Soja

Greve dos caminhoneiros reflete nos custos dos principais produtos agrícolas

29/05/2018

O Mercado e Cotações de hoje tráz como tema principal a greve dos caminhoneiros e como ela está refletindo nos valores dos principais produtos agrícolas do Brasil. O professor da Unijuí (Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul), Argemiro Brum, explica esse cenário.

Segundo o economista, os preços do arroz começaram a baixar, mas a paralisação do comércio em função da greve dos caminhoneiros atrapalhou o processo comercialização, o que não chegou a ser grave devido aos estoques dos mercados. O arroz alcançou o valor R$ 36,89 por saco no Rio Grande do Sul.

Em relação feijão, a greve deixou cerca de 300 carretas paradas nas estradas, o que pode causar prejuízos aos produtores. “Não dá para, evidentemente, quantificar ainda os estragos que isso causou no setor, mas especialistas em feijão acreditam que haverá perdas nesse mercado”, afirma o professor.

No caso da soja, houve avanço nas reuniões entre os Eua e a China, que parecem ter chegado a um acordo no litígio comercial que ameaçava as exportações do produto nos Estados Unidos. No Brasil, o preço da soja subiu, com o lote ficando em R$ 71 em chapadão do Sul, em São Gabriel, no Mato Grosso do Sul e R$ 75,5 em Uruçuí, no Piauí.

Já em relação ao milho, as cotações do cereal em Chicago romperam o teto de $ 4,00, fechando em $ 4,04. No entando, nesta segunda feira (28) foi feriado nos Estados Unidos e a bolsa de Chicago ficou fechada. No Rio Grande do Sul, o saco do milho fechou em R$ 35,59 e em videira, em Santa Catarina, o cereal chegou a R$ 43,00.

Segundo Argemiro, “as dificuldades de logística em geral deixaram o mercado do boi gordo sem referência na semana passada e as escalas pararam de avançar junto aos frigoríficos. A greve dos caminhoneiro atingiu o transporte de animais e paralisando praticamente o mercado”. Para o consumidor, a arroba do boi gordo fechou em média de R$ 126 em Goiânia, no estado de Goiás, e R$ 117, no Acre. Os valores são iguais aos da semana anterior.

A carne suína apresenta instabilidade no mercado, a carcaça ficou em R$ 4,50 por kg em média. De acordo com o especialista, para os suínos, o quadro é crítico. “Os bloqueios nas rodovias impediram o acesso aos insumos necessários à produção e às rações animais igualmente, passando pela dificuldade de chegada desses animais aos frigoríficos e do escoamento dos alimentos na ponta de venda no varejo”. Muitos agricultores tiveram que abater seus animais ou assistir os seus animais emagrecerem violentamente”, afirma.

Fonte: Agrolink