Manejo

Doenças das Raízes

PODRIDÃO DAS RAÍZES

PODRIDÃO PARDA

Embora a incidência de doenças de raízes seja mais freqüente no Continente Asiático, observa-se a ocorrência esporádica no Brasil, nas áreas desmatadas manualmente, mesmo sendo capoeiras ralas. As raízes de tocos que persistem nas áreas assim preparadas podem vir a ser fontes de inóculos dos patógenos. A ocorrência dessas doenças é preocupante em face à dificuldade de controle, já que, frequentemente ocorre a cessação da vida da planta, e consequentemente a redução do número total de plantas e sua produção por área.

Os fungos causadores dessas doenças pertencem à classe dos basidiomicetos na qual o fungo Ganoderma philippi causa a podridão vermelha, o Rigidoporus lignosus a podridão branca e o Phellinus noxius a podridão parda. Em condições de elevada umidade, estes fungos formam basidiocarpos (orelhas de pau) e quando produzem basidiósporos são disseminados pelo vento ou por insetos que se alimentam dos esporos (LIM,1977), que podem vir germinar e infeccionar em ferimentos próximos ao solo, no tronco. A disseminação pode se processar por meio de rizomorfas, quando não existem condições favoráveis à formação de esporos, no momento em que as raízes das plantas sadias entram em contato com raízes de plantas doente e/ou tocos persistentes.

SINTOMAS

Secamento parcial ou murcha da parte aérea da planta cujos folíolos ficam presos aos ramos. Tombamento das árvores implantadas em solos pouco profundos, em que a pivotante não se desenvolve, causado pelo apodrecimento das raízes laterais de sustentação sem apresentar amarelecimento das folhas.

A presença de rizomorfas pardacentas (podridão parda) na parte externa e marrons em zig-zag na parte interna das raízes caracteriza a podridão parda.

Na podridão vermelha o estágio inicialmente das rizomorfas é amarronzado e ao senescer torna-se vermelha, podendo ser úmida e esponjosa ou seca, a depender das condições do solo.

CONTROLE

Recomenda-se a destoca da área e queima, com a finalidade de destruir basidiocarpos e rizomorfas porventura existentes nas raízes e tocos de plantas nativas infectadas. Arranquio das plantas mortas e infectadas. Arranquio das plantas mortas e tratamento das raízes laterais e pivotante das circunvizinhas após remoção do solo descobrindo cuidadosamente estas raízes, com o fungicida recomendado, em seguida recobrir as raízes com o solo. Proceder, principalmente com as raízes das plantas atacadas a queima.

REFERÊNCIAS
BRASIL. Superintendência da Borracha. Anais: Encontro Nacional sobre Explotação e Organização de Seringais de Cultivo. Brasília, SUDHEVEA, 1986. 97 p.
CEPLAC/ EMBRAPA. Sistema de Produção de Seringueira Para a Região Sul da Bahia. Ilhéus – Bahia, 1983.48 p.
FUNDAÇÃO CARGILL. Simpósio Sobre a Cultura da Seringueira no Estado de São Paulo, I. Piracicaba,1986. 334 p.
MORAES, Jonildo G.L. et DUARTE, Jodelse D. Cultura da Seringueira. COOPEMARC.Valença – Bahia, 1987.102 p
Fonte: http://pt.scribd.com/doc/14730767/34/PRAGAS-DA-SERINGUEIRA