Suinos

IBGE: Rebanho bovino alcança a marca recorde de 215,2 milhões de cabeças, mas produção de leite cai 0,4%

30/09/2016

Apenas a região Nordeste teve queda no número de cabeças

O efetivo de bovinos alcançou a marca recorde de 215,2 milhões de cabeças em 2015, um crescimento de 1,3% em relação a 2014. Apenas a região Nordeste teve queda no número de cabeças (-0,9%). Por outro lado, houve queda de 5,5% no número de vacas ordenhadas, quadro que se repetiu em todas as grandes regiões, especialmente na Nordeste (-9,5%). Com isso, a produção de leite também caiu (-0,4%) em 2015.

O efetivo de galináceos (galos, galinhas, frangas, frangos, pintos e pintainhas) atingiu 1,3 bilhão de animais, um crescimento de 0,9% em relação a 2014. Já a produção de ovos cresceu 1,0% em 2015.

O rebanho suíno, com 40,3 milhões de cabeças em 2015, cresceu 6,3%. Também em alta, a produção de peixes cresceu 1,5% em 2015. A tilápia, principal espécie cultivada no Brasil, registrou alta de 9,7%. Já a produção de camarões cresceu 7,4%.

A Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2015 traz, ainda, informações sobre os rebanhos de bubalinos (búfalos), equinos (cavalos, éguas, potros e potrancas), caprinos(criação de bodes, cabras e cabritos), ovinos(criação de ovelhas, carneiros e borregos) e codornas para o Brasil, grandes regiões, estados e municípios. Clique aqui para acessar a publicação completa.

Rebanho bovino bate recorde de cabeças

O efetivo de bovinos em 2015 foi de 215,2 milhões de cabeças, um aumento de 1,3% em relação a 2014. A última queda ocorreu em 2012 (-0,7%) devido à seca prolongada que atingiu o país naquele ano. Desde então, observa-se crescimento do rebanho.

O Centro-Oeste teve o maior número de cabeças entre as grandes regiões, com 33,8% da participação nacional. Entre 2015 e 2014, houve crescimento nas regiões Norte (2,9%), Centro-Oeste (2,1%) e Sudeste (1,4%). Na região Sul, o efetivo manteve-se estável e apenas na região Nordeste houve queda (-0,9%).

Mato Grosso (13,6%), Minas Gerais (11,0%), Goiás (10,2%), Mato Grosso do Sul (9,9%) e Pará (9,4%) detiveram os maiores efetivos. Os municípios com mais cabeças em 2015 foram São Félix do Xingu (PA), Corumbá (MS), Ribas do Rio Pardo (MS), Cáceres (MT) e Marabá (PA). Dentre os 20 municípios com os maiores efetivos em 2015, 13 localizavam-se no Centro-Oeste, cinco no Norte e dois no Sul do país.

O efetivo de vacas ordenhadas em 2015 foi de 21,8 milhões animais, queda de 5,5% frente a 2014. Do total do gado bovino, 10,1% foram de vacas ordenhadas em 2015. A região com maior número de vacas ordenhadas foi a Sudeste (34,3% do total). Houve queda em todas as grandes regiões, principalmente no Nordeste (-9,5%) e Norte (-6,7%).

Minas Gerais (24,9%), Goiás (11,7%) e Paraná (7,5%) apresentaram os maiores efetivos de vacas ordenhadas do país. Os municípios de Ibiá, Prata e Monte Alegre de Minas, todos em Minas Gerais, ocuparam as primeiras posições no ranking nacional.

Produção de leite cai 0,4%

Em 2015, a produção de leite foi de aproximadamente 35,0 bilhões de litros, representando queda de 0,4% sobre o ano anterior. O Sul ocupa, desde 2014, a primeira posição no ranking das grandes regiões, sendo responsável por 35,2% da produção nacional em 2015.

Minas Gerais é o principal produtor de leite do país, com 9,1 bilhões de litros em 2015, queda de 2,4% em relação a 2014. A produção do estado representa 76,8% da produção da região Sudeste e 26,1% da produção nacional. O Paraná ultrapassou o Rio Grande do Sul em 2015 e alcançou a segunda posição nacional. Os dois representam 75,2% da produção da região e 26,5% da produção de leite do país.

