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Depois de geada negra, café do Paraná sofre com seca

11/02/2014

 

Temperaturas superaram os 35ºC no campo na última semana, ao Norte do Paraná

Os cafezais paranaenses, que no último ano passaram por um novo episódio de geada negra, sofrem agora com a falta de chuva. No Norte do estado, as plantações estão há mais de dez dias sem água. A região ainda é a maior produtora do grão, mas deve ter novos prejuízos por causa da seca. Isso porque a estiagem ocorre no momento em que as árvores mais necessitam de umidade para o enchimento dos grãos e encerramento do ciclo. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab) ainda não mensurou os estragos causados pelo clima. Em algumas fazendas, as temperaturas superaram os 35º C na última semana.

Em janeiro, o órgão estimou que somente 650 mi sacas de 60 quilos seriam beneficiadas neste ano. Se confirmado, o volume significa quebra de 61% em relação ao potencial demonstrado para esta temporada. No ano passado, o Paraná tirou do campo 1,654 milhão de sacas do produto.

A estiagem atinge também Minas Gerais, o principal produtor de café do Brasil, e São Paulo. Os produtores do Sudeste estão assustados com o quadro atual, porque contam com chuvas nesta época do ano. As expectativas de uma nova queda na colheita nacional já começam a mexer com os preços do fruto, que estavam desmotivando os agricultores.

Efeito cascata

R$ 275 por saca é quanto vale o café no Paraná atualmente. Preço está acima da média registrada em janeiro no estado, de R$ 240,67 por saca, conforme levantamento da Seab.

 

Fonte: Gazeta do Povo (AgroGP)