Soja

DOENÇAS DA SOJA

1a – Mancha Olho-de-Rã

Mancha Olho-de-Rã da Soja

Essa doença, que ocorre em todas as regiões produtoras de soja, é causada pelo fungo Cercospora sojina e apresenta sintomas nas folhas, hastes, vagens e sementes. As lesões apresentam colorações castanhos-claras no centro e bordos, castanhos-avermelhadas na página superior da folha e cinzas na página inferior, onde ocorre a esporulação.O tamanho das lesões varia de 1 a 5mm de diâmetro, sendo que as lesões menores apresentam uma coloração mais escura.As lesões nas hastes e vagens aparecem no final da granação.Nas sementes, o tegumento apresentam rachaduras e manchas de tamanhos variáveis de coloração parda a cinza.

CONTROLE

Utilizar cultivares resistente e controle químico.É importante observar as lavouras, periodicamente, para detectar a presença ou não da doença. Em áreas atingidas, a aplicação deverá ser iniciada quando as folhas mais afetadas tiverem de 5 a 10 manchas por folíolo.

2a – Mancha Parda ou Septoriose

Mancha Parda  na Soja

O agente dessa moléstia é o fungo Septoria glycines, que é introduzido na lavoura por sementes infectadas e sobrevive nos restos da cultura.Os sintomas nas folhas verdes surgem com pontuações pardas com menos de 1mm de diâmetro, que evoluem e formam manchas com halos amarelados e centro de contornos angulares, de coloração parda na parte superior da folha e coloração rosada na página inferior, medindo de 2 a 3mm de diâmetro.Em infecções severas, a doença causa desfolha e maturação prematura, com uma conseqüente redução do rendimento.

CONTROLE

Rotação de cultura, manejo do solo e adubação equilibrada, com ênfase no potássio, e aplicação de fungicida na parte aérea, entre os estádios R.5.1 (início de formação de grãos) e R5.5 (maioria das vagens entre 75% e 100% de granação).

3a – Mancha Alvo e Podridão Radicular de Corynespora cassiicola.

Mancha Alvo Soja

Ambas as doenças são causadas pelo fungo Corynespora cassiicola e estão presentes em todas as regiões produtoras de soja do país. A Mancha Alvo é caracterizada por lesões que se iniciam através de pontuações de coloração parda, com halo amarelo, e que evoluem para grandes manchas circulares de coloração castanho-clara a castanho-escura, as quais atingem até 2cm de diâmetro.

Normalmente, as manchas apresentam uma pontuação no centro e anéis concêntricos de coloração mais escuras, vindo daí nome Mancha Alvo.As primeiras manchas desenvolvem-se nas partes sombreadas, sendo visíveis a partir da estádio de floração. As raízes infectada apresentam cor castanho-clara e, após a morte da planta, em solo úmido, ficam cobertas por uma fina camada negra de esporos.

CONTROLE

Usar cultivares resistentes, fazer rotação/sucessão de culturas com milho e espécies de gramíneas, efetuar revolvimento do solo em casos de manocultura de soja e controle químico.

4a – Mancha Púrpura da Semente e Crestamento Foliar de Cercospora

Mancha Púrpura da Semente e Crestamento Foliar de Cercospora  da Soja

O fungo Cercospora kikunchii, que é introduzido na lavoura através da semente e sobrevive no resto da cultura, ataca todas as partes da planta e pode ser responsável por severas reduções do rendimento e da qualidade da semente.

Nas folhas, os sintomas aparecem apartir do final da granação e são caracterizados por pontuações castanhos-avermelhadas, que coalescem e formam grandes manchas escuras que resultam em severo crestamento e desfolha prematura.

Nas vagens, surgem pontuações vermelhas que evoluem para manchas castanho-avermelhadas.Através da vagem, o fungo atinge a semente e causa a mancha púrpura no tegumento, daí a denominação da doença como Mancha Púrpura.

CONTROLE

Sementes livres do patógeno, tratamento químico da semente, adubação equilibrada, com ênfase no potássio e aplicação de fungicida na parte aérea entre os estádios R5.1 e R.5.5 (maioria das vagens entre 75% a 100% de granação).

5a – Oídio

Oídio

Doença causada pelo fungo Microsphaera diffusa (às vezes, erroneamente considerado sinônimo de Erysiphe polygoni), que também infecta diversas espécies de leguminosas. É um parasita obrigatório, que se desenvolve em toda parte aérea da soja, incluindo haste e vagens, sendo mais visível nas folhas, nutrindo-se do conteúdo das células.

Na superfície da planta, forma-se uma fina camada de micélio e de esporos (conídios) pulverulentos, que podem cobrir todas as folhas, vagens e partes das hastes. Os sintomas apresentados pelo Oídio podem variar de clorose, ilhas verdes, manchas ferruginosas, desfolha acentuada à combinações desses sintomas. Todavia, o mais evidente sintoma é a própria estrutura branca e pulverulenta do fungo sobre a superfície das partes infectadas.

CONTROLE

Cultivar resistente (em fase de avaliação) e controle químico. A aplicação deve ser feita quando o oídio atingir 40 a 50% da área foliar da planta, observando ambas as faces da folha.

6a – Antracnose

Antracnose

Causada pelo fungo Colletotrichum dematium var truncata, a Antracnose está disseminada por todas as áreas de cultivo de soja e infecta cultura em qualquer fase do seu ciclo, podendo causar a morte das plântulas, necrose dos pecíolos e manchas nas folhas, hastes e vagens. O sintoma mais evidente dessa doença ocorre nas vagens.

As vagens infectadas na estádio inicial de formação adquirem uma coloração de castanho-escura a negra e ficam retorcidas. Nas vagens em granação, as lesões iniciam-se por estrias de anasarca e evoluem para manchas negras, podendo atingir toda a vagem. O fungo sobrevive nas sementes e nos restos da cultura.

CONTROLE

Uso de sementes livres do patógeno, tratamento químico da semente, espaçamento e densidade de plantas adequadas e adubação potássica equilibrada e controle químico.

Fonte: www.agrov.com