Sanitário

“DOENÇAS DOS PEIXES TROPICAIS “

MONOGENIA. Parasitária, ataca a pele e as guelras e pode ser mortal. Sintomas: coceiras nas zonas atacadas e respiração bem acelerada, além dos parasitas nas guelras, como manchas de talco. As formas larvárias vivem na água à espera de um hospedeiro, sendo fáceis de combater. Combate: colocar na água uma dose de sal, formalina ou um medicamento comercial de uso indicado, ou banhos de tripaflavina, 2 mg em 25 litros de água. Limpeza rigorosa e desinfecção com permanganato de potássio.

MILOSOMOSE. É incurável e produzida pelo parasita Mylosoma cerebralis, que infesta o peixe, nele se reproduzindo formando esporos. Quando morre, os esporos contaminam o fundo do aquário. Ataca pouco os peixes de aquário, sendo comuns nas criações de trutas: Sintomas: movimentos rotatórios, enegrecimento da cauda e depois deformações da coluna vertebral, da cabeça e maxilares.

NADADEIRAS DESFIADAS. Doença infecciosa por bactérias e em geral mortal. Sintomas: putrefação de todas as nadadeiras ou só da caudal. Nesses locais costumam aparecer pequenos pontos vermelhos bem visíveis. Os peixes mais pigmentados são os mais atacados, como os molinésias pretos. Quase sempre aparece uma doença secundária, em geral por fungos, sempre prontos a atacar as partes feridas. Há o tratamento cirúrgico, (quando a doença está muito avançada), com a extirpação das partes afetadas e necrosadas (mortas) e o terapêutico, quando ainda no início ou até certo ponto. Tratamento: 8 ml de solução de acriflavina para 5 litros de água, aplicada diretamente sobre as lesões, com um bastonete com algodão na ponta, embebido na solução. Repetir, quando a água for mudada; colocar o peixe em água fresca e limpa, por um dia, sendo recolocado na solução de acriflavina, durante 3 a 5 dias. Não sarando, usar o tratamento cirúrgico, sendo retiradas as partes afetadas e as vizinhas, para evitar que fique uma região contaminada. Aplicar, sobre os cortes, solução de bicromato de potássio a 1 % e colocar o paciente em água com 1 grama de bicromato de potássio para 30 litros de água. Podemos usar, também, 500 mg de aureomicina, cloromicetina ou terramicina para 70 litros de água ou 250 mg de aureomicina para 25 litros de água; cloromicetina, 25 a 40 mg para 5 litros de água durante 48 horas no máximo. O Phenoxethol é bom e não afeta a fertilidade dos peixes e dos ovos. Banhos de tripaflavina, 1 g para 1 litro de água, usando 10% dessa solução por litro de água do banho. Os antibióticos por via oral, em geral, dão melhores resultados.

NADADEIRAS ENCOLHIDAS OU DOBRADAS, quando o peixe se esfrega em tudo o que encontra, inclusive na cama, em geral está infestado pelo Ichthyophthirius e deve ser tratado (Vêr ictiofitiriose).

NÓDULOS SOBRE A PELE E AS NADADEIRAS, DOENÇA DO VELUDO OU PILULARIOSE. É produzida pelo Oodinium pilularis, sendo conhecida por “doença do veludo” porque, quando a infestação é muito grande, cobrindo uma grande extensão dá, à pele, o aspecto de um veludo cinza-pardacento. Aparecem nódulos sobre a pele e deslocamento de escamas. O peixe sente muita coceira, se esfrega em tudo o que encontra, para se coçar, emagrece e morre em 2 semanas ou um pouco mais. Raramente ataca os vivíparos, mas o faz com os Barbus, Colisas, Hiphessobrycon, Nannostomus, B. panchax, Platy, Poecilus, Aphyosemion, Rasbora, Tanichthys, Xiphophorus e mesmo os dourados. Tratamento: à base de cobre; banhos demorados de tripaflavina, elevação da temperatura a 30° C e escurecimento total do ambiente; tentar 2 gotas de azul de metileno a 5 % para 5 litros de água, durante 5 dias, com um intervalo de 3, trocar a água e repetir a dose. Retirar as plantas e todos os objetos do aquário.

