Pecuária

Custo diário para engorda bovina aumenta 22% no MT

16/08/12
Silvana Bazani

Preço do farelo de soja aumentou 122% e do milho subiu 32% entre janeiro e agosto deste ano

Custo diário para engorda bovina está 22,2% maior neste mês, em comparação com o mesmo período do ano passado. Dados apresentados no 2º Levantamento de Intenção de Confinamento em Mato Grosso apresentado
pela Acrimat mostram que a despesa diária da engorda corresponde a R$ 5,28 por cabeça em agosto, contra R$ 4,32 por cabeça em igual mês de 2011. Pela mesma base comparativa foi identificada redução de 7,2% no preço da arroba do boi gordo. Enquanto em agosto de 2011 a cotação chegava a R$ 87,15, este mês mantém a média de R$ 80,86. De janeiro a julho deste ano a desvalorização foi de 6%, que alcançaram os patamares de 2010.

Analista do Imea, Daniel Latorraca, observa que o principal influenciador no aumento do custo do confinamento foi a alimentação, que responde atualmente por 72,91% da despesa total diária. No detalhamento dos custos, a alimentação está 34% mais cara em agosto deste ano (R$ 3,85/cabeça/dia) em comparação com 2011 (R$ 2,86/cabeça/dia).

Informações divulgadas anteriormente pelo Imea mostraram que o preço do farelo de soja aumentou 122% e do milho 32% entre janeiro e agosto deste ano. No início do ano, o farelo de soja esteve cotado em R$ 576 (tonelada) e o milho em R$ 18,19 (saca). Neste mês, alcançaram R$ 1,280 mil/t e R$ 24,04/saca, respectivamente. Na composição do concentrado utilizado na nutrição do rebanho, o milho responde por 58% e a soja por 16%.

Abate – Nesta entressafra a disponibilidade de bovinos para o abate deve diminuir por causa da redução no número de animais confinados, mas ainda assim a oferta está garantida, diz o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari, acrescentando que até o final do ano devem ser abatidas 5 milhões de cabeças. Portanto, não há motivos para os preços se alterarem no varejo, conclui.

“Nós estamos vendendo a carne mais barata. Agora, o consumidor está comprando mais barato?”. Para o economista especializado em agronegócio, Amado de Oliveira, tanto a oferta quanto a demanda pela carne bovina permanecem estáveis e o cenário nacional é de baixo crescimento econômico, portanto uma elevação nos preços
seria prejudicial. “Se aumentar é por oportunismo”.

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