Doenças de Peixes – Aquários

Ictio – Causado por protozoário, perfura rapidamente a epiderme e se estabelece entre a epiderme e a derme, deixando um ponto branco.
De fácil diagnóstico – parasita de ciclo reprodutivo dentro e fora do peixe. Infectam um aquário inteiro em pouco tempo. Geralmente atacam peixes com baixa resistência, ou introduzidas a pouco tempo no aquário.
Deixe em temperatura alta por volta dos 29 a 30 graus, introduza sal grosso, 15g a cada 10 litros por curto período de tempo – 10 dias (lembre sempre que o sal não é muito benéfico às coridoras e peixes de couro), isso elimina o parasita.

Fungos – Maiores causadoras de doenças em peixes ornamentais. A maioria ataca a pele de peixes debilitados ou com stress por muita manipulação, nas infecções causadas por traumatismo, lesões e brigas. O risco está em atingir os olhos, podendo até afetar o cérebro. Devemos adquirir imediatamente um remédio nas lojas especializadas, seguindo as recomendações do fabricante, sempre usando um aquário hospital, para evitar novas lesões e a contaminação dos outros peixe.

Oodium – pillularis – Doença de ‘poeira dourada’. Ataca principalmente alevinos e peixes novos, ataca quase todas as espécies de peixes tropicais.
Doença muito contagiosa, que se espalha pelo aquário rapidamente, produzindo uma perda total dos peixes. Apresenta sinais parecidos do Ictio, em seguida apresenta uma camada na pele em forma aveludada, branco ou amarelo. Nota-se um emagrecimento e muita excitação do peixe. Retirar os peixes afetados. Pode ser usado como medicamento o azul de metileno 5ml p/ 5 litros, pode-se elevar a temperatura do aquário hospital, mantendo o aquário no escuro para matar o parasita.
Doença de difícil cura pela rapidez da contaminação. Existem excelentes remédios importados para a tentativa de cura, lembrando que deve-se seguir, rigorosamente, a bula dos fabricantes.

Tuberculose– Esta doença é simplesmente uma das mais temidas, pode acabar com um aquário inteiro caso não seja diagnosticada rapidamente. O peixe fica magro, com falta de apetite, apresenta destruição das nadadeiras, deformação da coluna, nado obliquo – o peixe fica desgovernado. Até o momento não tem cura, devemos sacrificar o peixe sem dó, pois a doença pode ser transmitida facilmente pela alimentação e corre-se o risco de perder o aquário todo!

Hidropsia – Doença causada por uma bactéria, Aeromonas punctatos, o peixe fica com o abdome muito inchado, pára de se alimentar e nada em círculos. Também pode ficar com as escamas eriçadas, apresentar destruição de nadadeiras e manchas vermelhas em todo o corpo.
Muito difícil curar. Ainda não é conhecido um remédio realmente eficaz para essa doença.

Fungo nos olhos: (pop-eye): Os olhos ficam encobertos ou projetados (pop-eye). Pode se tornar mais severo caso não seja tratado, pois ocorre infecção também por bactérias, além do peixe desenvolver tuberculose. Às vezes ocorre devido à quantidade excessiva de matéria em decomposição na água.
Tratamento: Deve ser feito com associação de antifúgicida e antibiótico.

Nadadeiras Degeneradas: Uma das causas desta doença é a alteração de pH, geralmente ácido. Outro fator, mais preocupante, é a falta de higiene e a qualidade do alimento oferecida, causando má condição da água e desnutrição, respectivamente. Estes fatores podem ainda ser portas de entrada para outras doenças.

Cóstia: Causado por três protozoários (Chilodonella, Costia (ichtybodo) e Cyclochaeta (Trichodina)) afetando a pele, causando um embaçamento das cores, produção excessiva de muco e debilidade. Em estágios mais avançados atingem as guelras causando a morte do animal. O surgimento desta doença ocorre devido a quedas de temperaturas na água. Tratamento com remédios apropriados.

