Leite

Falta de mercado freia a produção

No Sitio CapriSãoPaulo, o caprinocultor Vicente Ribeiro, o manejo é todo feito no sistema de confinamento total. Ribeiro que é o atual presidente da Associação Paulista dos Criadores de Caprinos, CAPRIPAULO, fala com entusiasmo do potencial da região Sudeste para a caprinocultura de leite. Segundo ele, produzir leite de cabra é fácil. O difícil está sendo criar um canal de comércio que seja eficiente para o leite e seus derivados.

Um estudo sobre o potencial de mercado da atividade, feito pela CAPRIPAULO junto com o Sebrae, mostra um potencial de mercado para o estado de São Paulo de 30 mil cabras, produzindo. Os números hoje mostram uma realidade ainda muito aquém desse potencial. Apenas 1% desse volume é o efetivo de produção do estado, 30 mil cabras. “ A falta de uma cultura de consumo aliado a um perfil que sempre foi de atividade de subsistência, inviabilizou a caprinocultura como atividade comercial”, ele conta.

Só que isso está mudando o produtor afirma. Grande parte das propriedades de caprinocultura de leite já tem seu próprio laticínio. O que falta é um maior entrosamento da porteira para fora. O presidente da entidade que representa os criadores diz já haver um projeto para construção de laticínios, em macro regiões, seis dentro do estado. O diferencial está na forma de gerenciamento que deve ficar a cargo dos próprios criadores, ele explica. “ Hoje, a necessidade de expansão da caprinocultura paulista, está obrigando a uma maior produção o que só será possível com a união dos produtores dentro de cooperativas”, conclui.

Fonte: http://www.revistarural.com.br/Edicoes/2006/Artigos/rev96_cabras.htm