Defensivos

Embalagem ecoplástica da Campo Limpo obtém certificação UN

23/02/2016

Para ser colocada no mercado, a embalagem Ecoplástica de 20 L, fabricada pela Campo Limpo Reciclagem e Transformação de Plásticos, foi submetida a rigorosos testes e conquistou uma certificação importante, que representa um diferencial de qualidade. É a primeira embalagem produzida com matéria-prima reciclada a obter a certificação UN para o transporte terrestre e marítimo de produtos perigosos.

“Isto significa que a tecnologia desenvolvida pela empresa permitiu a produção de uma embalagem com as mesmas características de uma embalagem virgem e que atende a requisitos nacionais e internacionais. Ao respeitar protocolos que vêm da ONU, a Ecoplástica está apta a receber e transportar defensivos agrícolas com segurança”, explica Solange Alves F. Souza, química e consultora da Campo Limpo, responsável por acompanhar os testes nos órgãos de certificação. A embalagem de 10 L está em processo final de homologação para conquista desta mesma certificação.

Para obter a certificação da parte terrestre, a embalagem é testada na Concepta D.G. Compliance, laboratório acreditado pelo Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia. Os resultados são auditados pela Concepta Certificadora, que emite o certificado. “Além de estar ligada à logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas, que é referência mundial, a Campo Limpo venceu o desafio de devolver ao mercado uma embalagem que cumpre todos os requisitos normativos internacionais relativos ao desempenho de transporte de produtos perigosos”, ressalta Sérgio Couto, diretor comercial da Concept DG Compliance.

O processo dura entre 45 e 60 dias e consta, basicamente, de três etapas: apresentação da documentação da empresa e da embalagem, auditoria da qualidade na fábrica e coleta de amostras, e ensaios das embalagens. Os critérios básicos para esse processo são a aprovação da fabricação das embalagens segundo as normas de sistema de gestão NBR ISO 9001 e os critérios de embalagem contidos na Resolução ANTT 420/04. Estes dois critérios estão descritos na Portaria INMETRO nº.362/06.

No que se refere à parte marítima, o processo dura cerca de um mês. Depois da solicitação do fabricante e apresentação de documentação, o Departamento de Portos e Costas da Marinha realiza visita técnica à fábrica para avaliar o processo de gestão da qualidade focado no produto. Nessa visita, são coletadas amostras que serão testadas em laboratório credenciado pela Marinha. Os produtos devem respeitar protocolos previstos em código internacional e na Norma 5 da autoridade marítima brasileira.

“A Campo Limpo apresenta processo muito apurado, revelando grande preocupação com verificação da qualidade em todas as fases da produção. O conceito de garantia de repetibilidade é muito arraigado e nos traz tranquilidade como certificadores de que existe avaliação constante”, afirma Eduardo Lellis Vianna e Silva, chefe do Departamento de Material. “A certificação posiciona bem o produto no mercado e reflete a produção de alta qualidade de um item reciclado.”

Fonte: Agrolink