OCLUSÃO INTESTINAL. É causada por alimentação defeituosa, sem variar, alimentos ainda congelados, com pouca fibra, não volumosos ou mesmo em excesso. O peixe perde o apetite, recusa alimentos e fica com a barriga inchada. Tratamento: o mesmo que para a constipação. Suspender a alimentação por 2 ou 3 dias e dar, para os herbívoros, um pouco de verde como algas, confrei, alface etc e, quando carnívoros ou omnívoros, alimentos vivos como minhocas, tenébrio etc. Nos casos mais graves, dar 1 ou 2 gotas de óleo de rícino, na boca.

OCTOMICOSE OU SECA. É a mais comum doença que, além da tuberculose, provoca um grande emagrecimento do peixe sendo, por isso, chamada de “seca”. É produzida por um protozoário, o Octomicus, sendo de cura difícil, porque o parasita vive nos órgãos internos do peixe. O doente emagrece muito e sua barriga vai encolhendo, parecendo que ele está secando. Tratamento: tentar com tripaflavina, 2 g para 50 litros de água.

OLHOS NO FUNDO. Pode ser fome, ascite infecciosa ou infestação pelo Trypanoplasma, que vive nos intestinos das sanguessugas e são por elas transmitidos, quando sugam os peixes.

OPÉRCULOS ABERTOS. Pode ser uma dactilogirose. As bordas das guelras ficam cinzas e engrossando, fazendo com que os opérculos permaneçam entreabertos. Não é muito comum nos aquários, mas pode aparecer em escalares, lebistes etc. Tratamento: banhos rápidos de 30 min em formalina a 3%, 20 25 cc em 100 litros de água ou em solução de sal (NaCl).

PAPILOMATOSE DOS PEIXES. Doença infecto-contagiosa do grupo dos tumores. Caracteriza-se por formações cutâneas (verrugas) como uma couve-flor, principalmente na boca (mandíbulas), embora apareçam também em qualquer parte, como costas, lados, barriga e cauda. Quando os tumores não o permitem, o peixe não come e morre em pouco tempo, magro e de inanição. Quando porém eles não o atrapalham este, apesar da doença, aparenta boa saúde, come e respira normalmente, mas também acaba morrendo caquético. O número de papilomas é, em geral, de 10, no máximo. O seu tamanho aumenta com o tempo, atingindo 6 cm. São brancos, passam a marrons ou castanhos claros e novamente a esbranquiçados. Não há tratamento e a mortalidade é de praticamente 100% dos doentes. Separar os doentes e desinfetar o aquário é o indicado.

PARASITAS INTERNOS. São em geral transmitidos por alimentos vivos. Ocorrem raramente em aquários com um bom manejo, porque os vermes necessitam de mais de um hospedeiro para completar o seu ciclo evolutivo e não os encontram. Quando ocorre uma infestação, é porque os ovos ou larvas infestantes foram introduzidos nos aquário por materiais, alimentos ou animais vivos, como tubifex, camarões, larvas de mosquitos etc. Como exemplos, temos o Cucullanus elegans transmitido pelo Cyclops e o Clinostomum complanatum, pelos caramujos. Este último forma quistos debaixo da pele e deve ser retirado com uma pinça, após uma incisão com bisturi, sendo o local desinfetado com mercúrio cromo. Outro verme é o Paramercis crassa, que vive nos órgãos internos do peixe, mas que provoca uma inchação generalizada na sua região dorsal. Tratamento: Phenoxyethanol, solução a 1 % , na dose de 10 ml por litro de água. Para adultos, 30 ml por litro. O tratamento só dá resultados, se os órgãos internos não estiverem muito danificados.

PELE TURVA OU OPACA. Sintomas: apatia, enfraquecimento, perda de apetite, manchas esbranquiçadas por todo o corpo, avermelhamento e hemorragias. Esfrega-se contra tudo o que encontra e levanta as nadadeiras dobradas e com sangue; movimentos anormais, em forma de balanços. Suas causas são infestações por Trichodina, Costia e outros parasitas.

