Feijão

Feijão tem ano de retração no Brasil

14/04/15
Em San Antonio, na região de Assunção, concentra-se o fluxo dos comboios de barcaças e o embarque de grãos para exportação. Desafio é ampliar escoamento sem prejudicar a vida urbana.

O plantio de feijão ganha área 3% maior na terceira safra de 2014/15 – que está sendo plantada – mais isso não garante oferta extra à temporada (julho a junho), aponta a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Isso porque a primeira safra – que tem três quartos das lavouras concentrados no Centro-Sul – registrou plantio 12% menor e rendeu 5% menos (só 1,2 milhão de toneladas) do que no mesmo ciclo de 2013/14. A segunda safra de feijão também teve área (-5%) e produção menores (-1%), limitando-se a 1,3 milhão de toneladas.

Os preços subiram no primeiro trimestre, mas pouco animaram os produtores da terceira safra, concentrados no Nordeste do país. No Paraná, a saca de feijão carioca passou da casa de R$ 100 para a de R$ 140, com oscilações recentes que mostram enfraquecimento do ritmo de reajuste. Porém, o estado não tem clima para estimular significativamente a produção do alimento nesta época do ano. O país está cultivando 700 mil hectares de feijão (+3%), conforme a Conab. A produção esperada é de 885 mil toneladas e representa incremento de apenas 2,5% sobre o volume da terceira safra de feijão da temporada 2013/14.

Balanço
6% de recuo
na área do feijão de 2014/15 foram registrados pela Conab, somando as três safras do período (jul/jun). Apesar disso, produção estimada é apenas 1,5% menor. Oscilações nos preços indicam que reajustes buscam um teto.