Produtivo

Etapas da produção da cana-de-açúcar

Fonte: ESPM 

Cuidados durante o plantio

O Projeto Cresce Minas e o Programa de Qualidade da Cachaça de Minas divulgaram recomendações para obter sucesso durante a produção de cana-de-açúcar.

Algumas recomendações sobre o processo ideal de produção de cana-de-açúcar, com vistas a maiores qualidade e produtividade:

– Solo
A cana-de-açúcar deve ser plantada em solos leves, sem excesso de umidade, ricos em matéria orgânica e minerais. Solos pesados, argilosos e mal drenados são limitantes para esta cultura.

Após a análise do solo, pode-se detectar a necessidade do uso de corretivos e fertilizantes, a fim de minimizar deficiências, empregando-se quantidades de calcário e adubo no solo. As carências minerais são minimizadas por meio de fertilizantes químicos. Por outro lado, o uso de matéria-orgânica privilegia as propriedades físicas e biológicas do solo.

– Mudas
A escolha do tipo da cana a ser utilizado é determinante em relação ao sucesso da produção da cachaça. Nesse sentido, as mudas certificadas podem garantir as características desejadas em relação à maturação, teor de açúcar, adequação às condições do solo, resistência a doenças, despalha e porte.

Deve-se verificar a origem da produção das mudas, se o fornecedor sofre fiscalização e se o produto atende às necessidades em termos de germinação, e resistência a doenças entre outros.

Apesar dessa consideração, um dos principais entraves reside nos custos de aquisição dessas mudas, nem sempre acessíveis aos pequenos produtores.

– Colheita
Por vários anos os produtores nacionais de cana se utilizaram da prática da queima da cana-de-açúcar antes da colheita, eliminando assim as folhas.

Mais recentemente, em especial com a colheita mecânica, a área é colhida sem a despalha a fogo; dessa forma, as folhas secas, os ponteiros e as folhas verdes são cortados e colocados sobre o solo, criando uma cobertura denominada palhada.

O uso da queima além de acelerar a deterioração da cana, antes mesmo do início do transporte, reflete na fermentação (pelo acúmulo de cinzas) e na qualidade final da cachaça e em especial no sabor da mesma. Além disso, gera impactos não só na produtividade, mas também nas características e na preservação dos nutrientes do solo, podendo afetar a longevidade da própria cultura.

Proteção
Para minimizar esse processo, o Decreto-lei Estadual nº. 47.700, de 11 de março de 2003, regulamentou a Lei Estadual nº. 11.241, de 19 de setembro de 2002, que determinou prazos para a eliminação gradativa do emprego do fogo para despalha da cana-de-açúcar nos canaviais paulistas, estabelecendo prazos, procedimentos, regras e proibições a fim de regulamentar as queimas em práticas agrícolas.

Considerando-se o perfil de cada produtor, que muitas vezes não dispõe de equipamentos para colheita, no processo manual a cana deve ser cortada o mais rente possível do solo, proporcionando melhores resultados em longo prazo, pela preservação da cultura.

Considerações finais
1- Os sistemas de colheita de cana-de-açúcar alteraram os atributos físicos do solo até a profundidade de 0,30 m.

2- O sistema de cana crua com incorporação da palhada proporciona maior produção de colmos, maiores teores de matéria orgânica, maior estabilidade de agregados, macroporosidade e teor de água, e menores valores de resistência do solo à penetração e densidade do solo, quando comparado ao sistema cana crua sem incorporação da palhada e cana queimada.

3. O sistema de colheita de cana-de-açúcar sem queima e com incorporação parcial dos resíduos culturais melhora as condições físicas do solo e aumenta o potencial produtivo da cana-de-açúcar.

 

Fonte: http://www.sebrae.com.br/setor/derivados-de-cana/cachaca/producao/integra_bia?ident_unico=1427