Sanitário

Estado inicia vacinação contra a febre aftosa

04/11/2014

O Rio Grande do Sul deve vacinar em torno de 5 milhões de animais na segunda etapa de combate à febre aftosa. Na primeira fase, realizada em maio, foram imunizadas 13,6 milhões de cabeças, representando uma cobertura de 98,32% do rebanho bovídeo do Estado. Agora, o processo é de reforço, por isso a aplicação atinge apenas os bovinos e búfalos de até 24 meses, em idade mais vulneráveis a doença. A abertura oficial da vacinação aconteceu ontem, no distrito de São Valentim, em Santa Maria, e os produtores têm até 30 de novembro para realizar o procedimento.

Na fase atual, o governo estadual investiu R$ 3 milhões na aquisição de 1,7 milhão de doses. Além disso, outras 700 mil vacinas estão disponíveis nas inspetorias regionais da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). O montante será distribuído gratuitamente ao produtor rural enquadrado nos critérios do Programa Nacional de Apoio à Agricultura Familiar (Pronaf) e no Programa Estadual de Desenvolvimento da Pecuária de Corte Familiar (Pecfam) e que tenha um rebanho de até 100 animais, o que representa 75% da categoria.

“É importante reforçar que o pessoal procure as inspetorias regionais e faça o procedimento logo no começo. Mais tarde, podem haver filas para obter a vacina”, destaca o coordenador pela Seapa do Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa (Pnefa), Fernando Groff. É necessário atuar de forma preventiva, de acordo com Groff, ficando atendo aos sinais da doença. Ao observar animais babando e mancando, o criador deve comunicar imediatamente a inspetoria da cidade ou região. A enfermidade afeta animais de casco fendido, como bovinos, bubalinos, caprinos e suínos.

De caráter obrigatório, a vacinação deve atingir, segundo meta estipulada pela Seapa, ao menos 90% do rebanho com até 24 meses de idade. A prestação de contas pode ser realizada até o dia 5 de dezembro. Enquanto isso, a entidade fiscalizará mais de 13 mil propriedades, com prioridade para áreas consideradas de risco, como a Fronteira, áreas de circulação de animais, zonas de porto e nas cercanias de cidades. Em caso de descumprimento, há multa prevista em lei.

Atualmente, Santa Catarina é o único estado brasileiro com homologação de livre de aftosa sem vacinação. O último caso registrado em solo gaúcho aconteceu em 2001. A região do Cone Sul – incluindo Uruguai, Argentina, Chile, Paraguai e Brasil – não possui focos de aftosa há dois anos. “Mas não devemos olhar para esses números e baixar a guarda. É preciso manter a atenção não apenas pelos novos mercados de carne bovina que estão sendo abertos, como o russo, mas para manutenção da qualidade da cadeia produtiva. Quando novos casos de aftosa aparecem, a recuperação da produtividade leva anos”, alerta Groff.

Fonte: Jornal do Comércio RS – Online
Autor: Luiz Eduardo Kochhann