagens: apicultura, bovinos de leite e corte, bubalinos, caprinocultura de corte e leite, codornas de postura e corte, equinos, frangos de corte e galinhas de postura, matrizes de frangos de corte e postura, matrizes de codornas de corte e postura, muares, ovinocultura de corte, perus, sericicultura e suínos.

“Nos dois levantamentos objetiva-se quantificar as populações animais e suas respectivas produções por meio de avaliação subjetiva dos técnicos das Casas de Agricultura presentes nos 645 municípios do estado. Também são incluídas nos levantamentos informações relativas aos insumos de algumas explorações, e a área de pastagem é um exemplo, pois, no caso de bovinocultura de corte e de leite, ela é necessária para determinar o rendimento por hectare, área de plantação de amoreiras e grama de ovos do bicho da seda no caso da sericicultura e número de colméias no caso da apicultura”, afirmam os pesquisadores Carlos Bueno, Vagner Azarias Martins e Denise Caser.

O número total de bovinos em 2014, no Estado de São Paulo, foi estimado em 10,3 milhões de cabeças e, da mesma forma que na área de pastagem, houve uma redução em relação a 2005 de 25,1%, que correspondeu a uma taxa de crescimento negativa de 13,7% ao ano. A população bovina paulista corresponde a aproximadamente 4,9% do rebanho brasileiro segundo o IBGE, considerando-se o número total de bovinos. A redução na área disponível à criação de bovinos e a redução no número total de animais é coerente e pode indicar que a atividade está se readequando às condições do estado quanto à demanda por área de outras atividades, ou seja, a pecuária extensiva perde espaço frente a outras explorações, como a cana-de-açúcar, por exemplo.

Quanto ao número de frangos de corte e galinhas de postura em 2014, os dados indicam a existência de um plantel instalado de 198,7 milhões de cabeças de galináceos, 151,2 milhões de frangos de corte e 47,5 milhões de galinhas de postura. Calculando-se a taxa anual de crescimento no total de aves instaladas, verificou-se que houve um incremento anual de 5,4%.

Contabilizar a população de galináceos é uma tarefa ingrata, pois, ao longo do ano, este número flutua, já que as aves criadas para o abate e para postura em granjas comerciais têm um ciclo de produção curto, renovando-se antes de um ano, no caso de frango de corte. A cada 60 dias, o ciclo de produção do frango de corte industrial pode se reiniciar e, portanto, o número de aves declarados na granja no dia da pesquisa refere-se ao número de aves alojadas na data da pesquisa. A participação de São Paulo no número total de aves divulgado pelo IBGE para o ano de 2013 foi de 17,3% e verifica-se que esta participação se mantém constante, entre 17% a 18%, no período analisado.

A estimativa do efetivo de suínos no estado é da ordem de 1,2 milhão de cabeças conforme o levantamento da SAA, em 2014. Este número representa queda de 21,3% em relação ao efetivo de 2005 e, para o período todo, a taxa de crescimento anual foi negativa em 15,1%. O rebanho paulista de suínos tem como característica a condução, na sua maioria, por pequenos e médios suinocultores. O baixo rendimento do rebanho dificulta o resultado da suinocultura paulista e de certa forma desestimula o crescimento da atividade no estado.  A participação do rebanho paulista no Brasil em 2013 situa-se em 3,9%, conforme o IBGE.

Em resumo, as atividades pecuárias dentro do Estado de São Paulo no período de 2005 a 2014 reduziram sua participação (bovinos 13,7% e suínos 15,1%) no número de indivíduos que representam a população total no conjunto de atividades econômicas importantes para seu setor agropecuário, com exceção de frango de corte e galinha de postura, que apresentaram no conjunto um pequeno crescimento, 5,4%.

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Fonte: IEA/Apta