Soja

Governo de Rondônia monitora lagarta que destrói soja, milho, feijão e algodão

06/03/2014

Nas últimas safras, uma lagarta identificada como Helicoverpa armigera tem surpreendido produtores devido a seu poder de destruição, causando prejuízos, principalmente, às lavouras de soja, feijão, milho e algodão. A Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), com o objetivo de identificar a presença e monitorar a população desta praga no estado de Rondônia, tem instalado diversas armadilhas atrativas em várias propriedades agrícolas.

Os fiscais da Idaron fazem a instalação de armadilha modelo Delta plástica em área com cultura de soja. A armadilha utiliza como atrativo um feromônio sintético para atrair machos da Helicoverpa armigera e capturar a praga utilizando fundo adesivo, facilitando a inspeção e viabilizando o programa de monitoramento de pragas.

As mariposas atraídas e capturadas na armadilha estão sendo enviadas para análise laboratorial, a fim de se determinar a presença da espécie Helicoverpa armigera na cultura. “Esta ação servirá também como orientação aos produtores quanto à importância do monitoramento de pragas na propriedade, principalmente para que ele possa prever através da captura de mariposas, o potencial de ocorrência de ovos e lagartas e, consequentemente, dos danos que poderão ser ocasionados à cultura”, explica o engenheiro agrônomo da Agência Idaron,Getúlio Moreno.

A gerente de Defesa Vegetal da Agência Idaron, Rachel Barbosa,  disse que no mês de dezembro iniciou o levantamento para detecção da H. armigera e nesse período não houve situação alarmante ou superpopulação de lagarta e que são baixas as incidências dessa espécie. Dos dez municípios até o momento com amostras analisadas, constatou-se presença em Colorado, Vilhena, Cabixi, Itapuã, Porto Velho, sendo mais evidente presença de lagartas de outras espécies. “O produtor precisa monitorar a lavoura e ter o acompanhamento de um técnico, para que haja um bom controle de pragas e para que não tenha aumento no custo de produção.

Fonte: Tudo Rondônia – Porto Velho