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Encontro de Avicultores da Cocari premia os melhores do ano

15/01/2015

Integrados da Cocari se reuniram, dia 12 de dezembro, na Associação Atlética da cooperativa, em Mandaguari, para a realização do IV Encontro de Avicultores. O evento, aguardado com ansiedade pelos produtores, premia os melhores resultados de IEP (Índice de Eficiência Produtiva) alcançados, entre dezembro de 2013 e  novembro de 2014, destacando os melhores de cada mês, os três melhores IEPs, as melhores médias de IEPs do ano, considerando lotes machos, fêmeas e misto; e os menores custos médios do período.

Os melhores IEPs mensais receberam certificado. Já os maiores do período, por sexo, bem como os dois IEPs médios do ano e os menores custos médios por quilo de frango receberam também certificado, troféu e prêmio em dinheiro.

Desafio para 2015

Em seu pronunciamento, o presidente da Cocari, Vilmar Sebold, falou da satisfação pela realização de mais uma edição do Encontro dos Avicultores. “É uma satisfação realizar esse encontro, nesse que foi um ano diferente para nós, um ano em que ainda não estamos com o abatedouro funcionando na plenitude que gostaríamos, estamos abatendo em torno de 140 mil aves por dia, e temos o grande desafio para 2015, que é atingir o abate de 180 mil aves, que é a plena carga”, destacou.

Um grande ano

Sebold aproveitou a ocasião para falar brevemente sobre alguns resultados da cooperativa em 2014. “A Cocari não é só frango, e o nosso ano, tanto no Paraná como em Goiás, no que se refere aos entrepostos, vai entrar para a história”, anunciou. “Recebemos o maior volume da história da Cocari, de soja, milho, trigo, e apesar das geadas, um grande volume de café. Graças a Deus o café se recuperou”, observou o presidente. “Tivemos um ano dentro da normalidade na Fiação. Claro que a gente sempre acha que poderia ter rendido um pouco mais”, acrescentou.

O vice-presidente da Cocari, Dr. Marcos Trintinalha, também destacou a eficiência da cooperativa nos diversos segmentos. “Hoje a Cocari tem um dos melhores fios do mercado, uma das melhores UBSs [Unidades de Beneficiamento de Sementes], e agora tem uma das melhores integrações para produzir o melhor frango. Isso é notável”, comemorou.

Desafios e realizações

O presidente adiantou aos presentes uma informação que será repassada a todos os cooperados na Assembleia Geral Ordinária, no que se refere ao faturamento da Cocari. “Foi um ano de desafios e também de realizações. No ano passado, nós queríamos ter atingido a meta de R$ 1 bilhão de faturamento. Não conseguimos, chegamos a R$ 946 milhões. Mas este ano demos um novo salto, e o nosso faturamento já está em R$ 1, 165 bilhão. Somos hoje, em faturamento, a maior empresa da região no sentido Vale do Ivaí”, informou.

Ele falou também da conclusão do Condomínio Avícola Rochedo, inaugurado em novembro, que contempla 16 aviários, empreendimento concretizado em um ano, tempo recorde, representando importante incremento para suprir a demanda do abatedouro.

A Cocari está em constante crescimento, tanto de seu quadro social quanto do número de colaboradores. “O quadro social da Cocari conta atualmente com aproximadamente 6.700 associados e 2.900 funcionários, dos quais 1.750 lotados no abatedouro. Isso também aumenta a responsabilidade”, afirmou Sebold, acrescentando que a existência de uma cooperativa depende de dois alicerces. “Primeiro, a cooperativa só existe se o associado assim o quiser, não existe cooperativa sem associado. E a cooperativa só funciona porque tem funcionário e só funciona satisfatoriamente quando todos cumprem suas funções. Não existe nenhum tipo de situação em que um seja herói e os demais só participantes. Ou todos participam e crescem juntos, ou realmente, não se consegue evoluir”, assegurou.

