Desperdício de Produção

Goiás se torna pioneiro em técnica de produção com irrigação por gotejamento

De maneira inovadora, esse projeto objetiva o plantio da cana de açúcar com irrigação por meio da técnica de gotejamento, oriunda de Israel, em conjunto com o desenvolvimento social da região. As características do projeto transformam o Estado de Goiás em pioneiro nesse tipo de produção.

O projeto é dividido em duas etapas. Na primeira, 30 mil hectares de cana de açúcar serão cultivados e devem gerar 1000 empregos diretos, e uma usina de beneficiamento da cana de açúcar será construída e irá gerar 2500 empregos durante a sua construção e 250 para a sua operação permanente. À priori, todos os empregos serão destinados aos agricultores familiares que moram nos assentamentos da região e a menor remuneração será referente a quatro salários mínimos. Os assentados também devem ser beneficiados pelo desenvolvimento da infraestrutura da região. Segundo Afonso Celso Bertucci, representante da empresa executora desse projeto, Santa Fé Biodiesel, 3% do faturamento anual do projeto será destinado à construção de unidades escolares e hospitalares na região. A empresa pretende entrar em funcionamento em 2013. O investimento é de 450 milhões de reais da iniciativa privada.

O sistema de gotejamento usado é um modelo econômico e sustentável de irrigação. A irrigação será feita na raiz da planta por meio de canais de gotejamento automatizado que evitam o desperdício de água. A sustentabilidade e o respeito ao meio ambiente permeiam todo o projeto, que respeita toda a legislação ambiental e que almeja a plantação de sete mil e 500 hectares de mata para a composição da reserva legal da propriedade. Estima-se que esse sistema de gotejamento aliado com as condições climáticas do Cerrado irá promover um grande aumento no cultivo, que deverá ser maior que a média nacional hoje, que é de 86 toneladas, totalizando 120 toneladas por hectare, sendo que em 10 anos esse número chegará a mais de 200 toneladas por hectare. Essa produção resultará em 340 mil metros cúbicos de etanol e 100 megawatts de energia por safra e esse método de produção já é usado com sucesso na África do Sul, Israel, Peru e Havaí.

Na segunda etapa do projeto, ainda com a colaboração dos assentados, serão produzidas oleaginosas para a produção de biodiesel com irrigação, desenvolvida a fruticultura da região para a produção de sucos para exportação e construída um piscicultura para o beneficiamento de uma proteína animal. Nessa etapa outros milhares de empregos serão gerados e o desenvolvimento social deve ser ainda maior no nordeste goiano.

O secretário Antônio Flávio, se mostrou muito satisfeito com o projeto que não deve causar concorrência às culturas tradicionais e que poderá ser grande fornecedor de etanol para o país. “Essa é uma grande oportunidade para o desenvolvimento agrícola e social no nordeste goiano, que irá promover aumento da renda dos agricultores, a economia de água por meio desse método de irrigação, a sustentabilidade e o desenvolvimento de tecnologias agrícolas. O Estado vê com muita importância os projetos desenvolvidos no norte e nordeste goiano, principalmente aqueles que prezam um impacto ambiental praticamente nulo”, explica.

Mais informações no site www.seagro.go.gov.br ou no telefone (62) 3201-8905

 

Fonte: http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?id=54793