Genéricos foram os agroquímicos mais registrados em 2017

17/01/2018

“De uma forma geral as empresas de produtos genéricos foram as mais contempladas com registros aprovados”. A informação é do engenheiro agrônomo e diretor da consultoria AllierBrasil, Flavio Hirata. Do total dos 405 registros aprovados em 2017, apenas cerca de 25% pertencem às 10 maiores empresas do setor.

No entanto, ele explica que não se pode precisar quais os patrocinadores de todos os registros, porque que muitos processos estão sob titularidade de empresas de consultoria. É o caso da AllierBrasil, que em seu nome tem 31 aprovações, mais os processos em nome de seus clientes, que perfazem o total de 36 registros aprovados.

“Mais registros aprovados tende a aumentar a concorrência, o que não significa necessariamente redução de preços ao usuários final. Isto foi identificado no relatório ‘Importações Braslieiras de Agroquímicos’ da AllierBrasil, onde foi constatado que distribuidores de glifosato WG da China, por exemplo, importaram produtos do mesmo fornecedor, no mesmo período, com diferença de preços de até 10%, o que para glifosato é bastante sensível”, comenta.

Hirata afirma que muitos esforços são utilizados para acessar o mercado brasileiro – um dos mais atrativos para agroquímicos do mundo: “Ações judiciais contra as agências regulatórias, que em 2017 havia mais de 100 ajuizadas com base deste recurso, tem como objetivo de antecipar a avaliação do processo de registro. A avaliação do processo em si não garante; porém, a aprovação do mesmo, como relatado no relatório ‘Ações judiciais contra agências regulatórias – Agrotóxicos’, elaborado pela AllierBrasil”.

“Não raro, alguns pleitos são indeferidos. Se por um lado os custos podem ser considerados elevados, entre US$ 20 mil a US$ 40 mil, isto é compensado pela possibilidade de se acessar o mercado em poucos meses após a decisão judicial. Várias empresas como ALTA, AVGUST, BRA, CROPCHEM, IHARABRAS, SUMITOMO, entre outras, têm se utilizado deste instrumento jurídico”, conclui.

Leia o artigo na íntegra: Recorde no agronegócio no Brasil em 2017: 405 registros de agroquímicos aprovados

Fonte: Agrolink