Demanda limitada afeta preços de açúcar e etanol

24/03/2015

Cana-de-Açúcar

A virada do calendário para a safra 2015/2106 de cana-de-açúcar – que começa, oficialmente, em abril – está interferindo nos preços do etanol. A informação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

“A proximidade do início efetivo da safra 2015/2016 tem motivado usinas a ofertarem o etanol remanescente, ao mesmo tempo em que leva distribuidoras a limitarem suas compras ao volume necessário para o curto prazo”, dizem os pesquisadores, em nota. Além disso, Há distribuidoras que ainda estão recebendo o combustível adquirido em compras anteriores.

Diante da situação, os indicadores do Cepea apontam para baixas nos preços do etanol, com base no mercado à vista de São Paulo. O combustível hidratado teve recuo pela sexta semana seguida. Entre 16 e 20 de março, a média foi de R$ 1,2191 o litro, sem contar impostos, queda de 4,3% em relação à semana anterior.

O etanol anidro registrou a quinta semana consecutiva de baixa no preço. O indicador registrou média de R$ 1,3575 o litro, também sem contar os impostos. O valor registrado entre 16 e 20 de março é 2,6% menor que o da semana anterior.

Açúcar
No mercado de açúcar, a demanda também tem sido limitada, de acordo com o Cepea, movimento que leva a queda nas cotações, de acordo com os indicadores da instituição. Na segunda-feira (23/3), a cotação fechou a R$ 51,06 saca de 50 quilos. O valor representa uma queda de 0,73% em relação à segunda anterior (16/3).

“Compradores negociam pequenas quantidades, para atender necessidades de curto prazo. Muitos consumidores restringem-se mesmo à retirada dos contratos feitos em períodos anteriores ou ao uso do açúcar que têm em estoque. Do lado vendedor, de forma geral, usinas procuram manter firmes os valores pedidos”, informam os pesquisadores, em nota.

No acumulado do mês, no entanto, o indicador do açúcar, também com base no estado de São Paulo, registra alta de 2,28%.

Com relação à safra 2015/2016, o Cepea afirma que uma pequena parcela das usinas que iniciaram a moagem de cana, em São Paulo, está produzindo a commodity.

Fonte: Globo Rural