Hora de agradecer

Às famílias, o presidente pediu reflexão sobre o ano. “Aquelas que, efetivamente, dentro da atividade, chegaram ao final do ano pior do que começaram, precisam de reflexão. Agora, todos aqueles que, no decorrer deste ano, conseguiram ter dignidade com a família, bom desempenho na atividade a qual se dedicam, e se isso gerou riqueza, dignidade, confiança e respeito, esses podem pensar um pouquinho e agradecer. Não a nós, mas a alguém maior do que nós”, ponderou. “Nós rezamos muito para pedir. Quanto maior a dificuldade, maior a fé, maior a oração, mais a gente se apega. E muitas vezes se esquece de fazer oração de agradecimento”, reiterou.

Processo de crescimento

Sebold falou das vantagens da avicultura, reforçando que a atividade não deixa ninguém rico, mas traz dignidade para as famílias envolvidas, com receita maior ou menor, dependendo do desempenho de cada um. Esse desempenho está diretamente ligado aos critérios estabelecidos para a premiação dos melhores, e os índices de eficiência produtiva aumentam a cada lote, tornando mais difícil ser o melhor, inclusive na premiação. “Agora já temos 148 aviários, o que representa 900 lotes por ano. A tendência é de que, para o ano que vem, fique ainda mais difícil, mesmo que de agosto para cá tenha sido dividido entre lotes de machos, fêmeas e misto, para dar oportunidade de mais pessoas participarem”, avalia. “O filtro vai diminuindo. No ano que vem, se Deus quiser, estaremos aqui novamente, a seleção terá maior concorrência do que teve este ano, porque estamos em processo de crescimento”, reafirmou.

Meta traçada

Dr. Marcos Trintinalha disse que os resultados alcançados pelos integrados são consequências do objetivo traçado pela Diretoria da cooperativa, com o apoio dos associados, em 2008, quando teve início o Projeto Aves. “O objetivo era fazer a melhor integração, transformar a região. Naquele momento, pouco se falava em Dark House, e nós viemos com uma proposta diferenciada para os nossos produtores”, ressaltou.

Segundo ele, o projeto foi desenvolvido de forma que pudesse dar o melhor rendimento possível. “Realmente, a Cocari está muito bem nesse sentido, e tudo que está acontecendo com a Integração Cocari foi programado, pensado e hoje estamos colhendo os frutos. Eu vejo isso como um reflexo”, reforçou. “O palestrante falou que o desempenho  do nosso frango é o melhor da América do Sul, mas por que não dizer  que está entre os melhores do mundo, já que o Brasil é um dos melhores e maiores produtores de aves do mundo?”, analisou.

Diferencial reconhecido

Vilmar Sebold comentou sobre o reconhecimento da Integração Cocari, comentada pelo palestrante da noite. “Como ouvimos, temos, tecnicamente, uma das melhores integrações do Brasil. Acredito nisso com toda a força, e isso devemos a cada um dos produtores. Temos de agradecer a cada um por terem acreditado, quer seja o proprietário, quer seja o parceiro, mas acho que podemos melhorar ainda mais”, disse o presidente da Cocari. “O tempo que se passa dentro do aviário é o tempo que se faz o lote. Tendo isso como compromisso, efetivamente, o resultado será maior. Se todos forem bem, o IEP sobe e todos crescem juntos. Todos nós temos um planejamento, e queremos chegar a ser os melhores, mas isso, como sempre, depende 99% de transpiração, ou seja, de trabalho, e 1% de inspiração. Esse é o diferencial”, finalizou Sebold.

Eficiência na produção de aves

Como ocorre a cada edição do Encontro de Avicultores, a Diretoria da Cocari trouxe um especialista em aves para falar sobre problemas e soluções dentro dos aviários. Dessa vez, o palestrante foi Pedro H. Tomasi, médico veterinário da empresa Zinpro, especializado em Nutrição Animal, que abordou o tema “Eficiência na produção de aves”.