Hexamita: O agente etiológico da doença é o Hexamita, protozoário flagelado.
Existe uma doença chamada “Hole-in-the-head” (buraco na cabeça), frequentemente observada em Discos, Acarás, Oscar e outros Ciclídeos, associada à presença do Hexamita, bem como a infecções bacterianas, desnutrição, aquário sujo, além do uso de carvão ativado.
Em muitos peixes a infecção é inaparente, acometendo espécimes jovens. Por isso, quando observarmos um peixe muito emagrecido devemos pensar, além dos distúrbios alimentares, primeiro em Tuberculose e depois em Hexamita. Outro sinal observado na doença é o escurecimento da pele.
Tratamento: A prevenção faz-se através da boa alimentação, a qual evita lesões intestinais. Manter limpo e higiênico seu aquário. A doença tem cura com medicamento adquirido em lojas especializadas.

Parasita do Disco: É um protozoário presente no intestino nas espécies de Disco. Dissemina-se lentamente para outros peixes. Causa doença inflamatória intestinal. Tratamento: Metronidazol pode ser eficaz.

Acidose: água ácida. Muitas espécies de peixes convivem bem em águas ácidas, outros preferem águas alcalinas (pH > 7.0) ou neutras. Daí a importância de conhecermos o pH ideal de cada espécie e mantermos monitorizado o aquário quanto ao pH. Grandes acidoses podem levar à morte lenta ou rápida dos peixes que não convivem em meio ácido. Os peixes morrem em posição natural, muitas vezes escondidos entre as plantas. Sinais: observamos aumento na freqüência respiratória, boquejamento, opacificação e depósitos de cor cinza nas brânquias, vegetações e secreção mucosa (de muco) nas brânquias, escamas eriçadas, nadadeiras fechadas, pele avermelhada e peixes que nadam em círculos.

Ascite Infecciosa (septicemia hemorrágica): A doença é própria dos ciprinídeos: Barbus, Brachydanio, Danio, Tanichthys.
Sinais: olhos saltados ou olhos fundos, ânus avermelhado e prolapsado (deslocado do seu lugar habitual, caído), líquido amarelado (em alguns casos aquoso ou claro) na cavidade abdominal, fígado amarelado ou castanho-amarelado ou cinza-esverdeado, inflamação do intestino e bexiga natatória.
Tratamento: Devemos criar condições para uma boa resistência e imunidade e as boas condições de higiene decidem o curso da doença. Isolar o peixe doente.

Ferimentos: Em meio natural, as lesões traumáticas resultam geralmente de ataques de predadores. Essas lesões cicatrizam facilmente, a não ser que exista uma infecção secundária na lesão. No aquário, os ataques de predadores ocorrem por incompatibilidade entre as espécies ou lutas pelo território quando se introduz um peixe novo. As lutas entre machos da mesma espécie são bem conhecidas (Bettas, Ciclídeos africanos) ou por falta de adaptação de peixes em geral, sofrem lesões na pele como hematomas , hemorragias, nadadeiras destruídas.
Tratamento: Isolar o peixe em aquário hospital, usar permanganato de potássio a 2%, pincelar o ferimento com Tintura de iodo e oferecer pouco alimento.

Lernaea (Verme âncora): Parasita perigoso (principalmente para alevinos e peixes jovens), que causa a morte com freqüência. A espécie mais importante de água doce é a Lerneae elegans. As fêmeas penetram até a musculatura do peixe e por vezes até o fígado. Outros órgãos como as brânquias, a boca, a pele e os olhos podem ser atacados. O parasita fixado na pele induz a formação de uma úlcera. Os peixes parasitados perdem peso e têm mal aspecto.
Tratamento: retirá-lo com uma pinça. Substâncias como Lindano e preparados a base de Triclorfon também podem ser usados.

(Texto adaptado)
Fonte:
http://www.aquallun.com.br/doencas.htm

http://www.uov.com.br/biblioteca/516/doencas_de_peixes_-_aquarios.html