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FAEMG capacita técnicos do Programa Balde Cheio em Belo Horizonte

07/11/2016

A programação prevê palestras com temas variados, como o sistema sindical e introdução do manejo do rebanho

O Sistema FAEMG iniciou, nesta segunda-feira (7/11), o segundo curso de capacitação do ano para técnicos do programa Balde Cheio. Manejo do rebanho será o tema central do evento, que conta com cerca de 100 profissionais que participam do projeto coordenado pela entidade em todo o estado. A programação prevê palestras com temas variados, como o sistema sindical, introdução do manejo do rebanho, fundamentos para produção econômica de leite, produção de silagem, estratégia de cruzamento, perfil da vaca funcional, compost barn (área de descanso para as vacas leiteiras), persistência da lactação, produção de leite orgânico e qualidade do leite, além de outros assuntos relacionados ao melhoramento de bovinos leiteiros.

Na abertura do treinamento,  o diretor da FAEMG, presidente da Comissão Nacional de Bovinocultura de Leite da CNA e da Câmara Técnica Setorial de Leite do MAPA, Rodrigo Alvim, disse que, mundialmente, o cenário da pecuária leiteira não é dos melhores, por causa do preço atual do leite. Entretanto, destaca que no Brasil há ainda mais um ponto negativo: “Aqui a situação é um pouco mais complicada por causa dos altos custos de produção”.

De acordo com o coordenador técnico do programa Balde Cheio em Minas, Walter Ribeiro, além dos temas tradicionais, como manejo dos animais e a realidade do mercado de leite, a cada edição são sempre debatidos assuntos diferenciados. Neste encontro, um dos temas será o de produção de leite orgânico. “Temos um exemplo desse negócio em Serra Negra, próximo a São Paulo, que apresenta muita rentabilidade. É um negócio novo no Brasil, ainda incipiente, mas com grande potencial, porque tem o apelo de alimentação saudável”.

Resultados positivos

De acordo com o analista de agronegócios da FAEMG e coordenador do Programa Balde Cheio, Wallisson Fonseca, nos 10 anos de implantação, o programa apresentou resultados muito positivos no estado. “Os produtores reduziram em 10% as áreas destinadas à pecuária leiteira, dando mais espaços para outras culturas e conseguiram incrementar em 45% a produção diária, passando pelo aumento de 76% da produtividade. Os números mostram que o programa é uma saída para o produtor se tornar empresário rural, com gestão eficiente de sua atividade no longo prazo“.

O Programa Balde Cheio foi criado há 18 anos no Brasil, pela Embrapa. Segundo o coordenador nacional do programa, Artur Chinelato de Camargo, nesse tempo, passou por mudanças na metodologia com a colaboração direta dos técnicos que atendem produtores: “Em Minas Gerais, há um grupo de profissionais muito capacitados para atender os pecuaristas e o apoio da FAEMG é fundamental para que o programa seja um sucesso no estado”.  Segundo ele, uma das estratégias do Balde Cheio é fazer com que os produtores procurem o programa e não o contrário: “É preciso que ele reconheça as necessidades de sua propriedade para ingressar no programa. O que não faltam são histórias de sucesso como exemplo”, diz Chinelato.

Além da gestão dos negócios, com aumento dos lucros, o programa também ajuda no planejamento do negócio da família. “O Balde Cheio é muito importante para a cadeia produtiva como um todo, pois contribui para o resgate da autoestima do produtor, que passou a ser gestor de sua atividade tendo lucro. A lucratividade é importante para que o produtor promova a sucessão familiar, com trabalho de assistência técnica continuada”, diz Wallisson.

Balde Cheio

A promoção do desenvolvimento e a competitividade da pecuária leiteira, com redução dos custos e aumento de produção são o foco do Programa de Desenvolvimento Integrado da Pecuária Leiteira (Programa Balde Cheio).  Criado nacionalmente pela Embrapa em 1998 e implantado em Minas Gerais em 2007, sob gestão da FAEMG, o programa está no décimo ano de atividades no estado e conta com 280 técnicos treinados e capacitados, que prestam assistência contínua a 2.500 produtores em 325 municípios.

Fonte: CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil