Produtivo

Enxertia de Copa

As características genéticas de resistência e produtividade nem sempre se consegue introduzir numa mesma planta. Assim, com o intuito de se fazer uma combinação positiva, usa-se a copa de uma planta resistente associada a um painel produtivo, com a realização de uma dupla enxertia ou tricomposto.

A Hevea pauciflora é, até o momento, a espécie mais usada para enxertia de copa, com alta tolerância ao M. ulei. Certos clones desse material como o PA 31 tem sido testados com bons resultados.

A característica da Hevea pauciflora de apresentar queda de folhas e emissão de novos lançamentos durante todo o ano, aliada ao fato do M.ulei causar danos apenas nos folíolos jovens, deve-se reduzir os riscos dessa prática, mesmo que apareçam novas raças fisiológicas do fungo capazes de quebrar a tolerância dos clones dessa espécie. A quantidade de folhas maduras existentes nas copas dos clones de Hevea pauciflora durante o ano seria suficiente para manter as reservas na planta necessárias as suas atividades vegetativas normais além de recompor as perdas de folhas causadas pelo possível ataque da doença.

A enxertia de copa, no entanto, não deve ser recomendada para grandes plantios devido os resultados experimentais ainda não serem definitivos, problemas apresentados quanto a compatibilidade de copaversus painel, os custos de implantação na Bahia, ao ataque de Phythophthora sp. E redução da produção.

DESFOLHAMENTO ARTIFICIAL

A técnica consta em se provocar a desfolha das plantas nas épocas desfavoráveis a ocorrência do fungo. Esta prática ajuda a reduzir e uniformizar a fase de perda das folhas e reenfolhamento, facilitando a programação de controle do M. ulei através de fungicidas e reduzindo as pulverizações. Apesar da técnica ainda estar em fase experimental no Brasil, a Bahia já testou os produtos DROP, FOLEX, MSMA e o ÀCIDO CACODÍLICO, porém sem resultados definitivos.

PLANTIOS EM “ÁREAS DE ESCAPE”

Uma área é considerada de “escape” quando apresenta condições desfavoráveis à proliferação do M. ulei, embora a seringueira possa ter desenvolvimento e produção econômica. A EMBRAPA considerou como área de escape a região apresenta “déficit” hídrico anual de 200 a 350 mm distribuídos de quatro a seis meses, com a desfolha da seringueira ocorrendo preferencialmente nos três meses intermediários desse período.

As áreas litorâneas que estão sempre sob ação do vento, margens de rios largos, onde normalmente a umidade relativa do ar é baixa e localidades em que a duração do orvalho nos folíolos não é muito demorada, contrariando as exigências do fungo que requer umidade relativa do ar alta por período prolongado, são consideradas de “escape” para plantio da He ve a. Mesmo considerando uma “área de escape”, devemos escolher para o plantio, clones que apresentem troca de folhas num período curto e uma só vez no ano, a fim de não favorecer o mal das folhas.

http://pt.scribd.com/doc/14730767/34/PRAGAS-DA-SERINGUEIRA

REFERÊNCIAS
BRASIL. Superintendência da Borracha. Anais: Encontro Nacional sobre Explotação e Organização de
Seringais de Cultivo. Brasília, SUDHEVEA, 1986. 97 p.
CEPLAC/ EMBRAPA. Sistema de Produção de Seringueira Para a Região Sul da Bahia. Ilhéus – Bahia, 1983.
48 p.
FUNDAÇÃO CARGILL. Simpósio Sobre a Cultura da Seringueira no Estado de São Paulo, I. Piracicaba,
1986. 334 p.
MORAES, Jonildo G.L. et DUARTE, Jodelse D. Cultura da Seringueira. COOPEMARC.
Valença – Bahia, 1987.102 p