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Fórum de Agronegócios analisa o CAR na próxima semana em Maringá e Londrina

14/04/2015

O prazo para regularização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) termina às 23:59h do dia 5 de maio com uma adesão muito baixa por parte dos proprietários rurais brasileiros. No Estado do Paraná, menos de 7% dos donos de imóveis rurais se preocuparam até agora em fazer o cadastramento que é exigido pelo Código Florestal sancionado em 2012. Sem o CAR, que já começa a ser exigido pelos cartórios, não será possível vender a propriedade ou alterar a sua documentação.

Embora prevista pela legislação, a prorrogação do prazo por mais um ano ainda não foi oficializada pelo governo federal. Mas, mesmo que seja, o entendimento dos especialistas é que os proprietários precisam agilizar o processo, uma vez que quanto maior a demora, mais caros devem ficar os serviços profissionais e também a aquisição de áreas de florestas para a compensação da reserva legal.

Na quarta e quinta-feira da próxima semana (dias 15 e 16 de abril), a Rádio CBN promove em Maringá e Londrina uma etapa do Fórum Nacional de Agronegócios que vai debater justamente esta situação. Em Maringá, está programada para começar às 20h no recinto de leilões do Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro. Em Londrina, a iniciativa faz parte da grade da ExpoLondrina 2015, com início previsto para às 19:30h no recinto Horário Sabino Coimbra do Parque Internacional de Exposições Governador Ney Braga. Em ambos o acesso é livre e a estimativa dos organizadores é que 400 produtores participem em cada um dos eventos, que contam com o apoio da Cocamar Cooperativa Agroindustrial e da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep).

O palestrante convidado é o ex-presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Vítor Hugo Burko. Segundo ele, o proprietário rural não tem escolha: mesmo com a prorrogação, 5 de maio de 2016 “já está aí”. Um processo para elaboração do CAR e compra de área leva pelo menos dois meses. De acordo com Burko, é preciso que seja feita uma análise detalhada para que o comprador tenha segurança. À medida que o tempo for passando, a tendência é que faltem profissionais para atender a todos os interessados, e isto pode acontecer também em relação ás áreas atualmente disponíveis para compensação de reserva legal, que custam ao redor de R$ 8 mil o hectare. A tendência é que fiquem escassas e mais caras.

O Fórum Nacional de Agronegócios CBN é realizado pelo terceiro ano consecutivo e haverá mais três palestras este ano, sempre nas duas cidades, sobre temas diversos. Alguns nomes confirmados, para falar sobre mercado de commodities, são os especialistas em mercado Alexandre Mendonça de Barros, da MB Associados, e Anderson Galvão, da Céleres Consultoria.

Fonte: Cocamar