Pecuária

Elipse E3 controla o processamento do leite na fábrica da Tangará Foods

24/09/13
Sediada em Vila Velha (ES), a Tangará Foods é um grupo que atua no mercado de alimentos desde 1993 e acumula 40 anos de experiência no setor. Recentemente, a companhia foi eleita a melhor empresa do segmento de leites e derivados do Brasil, de acordo com o Anuário Melhores & Maiores 2012, publicado pela revista Exame.

 

Em busca de melhor controlar as operações e equipamentos responsáveis pelo processamento do leite, a fábrica localizada em Estrela (RS) decidiu utilizar o E3, solução desenvolvida pela Elipse Software. Tipicamente, a produção é realizada em bateladas, processando, em uma campanha, a carga recebida de vários caminhões.

A necessidade primordial da Tangará era de poder acompanhar o recebimento da matéria-prima de modo a supervisionar a quantidade que havia sido consumida ao longo do processamento de cada lote. Importante salientar a participação da BerelSoft Sistemas de Controle, empresa responsável pela implementação do E3.

SOLUÇÃO

Para agregar mais qualidade à rastreabilidade do processo, este sistema de controle foi implantado em conjunto com o novo CLP, novos resfriadores, medidores mássicos e manifolds compactos de válvulas fornecidos pela VDA Válvulas Especiais. Através das telas do E3, os operadores podem controlar as mais diferentes variáveis envolvidas no processamento do leite.

Como a fábrica opera 24h por dia e 7 dias por semana, optou-se pelo uso de um par de servidores em hot-standby, para que, em uma eventual falha no servidor principal, o servidor hot-standby assumisse a execução da aplicação sem haver qualquer interrupção na produção. Assim, o banco de dados SQL Server que armaneza os dados referentes ao recebimento dos produtos (temperatura, vazão, densidade, lote, etc.) é replicado em ambos os servidores.
Da recepção da fábrica é possível monitorar qual o silo onde o lote será processado, o nível verificado nos silos de estocagem, a vazão da descarga e as temperaturas do resfriador. Já da sala de operações, é possível monitorar a condição das válvulas e bombas, assim como efetuar comandos sobre as rotinas de recebimento, pasteurização, transferências e CIPs.

O E3 também emite relatórios e gráficos, com a possibilidade dos mesmos serem exportados para uma planilha em Excel. Desta forma, a gerência pode não só comprovar a qualidade de seus procedimentos aos diferentes órgãos reguladores, como também analisar a qualidade dos trabalhos realizados e definir estratégias.

Por fim, o software possui um sistema de alarmes que emite um sinal nas telas caso seja verificado qualquer problema em um dos equipamentos ou etapas do processamento do leite na fábrica. Desse modo, a equipe de manutenção pode agir de maneira mais ágil, evitando que o problema seja agravado.

BENEFÍCIOS

Antes da aplicação, a rastreabilidade das operações e movimentações da matéria-prima se mostrava muito carente de melhorias. Como a carga é bastante fracionada e ocorrem várias transferências de produto entre os tanques, o rastreamento manual era muito complexo e impreciso.

“Caso a temperatura de entrada da matéria-prima na fábrica estivesse muito elevada, por exemplo, não tinhamos como diagnosticar a causa. Hoje, graças ao E3, temos como intervir de maneira imediata se alguma das variáveis estiver fora do padrão”, afirmou Fábio Braun, supervisor de produção na fábrica da Tangará, em Estrela-RS. “Processo 100% seguro”, completou ele.

 

Fonte: Agrolink