Pesca

Da sustentabilidade a comercialização: piscicultura é debatida em Flores de Goiás

24/08/2016

Durante maratona de palestras, produtores conheceram informações que permeiam a atividade

Com o objetivo de esclarecer dúvidas que permeiam a prática da piscicultura entre produtores rurais de Flores de Goiás, a Unidade Local da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater) realizou, na última terça-feira (23/08), uma maratona de palestras sobre a atividade. Entre os assuntos debatidos, estiveram a adequação dos produtores às normas exigidas pela legislação, exposição de aspectos ligados às boas práticas de produção e apresentação de novas formas de comercialização dos produtos.

O técnico da Emater Francisco Cabral Neto explicou aos participantes características especificas das variedades de peixes e as formas adequadas de criação: tanques em rede, tanques sustentáveis feitos de bambu e garrafas pets e tanque escavado.

Segundo a responsável pela Unidade Local da Emater em Flores de Goiás, Leide Moreira de Souza, estiveram presentes 42 produtores. “Nós recebemos muitas solicitações para o repasse de informações sobre a prática da pisicultura. Muitos produtores não têm conhecimento sobre as normas exigidas pela Agrodefesa [Agência Goiana de Defesa Agropecuária]”, ressaltou a responsável pela Unidade Local.

Ainda de acordo com Leide Moreira de Souza, eventos como esse também são importantes para mostrar aos produtores rurais que a Emater e outros órgãos ligados às atividades do campo estão à disposição para receber dúvidas e sugestões. “Nós temos Unidades em praticamente todo o estado. Podemos respaldar o produtor sempre que necessário. É importante que eles saibam que poderão sempre nos procurar”, disponibilizou-se Leide Moreira.

Legislação

Além das boas práticas produtivas e características particulares da atividade, as normas que regulamentam a piscicultura integraram os debates. Segundo o palestrante e fiscal estadual agropecuário da Agrodefesa em Flores de Goiás, Raimundo Nonato Pinto Souza Junior, é necessário que os produtores rurais estejam atentos às normas. “É uma prática nova na região. Muitos ainda não conhecem, por exemplo, as regras para emissão da Guia de Transporte de Animais (GTA) Aquáticos. Outro ponto que também gera dúvidas ao produtor é sobre o cadastramento”, destacou o fiscal.

Ainda de acordo com Raimundo Nonato, o objetivo da palestra foi esclarecer ao produtor rural que o descumprimento das normas que permeiam a atividade pode gerar problemas para toda a sociedade. “Nós trabalhamos com foco na educação sanitária. Nosso objetivo não é punir o produtor. É evitar que as práticas irregulares e inadequadas afetem, em níveis maiores, a população que têm acesso ao produto”, reiterou Nonato.

Adequação

O balanço positivo sobre as palestras foi feito por aquele que entende muito bem sobre o assunto na lida diária, muito bem sobre o assunto. De acordo com o pequeno piscicultor de Flores de Goiás, Fabiano da Silva Pereira, algumas práticas já feitas por ele serão alteradas e reformuladas. Segundo o produtor, as informações repassadas sobre as boas práticas produtivas foram agregadoras e serão corrigidas em sua propriedade.

Sobre o aprendizado a respeito do inovador tanque sustentável, que utiliza materiais recicláveis em sua construção, o pequeno produtor salientou as vantagens do método. “O tanque sustentável é rentável. Na atual condição que caminha o país em meio à crise, qualquer custo que pode ser minimizado é vantajoso e lucrativo ao produtor rural”, expôs Fabiano da Silva.

Fonte: Agrolink