Ele deu início à palestra afirmando ser um desafio falar aos integrados da Cocari. Seu trabalho exige que percorra diversos países e sua avaliação é categórica. “Falar para vocês é muito difícil. A Cocari hoje tem, sem sombra de dúvidas, o melhor resultado na área de frangos do Brasil e da América do Sul”, afirmou. “Mas ainda tem espaço para ganhar”, considerou.

Tomasi explicou como definiu o tema da palestra. “Lendo o manual da Cocari, que é muito bem escrito, resolvi não falar sobre manejo, porque isso é o dia a dia de vocês”, ponderou. “Resolvi falar de eficiência, porque a gente precisa ser cada vez mais eficiente e isso vai ficando cada vez mais difícil”, reforçou.

Foram destacados três tópicos:

Como medimos a eficiência?

O palestrante demonstrou as fórmulas usadas para medir a eficiência produtiva, que é de conhecimento dos produtores, e destacou que dentre as variáveis de eficiência, do ponto de vista de custo, o índice mais importante é a Conversão Alimentar (CA), cuja fórmula utilizada é:

CA = Ração fornecida

         Ganho de peso

“Eu gosto de usar o índice de Eficiência Alimentar (EA), com cálculo diferente de Conversão Alimentar”, e explicou que

EA = Ganho de peso

         Ração fornecida

“A Eficiência Alimentar nos permite ver as coisas por outra ótica, facilitando ao produtor saber quanto do que é fornecido às aves está de fato se convertendo em peso, para que possa identificar de que forma está se perdendo o percentual de alimento que não está se convertendo em peso do animal”, completou.

Onde perdemos eficiência?

Tomasi explicou que é preciso identificar onde se está perdendo eficiência, para poder corrigir o problema. Segundo ele, a perda ocorre em várias etapas da cadeia. Em se tratando de ingestão do alimento, pode ocorrer em dois momentos:

Antes da ingestão da ração: as perdas são mais visíveis, podendo ocorrer por desperdício de ração; má regulagem do comedouro; ou por presença de pragas no aviário (um rato pode comer mais ração do que um frango).

Depois de ingestão: as perdas após a ingestão de alimento são mais invisíveis, podendo ocorrer na digestão (fezes); no metabolismo (urina – junto com as fezes); ou na manutenção (para manter-se vivo, o animal gasta energia).

Como melhorar essa eficiência?

De acordo com o especialista, a única forma de melhorar a eficiência no campo é diminuindo a perda. “A dica é gastar mais tempo dentro do aviário, se quiser se manter na atividade e melhorar cada vez mais os índices de eficiência produtiva”.  Nesse sentido, Tomasi disse que o melhor caminho para os produtores é diminuir as perdas de manutenção, e apontou as principais. “Perda de consumo de alimento: quando o frango tem de disputar comida, porque tem manejo incorreto de comedouro, gasta uma quantidade enorme de nutrientes e se ele está gastando, está deixando de ganhar peso”, disse. “Movimentação desnecessária: se o frango tem que caminhar muito no aviário, toda vez que caminha à toa está deixando de ganhar peso”, exemplificou. “Manutenção da temperatura corporal: para manter a temperatura do corpo, ele vai gastar energia. Isso é primordial para a ave. O gasto energético representa um percentual importante na perda de eficiência”, ressaltou.

Conforto térmico

Tomasi destacou que os dados da Integração Cocari mostram excelente ganho de peso final e conversão alimentar, fatores típicos de quando se promove conforto térmico para as aves. “Mas quando se olha a curva de crescimento, no ganho de peso inicial, a uniformidade poderia ser melhor. Isso mostra uma oportunidade de ganho”, alertou.

Conforme ilustrou Pedro Tomasi, um frango vive, mais ou menos, mil horas, e uma hora na vida do frango equivale a um mês na vida do ser humano. “Isso significa que se o frango passar frio por uma hora é como se uma pessoa passasse frio durante um mês. Levem essa informação para casa e pensem”, aconselhou.

