Soja

Exportações têm queda há seis meses, mas Mato Grosso segue positivo nos embarques no ano

07/11/2016

A soja em grão, mostra o levantamento, apresentou crescimento nos embarques de apenas 1,31%

As exportações mato-grossenses apresentam quedas consecutivas há seis meses. De maio até outubro o Estado reduziu em 66,8% as negociações com o mercado exterior, caindo de US$ 1,586 bilhão para R$ 525,3 milhões apenas. Apesar do baixo desempenho na variação mensal, no acumulado de dez meses as exportações subiram 5,55%.

Os dez meses de exportações em 2016 somaram US$ 11,568 bilhões. O volume supera os US$ 10,959 bilhões no período o ano passado.

Contudo, ao se analisar os embarques mensais verifica-se um decréscimo nas negociações a partir de maio, quando a soma dos embarques no mês haviam somado US$ 1,586 bilhão. Em junho as negociações haviam caído para US$ 1,312 bilhão, em julho para US$ 1,071 bilhão, agosto para US$ 954,9 milhões, setembro US$ 799,6 milhões e outubro US$ 525,3 milhões.

O maior pico de negócios fechados foi constatado em março, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), quando o resultado somou US$ 1,801 bilhão.

Acumulado do ano

Ao se comparar com 2015, conforme o MDIC, as exportações apresentaram recuo para o bagaço e outros resíduos sólidos da extração do óleo de soja (-5,93%), para carne desossada de bovino congeladas (-20,48%), farinhas e ‘pellets’ da extração do óleo de soja (-2,56%) e para óleo de soja em bruto mesmo degomado (-45,47%).

A soja em grão, mostra o levantamento, apresentou crescimento nos embarques de apenas 1,31%, enquanto do milho 43,63% e do algodão 15,80%. As carnes desossadas de bovino, fresca ou refrigeradas apresentou aumento de 19,80% nos envios.

Balança comercial

O saldo da balança comercial em 2016, até outubro, ficou em US$ 10,542 bilhões. O resultado é a diferença entre os US$ 11,568 bilhões das exportações e os US$ 1,025 bilhão das importações. O desempenho da balança comercial é 7,5% a mais que os US$ 9,805 bilhões do saldo de 2015 no período.

Fonte: Olhar Direto