PETRIFICAÇÃO DOS OVÁRIOS. É em geral devido a uma desova não realizada, ficando a fêmea “cheia”. Suas causas são desconhecidas. A paciente pode viver assim, com os ovários petrificados (duros como pedras), durante muito tempo. Sintomas: diferentes dos do quisto, pois os ovários não crescem tanto, são duros e, externamente, a barriga fica dura e não mole, como no caso dos quistos.
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PODRIDÃO BACTERIANA OU NECROSE DAS NADADEIRAS. Como causas predisponentes, temos queda brusca de temperatura, água de má qualidade ou velha, que provocam um enfraquecimento do peixe. Produzida pelo Pseudomona punctata, ataca, não só molinésias, mas também os Barbus, Colisas, Tetras neon, Trichogaster leeri, alguns caracídeos do gen. Hemigrammus etc. Aparece como uma pequena turvação nas bordas das nadadeiras, lesão essa que vai aumentando, as nadadeiras apodrecendo e diminuindo de tamanho, ficando apenas alguns tocos. Aparar as nadadeiras desfiadas, com uma tesoura. Tratamento: tentar com 3.000 U.I. de penicilina para 1 litro de água, uma só vez; aureomicina, 10 ml para 1 litro de água e depois outro banho em solução de 5 g de sal comum para 1 litro de água, colocando mais água quando o peixe não resistir e tender a flutuar; 1 g de tripaflavina para 100 litros de água; 1 g de sulfonamida para 10 litros de água; 500 ml de terramicina para 20 litros de água; 10 gotas de azul de metileno a 5 % .

PROSTAÇÃO NERVOSA. Os peixes ficam tímidos, afastam‑se dos companheiros, deixam de comer e ficam no fundo. É causada por problemas da água. Completar sempre o nível da água, mas só com água fresca e de boa qualidade ou substituí-la total ou parcialmente, nas épocas adequadas, para evitar que se alterem sua qualidade e composição química, para não prejudicar os peixes. Manter a temperatura elevada, pois se trata de peixes tropicais. É aconselhável substituir 1 /3 da água.

QUILODONELOSE. É produzida pelo Chilodonella cyprini, um ciliado de 60 micra de comp. por 45 de largura e transmitida por contacto direto entre doente e sadio. Sintomas: opacidade brancaazulada e no dorso umas excrescências em forma de pedras, que depois se desprendem. O parasita ataca as guelras, ficando o peixe asfixiado. O doente se esfrega contra tudo, na tentativa de se livrar das coceiras. Tratamento: à base de banhos demorados de tripaflavina, 2 mg para 101 de água e a temperatura elevada a 28° C, morrendo os parasitas em 10 horas; banhos de sal comum, 1,5 a 2%, durante 15 a 20 min, repetindo de 2 em 2 ou de 3 em 3 dias; Triparsamide, 1 g para 100 litros de água; Stilbamidine, 150 mg para 100 litros de água. Aparece com freqüência, mas não causa epizootias. Só ataca quando os peixes estão com as defesas diminuídas, atingindo mais os peixes dourados, os guppies e os Brachydanios, sendo o parasita encontrado na secreção da pele.

QUISTO OVARIANO. Suas causas não são bem conhecidas, ficando os ovários cheios de um líquido amarelado ou avermelhado. Devido ao aumento de volume, comprimem os órgãos vizinhos. Revelam sua presença, pelo aumento do volume do ventre, embora o aspecto seja diferente de quando a fêmea está “cheia” ou com ascite, pois no caso do cisto, ela não fica tão arredondada. Naturalmente a fêmea com quisto não desova.

SANGUESSUGA (Piscicola geometra). É muito prejudicial aos peixes porque os incomoda com suas mordidas e fica presa a eles, provocando traumatismos. Além disso, suga o seu sangue, causando-lhes anemias cada vez maiores, até que, enfraquecidos, morram por perda de sangue, uma verdadeira sangria contínua. Pode ainda transmitir-lhes parasitas do sangue como o Trypanoplasma e o Trypanosoma sp, que causam a doença do sono. Para evitar ferimentos, às vezes graves, não devemos arrancar as sanguessugas sem antes mergulhar o paciente intestado, du­rante 1 minuto, em uma solução de sal comum, pois o parasita fica atordoado e cai ou é retirado com facilidade, com uma pinça.