Em termos municipais, a primeira posição continuou com Castro (PR), com 250,0 milhões de litros, seguido pelos municípios de Patos de Minas (MG), com 149,65 milhões de litros, e Carambeí (PR), com 140,00 milhões de litros.

O preço médio nacional foi de R$ 0,99 por litro de leite, gerando um valor de produção de R$ 34,71 bilhões em 2015. O maior preço médio foi encontrado no Nordeste, R$ 1,18 por litro, e o menor no Norte, R$ 0,87 por litro.

A diferença entre o total produzido no Brasil (35,0 bilhões de litros) e a quantidade de leite cru adquirida pelos laticínios sob inspeção sanitária (24,1 bilhões de litros) reflete a produção de leite não-fiscalizada. Contrastando as séries históricas dessas variáveis, observa-se que ambas seguem a mesma tendência. Em 2015, ocorreu a primeira queda tanto da produção como da aquisição de leite, no período considerado (2005-2015). Nesse ano a produção de leite fiscalizada representou 68,7% do total produzido.

A produtividade média foi de 1.609 litros de leite por vaca ordenhada em 2015, crescimento de 5,5% em relação a 2014. A região Sul teve a maior produtividade, com 2.900 litros/vaca/ano, um aumento de 3,9% comparado ao ano anterior.

Efetivo de galináceos cresce 0,9% e produção e ovos aumenta 1,0%

O efetivo de galináceos foi de 1,3 bilhão de cabeças em 2015, aumento de 0,9% em relação a 2014. O Sul concentra a maior parte do efetivo, sendo responsável por 45,4% do total em 2015. Além disso, a região responde por 59,6% do abate de frangos e por 74,8% das exportações de frango in natura. O Sudeste possui o segundo maior efetivo (27,6%), seguido por Nordeste (11,9%), Centro-Oeste (11,4%) e Norte (3,7%).

Paraná (24,3%), São Paulo (15,0%), Santa Catarina (10,9%) e Rio Grande do Sul (10,2%) foram os estados com o maior número de galináceos em 2015. Na comparação com 2014, dos quatro principais estados, apenas Paraná apresentou aumento de efetivo (7,3%). Os municípios com os maiores contingentes foram Uberlândia (MG), que saiu da quarta para a primeira posição em 2015, seguido por Bastos (SP), Rio Verde (GO) e Santa Maria de Jetibá (ES).

O efetivo de galinhas, em 2015, foi de 222,1 milhões de cabeças, apresentando redução de 0,8% sobre o registrado em 2014, e correspondeu a 16,7% do total de galináceos. A região Sudeste, que possui o maior efetivo do país, participou com 37,6% em 2015, seguida pelo Sul (26,1%), Nordeste (19,5%), Centro-Oeste (12,0%) e Norte (4,8%).

A produção de ovos de galinha em 2015 foi de 3,8 bilhões de dúzias, aumento de 1,0% em relação a 2014. Com o maior efetivo de galinhas, a região Sudeste é também a maior produtora de ovos em 2015, sendo responsável por 43,5% da produção nacional, estando a frente das regiões Sul (24,3%), Nordeste (16,8%), Centro-Oeste (11,8) e Norte (3,6%).

São Paulo produziu 26,3% do total de ovos em 2015, seguido por Paraná (9,6%) e Minas Gerais (9,3%). O maior produtor de ovos em 2015 foi o município de Bastos (SP). O valor da produção também registrou aumento (12,8%) e o preço médio ficou em R$ 2,80 a dúzia.

Rebanho suíno cresce 6,3%

O efetivo de suínos foi de 40,3 milhões de cabeças em 2015, um aumento de 6,3% em relação a 2014. O Sul concentra quase metade do efetivo (49,3%), seguido pelas regiões Sudeste (17,3%), Centro-Oeste (15,7%), Nordeste (14,4%) e Norte (3,4%).

