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Expodireto Cotrijal:Ex-ministros debatem o agronegócio

11/03/2015

Roberto Rodrigues, Luis Carlos Guedes Pinto e Francisco Turra, ex-ministros da Agricultura, debateram sobre panorama e perspectivas do agonegócio brasileiro, no segundo dia da 16ª Expodireto Cotrijal.

O encontro contou ainda com a presença do vice-governador e secretário de Agricultura do RS

“Panorama e perspectivas do agronegócio brasileiro na visão de líderes do setor”, esse foi o tema central que norteou a conversação entre três ex-ministros da agricultura, durante o Fórum Itinerante do Agronegócio Brasileiro. Luis Carlos Guedes Pinto, Roberto Rodrigues e Francisco Turra expuseram as potencialidades e os principais entraves e gargalos do Brasil em relação a produção, comercialização e legislação. Estiveram presentes também, o vice-governador José Paulo Cairoli, o Secretário da Agricultura do RS Ernani Polo, e o Secretário de Desenvolvimento Rural do RS Tarcísio Minetto.

Na abertura, o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, destacou que o Fórum Itinerante enriquece a Expodireto, mostrando a preocupação em continuar inovando. “Vivemos um momento conturbado, tanto politicamente, quanto economicamente. E eu sempre digo, precisamos ouvir os mais experientes para saber o melhor caminho para tomar. Nesse momento é importantíssimo ouvirmos esses três ministros que tem uma vasta experiência e uma vida em defesa ao agronegócio brasileiro”, mencionou.

Cairoli, por sua vez, destacou a boa safra que está por vir, a alta produtividade e a importância do setor para a economia nacional. “Sabemos que vivemos um momento turbulento econômico, mas, nós como produtores temos essa capacidade de superação”, expressou o vice-governador. O Secretário da Agricultura exaltou o esforço, trabalho e dedicação da Cotrijal em realizar a Expodireto e o debate entre os ex-ministros. “Estamos buscando trabalhar em sintonia com setor produtivos do Estado, buscando potencializar cada vez mais o setor primário. Os desafios são enormes, mas o potencial, a qualidade, a vocação e o dom da nossa gente, nos dá esperança e traz expectativas que possamos superar os problemas, principalmente, fora da porteira”, afirmou Polo.

A prefeita de Não-Me-Toque, Teodora Lutkemeyer, pontuou que a Expodireto Cotrijal é uma referência, principalmente, pelos debates, discussões e temáticas relacionadas às políticas públicas do agronegócio.

Autoridades no assunto
Turra falou sobre a proteína animal e disse que o principal desafio dos produtores brasileiros é investir em sanidade e agregar valor aos produtos. Segundo ele, a cotação de mercadorias brasileiras no mercado externo é excelente e há muito espaço para ser ocupado. “Uma feira como essa é uma pós-graduação do tamanho do mundo. A dádiva de Deus é o solo, o clima, a semente, ou seja, é tudo o que nós temos e muitos países não tem. E as possibilidades são imensas”, ponderou o ex-ministro.

Para Luis Carlos Guedes Pinto, que foi o titular do Ministério da Agricultura entre 2006 e 2007 a sanidade no Brasil é muito frágil e o país precisa tornar-se independente na produção de fertilizantes agrícolas. Atualmente o Brasil caminha para ser o maior produtor de alimentos do mundo e importa 70% dos fertilizantes que utiliza. E concorda com Francisco Turra quando diz que outro desafio é agregar valor nos produtos brasileiros. “O Brasil é muito mais comprado do que vende produtos. Nos falta organização de pensar o futuro da agricultura brasileira e qual o caminho que queremos seguir para que esse sucesso da agricultura possa se refletir no bem-estar da coletividade brasileira”, destacou.

Roberto Rodrigues avançou no debate, elencando ainda a necessidade urgente de uma estratégia de segurança alimentar no país. Ele apontou que em 2050 serão nove bilhões de habitantes no mundo. “Em função disto será necessário aumentar a produção de alimentos em 70%”, expôs o ex-ministro. O Brasil precisa ainda, segundo Rodrigues, vencer os obstáculos em logística, política de renda no campo, e políticas comerciais, buscando acordos bilaterais que fortaleçam o comércio dos produtos brasileiros no mercado internacional.

Fonte: Cotrijal