Destaque para manejo de trigo com reguladores de crescimento

No Centro de Eventos Macalé, na noite de quarta-feira (29), dezenas de produtores de trigo escutaram o engenheiro agrônomo da Fundação ABC do Paraná, Luís Henrique Penckowski, que desenvolve trabalhos de pesquisa em tecnologia na cultura de trigo. Ele abordou o manejo de trigo com reguladores de crescimento. “É uma tecnologia relativamente nova no Brasil, mas que já é antiga em outros países. As pessoas devem saber como usar essa tecnologia para aumentar o teto produtivo do trigo. Falei um pouco do manejo, com relação à população, adubação hidrogenada e trouxemos uma visão nossa do Paraná”, comenta, destacando que não ensinou as pessoas a plantar trigo, mas trouxe experiência de como viabilizar o cereal, no sentido de reduzir os custos da cultura, que é de risco. “O produtor pode investir muito dinheiro, vir a geada em setembro e ele perder tudo. Então, trigo é uma cultura importante para nós no inverno, mas não podemos nunca esquecer que é de risco, e devemos calcular o que podemos fazer para em uma eventual perda não sair com um prejuízo tão grande”, exemplifica.
O palestrante abordou os gargalos do trigo, do ponto de vista para racionalizar insumos, mantendo a produtividade, sempre pensando que é diferente de soja e do milho. “O grande desafio é fazer com que a safra de inverno se pague, não no verão tenhamos que custear um eventual prejuízo”, observa.
O trigo é plantado basicamente no sul do país, sendo uma planta de inverno, que tolera geada no início de seu desenvolvimento vegetativo. “Começamos a plantar soja a partir de outubro, novembro, enquanto que, o trigo só pode ser plantado no inverno”, explica.
Ele sugere que para se proteger, o produtor pode adequar a época de semeadura, fugindo assim, de uma eventual geada. “O trigo é uma cultura sensível à geada quando está na fase de espigamento, agora não há problema no período vegetativo”, garante.
 
Diferenças entre o cultivo no Paraná e no Rio Grande do Sul
 Para Penckowski, as diferenças entre os dois estados estão no clima e época do plantio. “No Paraná conseguimos plantar um pouco mais cedo que no Rio Grande do Sul, e este é um dos fatores que tem nos ajudado a alcançar tetos de produtividade mais altos. Hoje a informação e tecnologia estão disponíveis em algumas regiões do Paraná. Então, basicamente, a diferença que existe é no clima. Acredito que a tecnologia seja semelhante nos dois estados”, compara. Para Penckowski, o objetivo da palestra foi quebrar paradigmas dos produtores gaúchos. “Minha ideia é pensar o trigo de uma forma diferente. Falando em tecnologia, as pessoas não imaginam a colocação de um sensor na planta que determina o quanto de nitrogênio aplicar. Falamos na redução de população de plantas, o que está na contramão daquilo que todo mundo pensa que tem que fazer do trigo”, afirma.
Para o sócio-proprietário da Nutriagro, Rubens Alberto de Medeiros, o objetivo  de trazer novos conhecimentos foi cumprido. “Sabemos que o Luis Fernando tem um trabalho muito bom nessa cultura do trigo e é importante que esses esclarecimentos sejam repassados aos nossos produtores”, relata.
O Representante Técnico de Vendas da Syngenta, Sérgio Silva conta que a parceria com a Nutriagro vem de longa data. “Desde o surgimento da empresa, eles são os nossos distribuidores Syngenta para Carazinho e região, e trouxemos o Luis Henrique da Fundação ABC do Paraná, para trazer um pouco das novas tecnologias para a cultura do trigo. A missão das empresas é trazer o potencial das plantas para a vida, ou seja, ajudar o agricultor a produzir cada vez mais, para que se consiga em conjunto atender a demanda mundial cada vez mais crescente por alimentos”, relata.
 Também estiveram entre os presentes no encontro, os outros dois sócios-proprietários da Nutriagro,  Nairo Stefanello da Silva e Glênio Guimarães. O evento que começou com um vídeo institucional da Syngenta, terminou com um jantar de confraternização.