Ele disse ainda que a melhor maneira de medir o conforto ambiental é observando o comportamento das aves. “Nada substitui a mão do homem”, destacou.

Ainda sobre aquecimento do aviário Tomasi indicou que, no inverno, dependendo da intensidade do frio, o ideal é começar a aquecer o aviário até três dias antes de receber o lote (de 48 a 72 horas). E, no verão, 24 horas antes do alojamento. “Invista tempo e dinheiro na primeira semana das aves. Dos primeiros três dias de vida dos pintainhos no aviário, depende o sucesso ou fracasso do lote”, orientou.

Para encerrar, Pedro Tomasi parabenizou os integrados premiados e aconselhou aos demais que tomem essa oportunidade como incentivo. “Que essa competição seja sempre saudável, no sentido de atingir o melhor resultado. Sucesso”, desejou.

Cadeia produtiva 

Na visão do vice-presidente, a cadeia produtiva de aves da Cocari está muito bem estruturada. “Temos uma bela fábrica, que é eficiente na produção. Temos técnicos que estudam, que trabalham para melhorar cada vez mais a rentabilidade, tanto para o produtor quanto para a Cocari, e temos o abatedouro, ou seja, tudo o que fizemos foi buscando o que tem de melhor, como é o lema da Cocari”, disse. “Temos hoje um belo plantel, granjas fantásticas, produtores eficientes e estamos produzindo aves com a melhor condição, em termos de ambiência e nutrição. Isso para nós é fantástico”, disse, entusiasmado.

Alcançar as metas, segundo Dr. Trintinalha, não significa estacionar, ao contrário. “Queremos que as coisas aconteçam, e cada vez que se vence uma etapa, tem outra pela frente. Quando se atinge uma conversão alimentar de 1.60, por exemplo, se quer 1.50, 1.40, e assim por diante. E qual é o limite? O futuro nos dirá”, ressaltou.

“Mas quem fez e faz isso acontecer é o nosso corpo técnico, que hoje é um grupo grande de técnicos e veterinários, que trabalham no dia a dia, e que junto com os nossos parceiros criadores, nos galpões, é que fazem com que a Cocari tenha esses resultados”, reconheceu, estendendo os méritos ao pessoal da Fábrica de Ração, pela dedicação com que trabalham para que a qualidade seja fator determinante na produção de frango.

Trabalho transparente

Por fim, Dr. Marcos Trintinalha dirigiu-se aos produtores para os agradecimentos habituais. “Como temos dito sempre aos produtores: obrigado pela confiança e continuem acreditando na Cocari. Nós temos um trabalho transparente e aberto. Então, entregue sua safra, adquira seus insumos, exija a assistência técnica, para que a cooperativa possa continuar sobrevivendo e fazendo o que sabe fazer melhor: cuidar do meio ambiente, valorizar e cuidar das famílias, por meios dos nossos encontros com jovens, com as mulheres e com os cooperados, com os nossos dias de campo, levando para o produtor o que tem de melhor em tecnologia no mercado”, elencou. “Daqui a uns dias, estaremos nas regionais apresentando as pré-assembleias e os resultados da cooperativa, que nem sempre é aquilo que a gente queria, mas é o que podemos oferecer, é o que temos trabalhado todos os dias para conseguir. A Cocari está trabalhando muito para ter o melhor resultado possível e, dessa forma, ajudar o nosso associado a cada dia mais”, finalizou o vice-presidente.

Conquistas

Durante o Encontro de Avicultores, Dr. Marcos Trintinalha mostrou aos presentes os prêmios conquistados pela Cocari, sendo o Prêmio Socioambiental Chico Mendes, entregue às empresas do Brasil que trabalham na proteção ao meio ambiente, troféu que a Cocari conquistou pelo quarto ano consecutivo. E o Prêmio Cooperativa do Ano, o qual conferiu à Cocari o primeiro lugar na categoria Desenvolvimento Sustentável. “O Prêmio Cooperativa do Ano é mais importante ainda. Esse prêmio é diretamente ligado à preservação das minas, com o projeto Olho D’água, que nós começamos há alguns anos e este ano tivemos o privilégio de expandir para Goiás”, ressaltou. “Quero dizer para os senhores que, além de tudo que a Cocari faz na questão financeira, a cooperativa também se preocupa muito com a questão ambiental. E conquista, como os senhores, o reconhecimento em nível de Brasil”, completou Dr. Trintinalha.