SAPROLENIOSE, MOFO DOS PEIXES OU DOENÇA DOS FUNGOS. Os fungos crescem na pele, nadadeiras, brânquias, boca, olhos etc, bem como nas desovas, caracterizando-se por finos filamentos que, quando se desenvolvem muito dão, às lesões, um aspecto de tufos de algodão. É produzida por fungos em geral dos gêneros Saprolegnia e Achlya e se propaga por esporos. Só atacam quando o peixe tem uma queda de resistência física, principalmente por ferimentos externos causados por brigas, arestas cortantes etc. Peixes sadios e fortes, praticamente não são atacados por eles. Tratamento: elevar a temperatura da água a 27 ou 28° C; pincelar as áreas atacadas, com tintura de iodo a 1%, mercúrio cromo a 1 % , azul de metileno a 5 % ou bicromato de potássio a 1%, este para peixes mais sensiveis. Não colocar esses remédios nas partes sadias. Usar banhos de 10 a 20 min de permanganato de potássio, 1 g para 100 litros de água; bicromato de potássio, 1 g para 35 litros de água, durante 7 a 10 dias no máximo, trocando a água depois do tratamento; sulfanilamida, 10 a 25 g para 1001 de água; 100.000 U.I. de penicilina em 100 1 de água, banhos de 5 a 7 min; aureomicina, 10 mg para 1 litro de água; verde malaquita, 60 mg/litro de água e colocar o peixe novamente no aquário. O fungo desaparece em 24 horas. Repetir o banho, se necessário. Prata coloidal, 0,1 ml/litro de água, banhos de 15 a 20 min, no máximo. Banho progressivo de sal é eficiente, mas pode apresentar problemas. Quando o fungo é no olho, tocar com algodão embebido em solução de nitrato de prata a 1 °io e depois com uma de bicromato de potássio a 1%. Phenoxethol dá bons resultados.

TREMORES OU “SHIMMY”. São causados, em geral, por queda de temperatura. Tratamento: elevar a água a 29 ou 30° C. O peixe pode ficar com ligeiros tremores para o resto da vida.

TRIPANOPLASMOSE OU DOENÇA DO SONO. É causada pelos Trypanoplasma bancroft, T. carassi e T. chagesi, sendo transmitidos pelas sanguessugas ao picarem os peixes. Sintomas: anemia profunda, sonolência, olhos no fundo e emagrecimento, Suas guelras vão ficando muito pálidas devido à anemia. O doente pode ficar inclinado, com a cabeça apoiada no fundo, vai ficando cada vez mais fraco e morre.

TUBERCULOSE. É causada pela bactéria Mycobacterium cyprini, que ataca os peixes de água doce e os de água salgada, mas não ataca os animais de sangue quente e o homem. Atinge mais os peixes criados há muitos anos em aquário, como os betas, gupies, molinésias etc, mas só o faz quando há uma queda de resistência, mesmo que passageira. Sintomas: perda de apetite, cansaço, emagrecimento, lentidão de movimentos, palidez, lesões abertas na pele, olhos saltados, transtornos do equilíbrio e movimentos giratórios; manchas delimitadas de cor vermelha bem viva nas guelras; destruição de nadadeiras; perda de escamas; deformações das mandíbulas ou da coluna vertebral e, às vezes, externamente, alguns nódulos. É de evolução crônica e o doente deve ser sacrificado. O diagnóstico mais garantido é por exames de laboratório. Nos tetras, o aparecimento de 2 pontos amarelos claros no pedúnculo caudal, pode ser um sintoma de tuberculose. Não há tratamento.

TUMORES. São neoplasias (novas formações), por crescimento e proliferação anormais de células e de tecidos. Os benignos não se reproduzem. Os malignos, cujo crescimento é diferente, vão soltando raízes e invadindo os tecidos vizinhos. O pior, porém, é que eles se multiplicam a partir de um tumor primário, podendo se transmitir à distância, atingindo qualquer parte ou órgão do corpo. Também são chamados de câncer.

