Exportações de carne suína em maio superam média de abril

17/05/2018

As exportações de carne de porco in natura contribuíram para um superávit de US$ 3,1 bilhões da balança comercial brasileira registrado nas duas primeiras semanas de maio, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic). Apenas em oito dias úteis, o País exportou US$ 44,2 milhões desse produto.

Em valores monetários, a exportação de carne suína in natura em abril representou aumento de 38% sobre volume exportado em maio, levando-se em consideração a média diária. Ou seja, enquanto em abril se exportou US$ 5,5 milhões por dia, em maio esse montante chegou a US$ 4 milhões.

Na comparação com maio de 2017, o avanço nas exportações do produto foi de 8,2%. Naquele período, o País enviou ao mercado externo US$ 5,1 milhões em carne de porco in natura por dia.

O avanço nos valores exportados, contudo, não foi igualmente acompanhado pelo volume. Nas duas primeiras semanas de maio, o Brasil enviou ao exterior 15,2 mil toneladas de suínos in natura. Isso representa média de 1,9 mil t por dia, o que supera em 14,9% a 1,7 mil t diária de abril.

Avaliação

O bom desempenho das exportações da carne suína in natura brasileira, contudo, pode ser reflexo das mudanças de metodologia dos dados da balança comercial adotadas pelo Mdic. Essa é a avaliação da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). “A partir da adoção do novo sistema, o levantamento passou a ser realizado com o efetivo embarque, o que gera uma lacuna de tempo e um delay no cômputo da informação”, aponta a entidade.

Também de acordo com a ABPA, o avanço nas exportações de carne suína in natura pode significar uma situação momentânea dos dados, pois o cenário poderá mudar no decorrer do mês. Contudo, a entidade aguarda um saldo “significativamente positivo, decorrente do ajuste mencionado anteriormente e de eventuais incrementos de compras por mercados como China, México e África do Sul, aliado a taxa de câmbio”.

Além disso, continua a ABPA, os mercados da Ásia, especialmente China, seguem reduzindo os impactos causados pelo embargo russo, que ainda perdura. “A China vinha apresentando níveis de crescimento superiores a 100%, na comparação com o ano passado”, conclui.

Fonte: Suinocultura Industrial