Apoio, experiência e dedicação

O gerente da Divisão Aves da Cocari, Fábio Cordeiro, foi o responsável pela implantação do setor de fomento avícola da cooperativa. Era, na época, o único veterinário da equipe. “É uma satisfação muito grande pensar que há cinco anos nós tínhamos 30 mil frangos alojados, hoje, passa dos 4,5 milhões de frango no campo”, avaliou. “Muito disso devemos à Diretoria, que nos apoiou em todos os momentos, seja com financiamento, seja com quebra de paradigmas. A Cocari foi a primeira na região a investir pesado em Dark House, um sistema que, até então, era inovador”, considerou.

Ele falou da dedicação dos profissionais envolvidos. “Nós temos uma equipe muito boa, poucas empresas têm equipes, com essa experiência e dedicação, e muito desse resultado se deve ao trabalho desses profissionais”, elogiou Cordeiro. “Para mim, profissional e pessoalmente, é uma realização ver como tudo começou e o patamar que alcançamos”, afirmou.

Evolução em ciclos

“Eu gosto de dividir essa evolução em ciclos. O primeiro ciclo nós conseguimos encerrar em meados de fevereiro, quando conseguimos terão no campo um turno de abates. E começamos o segundo ciclo, que é essa planta para abate de 180 mil aves, o que acreditamos que deva acontecer em junho de 2015”, observou.

A Unidade Industrial de Aves da Cocari está abatendo, atualmente, em torno de 140 mil aves/dia. Na avaliação de Fábio Cordeiro, o aumento se dará gradativamente, avançando em torno de 10 mil frangos a cada dois meses. “Aí sim, trabalhando com a planta cheia, vai melhorar, em termos de resultado econômico, para o produtor e para a Cocari”, prevê o gerente, com os olhos voltados para o futuro. “Lá em 2018, se o mercado ajudar, poderemos pensar numa segunda linha e duplicar esses 180 para 360, que seria o projeto final da Cocari”, informou.

Integração Cocari

De acordo com Cordeiro, para atingir seus objetivos, a Integração Cocari continua sendo estruturada.  “Hoje temos 148 aviários em produção, o que representa o alojamento de 4,5 milhões de frangos. Temos 22 aviários em processo final de construção, com previsão de alojamento desses aviários até fevereiro. E em processo de financiamento temos mais 40 aviários, com os quais atingiremos o limite da Integração Cocari, e não teremos mais espaços para outros integrados, nesse momento”, afirmou Fábio Cordeiro.

Para finalizar, ele deixou uma mensagem aos produtores. “Quero desejar a todos um ano melhor do que foi 2014 e que venha sempre o melhor”, enfatizou o gerente da Divisão Aves da Cocari.

O grande campeão

José Afonso do Couto foi o nome mais ouvido durante a premiação do Encontro de Avicultores.  “Perdi as contas dos prêmios”, confidenciou o integrado. Mas nós sabemos. Foram quatro troféus e sete certificados. Ele registrou os melhores IEPs dos meses de fevereiro, abril (lote misto) e agosto (lote fêmea). Foi premiado pelo melhor IEP de lote misto no período de dezembro de 2013 a novembro de 2014, e também conquistou o primeiro e segundo lugares por manter as melhores médias de IEP de lote misto no mesmo período. Ainda no que se refere às melhores médias de IEP, José Afonso do Couto ficou em segundo lugar no lote de macho.