O Paraná é o principal representante da região Sul e o estado com maior efetivo do país, representando 17,7% do total nacional. Esse número é superior ao efetivo da região Sudeste, segunda colocada no ranking de regiões geográficas. Toledo (PR), Uberlândia (MG) e Rio Verde (GO) foram os municípios com maior número de animais em 2015.

Valor da produção da aquicultura chega a R$ 4,6 bilhões em 2015

Em 2015, a aquicultura brasileira continuou crescendo e atingiu um valor de produção de R$ 4,4 bilhões, sendo a maior parte (69,9%) oriunda da criação de peixes, seguida pela criação de camarões (20,6%). Todas as 27 unidades da federação e 2.905 municípios brasileiros apresentaram produção da aquicultura.

Produção de peixes cresce 1,5%

Em 2015 foram despescadas 483,2 mil toneladas de peixes , um aumento de 1,5% em relação a 2014. Houve crescimento nas regiões Norte (6,2%), Sul (13,1%) e Sudeste (12,7%). No Nordeste (-4,7%) e Centro-Oeste (-19,6%), a produção teve queda.

Rondônia manteve a primeira posição do ranking em 2015, com a despesca de 84,5 mil toneladas de peixes, crescimento de 12,6% em relação a 2014. O Paraná assumiu a segunda posição, com 69,3 mil toneladas, um aumento de 20,8%, ultrapassando Mato Grosso, que produziu 47,4 mil toneladas (-22,2%). O município de Rio Preto da Eva (AM) foi o principal produtor de peixes em 2015, registrando a despesca de 14,10 mil toneladas.

A tilápia segue como a espécie mais criada no Brasil (219,3 mil toneladas), com participação de 45,4% do total da piscicultura em 2015. A espécie teve aumento de 9,7% em sua produção em relação a 2014. Em termos municipais, Jaguaribara (CE) continua na liderança do ranking da produção, com a despesca de 13,8 mil toneladas.

A produção de alevinos (filhotes de peixe) em 2015 foi de 955,6 mil milheiros, 16,2% maior que no ano anterior. A região Sul foi a principal produtora em 2015 (29,3%), seguida pelas regiões Nordeste (26,8%), Sudeste (20,1%), Centro-Oeste (11,9%) e Norte (11,9%).

Produção de camarões cresce 7,4%

A produção de camarão chegou a 69,9 mil toneladas em 2015, aumento de 7,4% em relação a 2014. A região Nordeste é responsável pela quase totalidade da produção nacional (99,3%), sendo Ceará (58,3%) e Rio Grande do Norte (25,5%) os maiores produtores nacionais. Juntos, os dois estados responderam por 83,8% da produção nacional. O destaque municipal é Aracati (CE), que produziu 12,6 mil toneladas de camarão em 2015, um aumento de 42,4% em relação ao ano anterior.

Rebanho caprino cresce 8,6%

O efetivo de caprinos atingiu 9,6 milhões de cabeças em 2015, um crescimento de 8,6% em relação a 2014. O Nordeste detém o maior efetivo e, em 2015, foi responsável por 92,7% do total. Em relação a 2014, houve aumento de 9,9% na região, quase 800 mil animais a mais.

Bahia (27,4%) e Pernambuco (25,3%) responderam por mais da metade do efetivo nacional, seguidos por Piauí (12,8%) e Ceará (11,6%). Os quatro estados juntos representam 83,3% do total. Os 22 primeiros municípios doranking estavam na Bahia (9) e em Pernambuco (13). Os municípios com maior efetivo foram Casa Nova (BA), Floresta (PE) e Petrolina (PE).

Rebanho de ovinos cresce 4,5%

O efetivo de ovinos foi de 18,41 milhões em 2015, uma variação de 4,5% sobre 2014. A região Nordeste concentrou 60,5% do rebanho nacional em 2015. A região Sul apareceu em seguida, representando 26,5% do efetivo da espécie, seguida pelas regiões Centro-Oeste (5,6%), Sudeste (3,8%) e Norte (3,6%).

