Pesca

Epamig apresenta na Superagro 2011 modelo alternativo para a criação de peixes em cativeiro

O sistema oferece várias vantagens como facilidade de manejo, redução dos impactos ambientais e aumento significativo do volume produzido

Superagro Minas 2011
20/05/2011

Em Minas Gerais, a grande maioria dos piscicultores utiliza as técnicas de tanques-rede e viveiro escavado para o cultivo de peixes em cativeiro. O estado possui cerca de 14,8 mil piscicultores e, em 2010, produziu 9,9 mil toneladas de pescados. Durante a Superagro 2011 uma alternativa a esse modo de produção vai ser apresentada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).  Trata-se de uma técnica que utiliza caixas de fibra de vidro, em circuito de fluxo contínuo, onde a água circula ininterruptamente. O sistema oferece várias vantagens como facilidade de manejo, redução dos impactos ambientais e aumento significativo do volume produzido.

Apesar de não ser uma novidade, uma vez que já é utilizado fora do Brasil, o sistema aparece com um novo enfoque, principalmente para o pequeno produtor que está fora dos grandes parques produtores de peixe no estado. A facilidade de manejo permite, inclusive, que a produção seja compartilhada por mais de um produtor.  Dentre as facilidades outro destaque fica por conta da possibilidade de aumento da produção. De acordo a pesquisadora da Epamig, Elizabeth Elomelino Cardoso, essa técnica de manejo permite ao piscicultor ter mais controle do processo de produção, o que resulta em maior capacidade produtiva. “Além de usar uma área menor, o piscicultor consegue controlar variantes como a temperatura da água, limpeza, desinfecção e a ação predatória de aves, por exemplo”.

Reutilização da água – Outra vantagem realçada pela pesquisadora é a redução dos impactos ambientais. A utilização dos tanques permite que a água usada durante o processo possa ser reutilizada na produção de microalgas e no cultivo de vegetais por meio da hidroponia – cultivo de plantas sem solo, que recebem uma solução nutritiva através da água. Isso ocorre porque os peixes excretam muitos dos nutrientes presentes na ração usada na alimentação do cardume. “Nas outras formas de manejo o impacto ambiental é muito grande, porque esses efluentes são descartados nos cursos d’água,” realça.

O fluxo de produção dos peixes dura 210 dias, divididos em fases que duram em média 70 dias cada, até que atinjam o peso médio de 900 g e possam ser enviados para o abate. Após esse prazo a produção se estabiliza com a entrada de novos alevinos.  Esse é outro ponto positivo segundo Elizabeth, pois, o produtor passa a “ter periodicidade em sua produção”.

Durante a feira dois tanques de fibra de vidro, um com alevinos e outro com peixes já em crescimento estarão expostos. O piscicultor poderá se informar mais sobre a técnica e o sistema de funcionamento.

Superagro – A Superagro 2011 é um evento múltiplo que inclui a 51ª.  Exposição Estadual Agropecuária, a 15ª Feira e Festival Internacional da Cachaça (Expocachaça); a Feira da Agricultura Familiar; Expovet; Ciclo de Palestras do Sebrae-MG e o Ciclo de Aulas Técnicas. Entre as novidades deste ano estão o Concurso Estadual do Queijo Minas Artesanal e o 16º. Encontro Nacional de Educação sanitária (Enesco).

A feira é uma promoção do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), junto com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e Sebrae-MG.

Mais informações:
www.superagro2011.com.br

Fonte: http://www.diadecampo.com.br/zpublisher/materias/Materia.asp?id=24361&secao=Not%EDcias