Trabalho do ano inteiro

Há três anos na atividade avícola, no 20º lote, José do Couto toca dois aviários, sendo um próprio e o outro de seu irmão, Paulo Osdaqui do Couto, o que representa bastante trabalho, mas também aumenta a chance de estar entre os melhores. Para isso, ele diz estar trabalhando e quer superar os próprios limites.

O que fazer para ser o melhor? Ou o que fazer para errar menos? São perguntas que José do Couto tenta responder o tempo todo dentro do aviário. “E quando a gente consegue, ao ponto de ser premiado por isso, é muito gratificante, é o reconhecimento de um trabalho realizado durante um ano inteiro”, reforçou.

Cuidando dos detalhes

Durante a palestra apresentada aos integrados, uma das perguntas formuladas pelo palestrante foi: como melhorar a eficiência produtiva? José do Couto saiu do evento com essa e outras perguntas martelando a cabeça, e pretende buscar as respostas, seguindo as orientações dadas pelo especialista e pela equipe de veterinários da Cocari. Ele conta que leva muito a sério todas as orientações que as palestras trazem. “Eu me lembro de que em um dos encontros foi dito que frango é detalhe, e eu coloquei aquilo na cabeça e me atentei aos detalhes”, afirma.

Ele garante que algumas das dicas dadas nesta edição, ele já faz, como andar no aviário para estimular as aves, o cuidado com os comedouros “Às vezes, um pratinho de comida está fora do lugar e se você coloca no lugar, facilita o acesso do frango à ração”, ilustrou o integrado. “Se um pratinho está sujo, tem de limpar, porque a gente não come em prato sujo, então por que não limpar o prato em que o frango vai comer? Manter o horário do forno, não deixar faltar nem sobrar lenha. São detalhes, mas que fazem a diferença. E para nós tem feito uma grande diferença, graças a Deus. É preciso ter disciplina, para que no final do lote venha a recompensa”, aconselhou o grande campeão do IV Encontro de Avicultores da Cocari.

Toque feminino

As mulheres foram um destaque à parte nesta edição do Encontro de Avicultores. Com a separação dos lotes por sexo (macho, fêmea e misto) que entrou em vigor no mês de agosto, os parceiros criadores, que são formados, na maioria, por casais, se dividiram, cada um tocando um galpão. Coincidência ou não, o fato é que os lotes acompanhados por elas tiveram resultados muito positivos.

Para Rozangela Moraes Sebastião o segredo é a presença. “A mulher está mais presente, sempre olhando, sempre cuidando, se tem alguma coisa que eu não sei, eu pergunto. Eu acho que o olhar da mulher é mais atento”, resume. “A gente presta muita atenção em como o pintainho está, se está muito deitado, é como se cuida de um filho, quando novinho, e quando cresce também. Com os pintainhos é a mesma coisa, a gente até conversa com eles”, conta Rozangela, sorrindo.

As mulheres que figuraram entre os melhores resultados do ano, considerando a ordem mensal, independente da separação por sexo, foram:

Sueli Knoor, que na ocasião estava na formatura do filho, obteve o maior Índice de Eficiência Produtiva (IEP) em dezembro de 2013; Rozangela Moraes Sebastião, o maior IEP em maio e em setembro, e foi premiada pelo maior IEP em lote de macho do ano; Maria Aparecida Sebastião da Penha alcançou o melhor resultado do lote de machos em agosto e em outubro. Ela também manteve a melhor média de IEP de lote macho do ano, e ainda foi destaque por apresentar o melhor custo médio em lote de macho; Alessandra Ferraz de Souza foi premiada por manter a melhor média de IEP em lote de fêmeas; e Márcia Miranda também recebeu prêmio por apresentar um dos menores custos médios.

O presidente da Cocari destacou que considera importante os altos índices, mas sempre se preocupa com a manutenção da média de IEP. “Os números acima da média, eu nem olho. Eles estão normais. Os que estão abaixo, os que não ganharam e podiam ter ganhado são os que me preocupam, porque se eles não ganharam, no abatedouro nós perdemos muito mais”, considera Vilmar Sebold.

Fonte: Cocari