Bahia (17,2%), Pernambuco (13,1%) e Ceará (12,5%) são os estados em destaque na criação de ovinos do Nordeste do Brasil, porém o Rio Grande do Sul é o estado com o maior número de animais, representando 21,5% do total nacional. Santana do Livramento (RS), Casa Nova (BA) e Alegrete (RS) foram os municípios com os maiores efetivos de ovinos em 2015, mantendo a colocação do ano anterior.

O total de ovinos tosquiados em 2015 foi de 3,7 milhões de animais, representando 19,9% do total. No comparativo com o ano anterior, ocorreu queda de 7,7%. O efetivo de ovinos tosquiados está concentrado na região Sul (98,0%), particularmente no Rio Grande do Sul, que participa com 88,7% do efetivo total e 90,6% da região. Na região Nordeste, a criação desses animais destina-se basicamente a produção de carne e, na região Sul, há também a produção e comercialização de lã.

Produção de lã tem queda de 7,8%

A produção de lã gerada pela tosquia de ovinos em 2015 foi de 10,9 mil toneladas, queda de 7,8% em relação ao ano anterior. Como os animais tosquiados estão em sua maioria no Sul, a região é também responsável por 98,8% da produção de lã, tendo o Rio Grande do Sul a maior participação nacional (91,9%). Paraná (4,5%) e Santa Catarina (2,5%) aparecem na 2ª e 3ª colocações. No Centro Oeste (0,9%), foi registrada produção no Mato Grosso do Sul e Goiás, e no Sudeste (0,2%) em São Paulo e Minas Gerais. A atividade não ocorre nas Regiões Norte e Nordeste.

Mesmo com a queda na produção, o valor de produção registrou aumento de 15,0% em relação a 2014 e atingiu R$ 96,9 milhões. O preço médio nacional do quilo da lã foi de R$ 8,9. A maior média foi na região Sul (R$ 8,9) e a menor, no Sudeste (R$ 3,7).

Os municípios com as maiores produções foram Santana do Livramento, Alegrete e Quaraí, todos no Rio Grande do Sul. A produção de lã ocorreu em 911 municípios em 2015.

Rebanho de codornas cresce 8,1%

O efetivo de codornas continuou crescendo em 2015 e alcançou a marca de 22,0 milhões de cabeças, um aumento de 8,1% frente a 2014. O efetivo está concentrado na região Sudeste, com 75,7% do total nacional. São Paulo é o estado com o maior efetivo (54,7% do total do país e 72,3% da região Sudeste).

Em 2015, 918 municípios brasileiros apresentaram criação de codornas. Bastos (SP), Iacri (SP) e Santa Maria de Jetibá (ES) foram os responsáveis pelos maiores efetivos de codorna e responderam respectivamente por 19,3%, 14,8% e 11,4% do efetivo nacional em 2015.

A produção de ovos de codorna acompanhou o crescimento do efetivo e chegou a 447,5 milhões de dúzias, maior registro da produção nos últimos anos. Em relação a 2014, o aumento da produção foi de 13,9%. A produção de ovos também está localizada principalmente na região Sudeste (79,8%). São Paulo é o maior produtor, responsável por 56,0% do total em 2015. O valor de produção total foi de R$ 492,3 milhões, um aumento de 57,7% sobre em 2014.

Os municípios de Bastos (SP), com 91,3 milhões de dúzias, Iacri (SP), com 69,8 milhões de dúzias, e Santa Maria de Jetibá (ES), com 60,3 milhões de dúzias, detentores dos maiores efetivos, também apresentaram as maiores produções de ovos de codorna em 2015.

Produção de casulos do bicho-da-seda cresce 12,1%
A produção de casulos do bicho-da-seda foi de 3,0 mil toneladas em 2015, um aumento de 12,1% no comparativo com 2014. A região Sul é a principal produtora, participando com 83,0% da produção nacional em 2015. As regiões Sudeste (12,7%) e Centro-Oeste (4,3%) são responsáveis pelo restante da produção.

Em 2015, a produção de casulos ocorreu em 235 municípios. Nova Esperança (PR), conhecida como a Capital Nacional do Casulo de Seda, aparece na primeira posição, seguida por Bastos (SP) e Diamante do Sul (PR).

 

Fonte: IBGE