Raças

Globo Rural conta um pouco mais sobre as cabras da raça boer

11/06/10 – 11:11

Hoje começa a rolar na África do Sul. Trinta e dois países lutam para provar que tem o melhor futebol do mundo. Enquanto isso, no Globo Rural, você vê as contribuições que o país sede da Copa nos deu no campo da agropecuária. Hoje, você vai conhecer um pouco mais sobre as cabras da raça boer, que estão se adaptando bem ao clima do nordeste.

Os caprinos da raça boer têm uma aparência vigorosa e robusta. A cabeça e o pescoço são fortes. Os chifres são arredondados e virados para trás. Os animais ainda apresentam pernas curtas e com coxas e quartos musculosos.

Em Quixadá, a 170 quilômetros de Fortaleza, a raça boer se adaptou bem ao clima, seco na maior parte do ano.

Auri Gonçalves é dono de uma propriedade de 150 hectares e se interessou pela raça depois de assistir a uma reportagem do Globo Rural, exibida em 1999, feita pelo repórter Nelson Araújo.

A raça boer é originária da África do Sul. O nome foi dado pelos colonizadores holandeses. É o resultado do cruzamento de uma raça africana nativa com raças asiáticas. Levar esses animais é um desejo antigo do criador nordestino. Afinal, noventa por cento da criação brasileira de caprinos está no Nordeste. O choque com o boer poderia aumentar muito a produção de carne na região.

Foi apostando nesta ideia que o seu Auri se encantou pela raça. “A principal vantagem é que é um animal de fácil manejo. Ele é bastante adaptado à nossa região. O caprino é um animal que com pouca pastagem sobrevive. Ele é muito habilidoso. É excelente”, falou.

Para não depender somente das chuvas, que nem sempre aparecem, na fazenda o criador optou pelo regime de semi-confinamento. Pela manhã, as cabras ficam no pasto. À tardinha, elas voltam para as baias, onde recebem um complemento na alimentação.

Além da ração, os caprinos recebem um complemento feito à base de sorgo e milho, tudo plantado na propriedade do criador. Hoje, seu Auri tem150 animais. Ainda é pouco para viver apenas da criação. Por isso, ele continua trabalhando como comerciante na cidade.

A criação de boer está crescendo no país, segundo a Associação Nacional dos Criadores de Caprinos. Hoje, a maior parte dos registros que a associação recebe são de boer. No entanto, ainda não há número suficiente de animais para manter uma criação de corte para abate.

Por enquanto, os criadores investem em reprodutores. Esse é o caso do seu Auri.

Fonte:  http://www.agrolink.com.br/saudeanimal/NoticiaDetalhe.aspx?CodNoticia=111814