VELUDO OU ICTIO VELUDO. Parasitária e muito contagiosa, é causada pelo Oodinium limnecticum, cuja forma infestante é livre e mede 13 micra. Confundida com o íctio, seus sintomas são parecidos com os do Ichthyophthyrius, embora as manchas, em geral, sejam menores e mais amareladas, ficando o doente como se estivesse “empoado” com um pó amarelo. O Oodinium que aparece nas lesões, isolado, possui um núcleo arredondado e não tem mobilidade. Ataca principalmente ciprinídeos, laberintídeos e poecilídeos. O parasita se reproduz por divisão, dentro do quisto, originando 200 ou mais formas jovens. É mais perigosa para os novos do que para os adultos. Usar banhos a 24 ou 27° C, de azul de metileno a 1%, 3 a 5 ml para 5 litros de água, durante 3 dias ou tripaflavina, mas que afeta a reprodução, pela esterilização temporária dos reprodutores, causa mortes entre os jovens e baixa eclosão dos ovos. A escuridão combate o parasita, pois ele precisa de luz para a fotossíntese no processo de sua alimentação, e a falta de luz o prejudica e mata, se durar 8 a 10 dias. Usar acriflavina, mas no máximo 10 dias, para evitar problemas na reprodução. A água deve ir a 27° C. Sulfato de cobre é eficiente, mas perigoso.

VERMES ANCORA. O Lernaea cyprinacea e espécies correlatas são raros nos aquários. Crustáceo parecido com o Cyclops, mede 20 mm e possui um ferrão ou tromba. A fêmea penetra nos músculos dos peixes, enquanto que o macho é um parasita da sua própria fêmea. Deve ser tocado com um bastão embebido em permanganato de potássio a leio, para depois ser retirado com uma pinça. Desinfetar o ferimento com mercúrio cromo, 1:10. É melhor transferir os peixes para outro aquário, durante 3 a 4 semanas, para dar tempo de o parasita morrer na água, por falta de hospedeiro. Usar, também, solução de permanganato de potássio. Pode ser usado banho de 2 a 3 minutos com Difluordiphenyl trichloro methylmethane, 1 ml para 10 litros de água.

VERMES NOS OLHOS. São em geral parasitas dos gêneros Prolaria e Diplostoma, que se fixam sobre os olhos, provocando cegueira. Para se desenvolverem, necessitam de 3 hospedeiros intermediários: uma ave, que elimina os seus ovos, deixando‑os cair na água, um caramujo aquático que é por ele infestado e do qual saem as cercárias com cauda bifurcada, que infestam os peixes. Essas doenças não têm cura.

ZONAS OU MANCHAS VERMELHAS NA PELE. São em geral picadas de piolho ou de sanguessugas. O piolho das carpas, o Argulus, é bem grande, perfura a pele do peixe, com uma “tromba”, e injeta nele uma substância urticante e tóxica que além de provocar uma lesão na pele, com uma região avermelhada, ainda pode matar o peixe. Tratamento: extrair o piolho com uma pinça, tocando-o, antes, com sal, para que ele se solte logo. Desinfetar o local.

VERMINOSES OU HELMINTOSES. São causadas por vermes, os maiores parasitas que atacam os peixes. Podem ser internos (endoparasitas) e externos (exoparasitas). Os aquários são pouco atacados por eles, porque necessitam de mais de um hospedeiro para completar o seu ciclo evolutivo, não os encontrando onde em geral só vivem os peixes. Encontramos os vermes adultos no trato digestivo do doente, enquanto que as larvas ficam na área visceral ou na carne. Podem ser mortais. Retiram-se dos peixes, nas épocas certas e, não encontrando seu próximo hospedeiro, acabam morrendo. Tratamento: banhos de sulfato de cobre ou de permanganato de potássio ou de água salgada, por alguns minutos, o que os combate na água e nas partes mais vulneráveis dos peixes, como as áreas externas das guelras e nadadeiras. No seu ambiente natural os peixes parecem tolerar os vermes, desde que não afetem, diretamente, nenhuma função vital.

 

Fonte: http://clube_do_aquario.no.comunidades.net/index.php?pagina=1153178671