Custo da produção mecânica de cana-de-açúcar na região de Araçatuba é o menor do Estado

Uma pesquisa inédita que será divulgada hoje (28) aponta que a produção mecânica de cana-de-açúcar através de empresas terceirizadas na região é a menor do Estado. A pesquisa foi realizada pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), órgão ligado à Secretaria de Agricultura de São Paulo e será divulgada hoje no site da instituição. O jornal O Liberal Regional teve acesso à parte do artigo ontem à tarde.

A pesquisa avalia o custo de produção de fornecedores de cana-de-açúcar de todas as regiões de São Paulo e foi idealizada pela pesquisadora do IEA, Marli Dias Mascarenhas de Oliveira junto com a também pesquisadora Katia Nachiluk.

Em Araçatuba, o estudo aponta que a terceirização da colheita com a contratação de empresas especializadas deixa mais vantajosa a produção. O custo total da cana nessa modalidade é o mais baixo do Estado, R$ 32,08 por tonelada. A média de produção na região é de 83 toneladas por hectare. As cidades avaliadas da região foram Valparaíso, Andradina e General Salgado. As outras regiões analisadas foram as de Assis, Catanduva, Jaú, Piracicaba e Ribeirão Preto.

Ao contrário da produção terceirizada, o custo gerado através das usinas é o segundo mais caro do Estado, R$ 38,71 por tonelada. A região mais cara neste tipo de produção é Jaú. O estudo completo analisa sete formatos de produção diferentes, incluindo o compartimento de máquinas e mão de obra, também chamado de condomínio. Nesta forma, os fornecedores compram máquinas e equipamentos e organizam a logística para atender todos os condôminos. Segundo a autora da pesquisa, a região de Araçatuba já segue a tendência, mas ainda possui poucos participantes, na contramão da região de Jaú, que produz 83 toneladas por hectare.

Para Marli, a publicação da pesquisa será mais uma ferramenta que os produtores poderão utilizar para “colocar na ponta do lápis” a alocação dos fatores de produção e, com isso, reduzir os custos. De acordo com o estudo, a colheita de cana-de-açúcar na região varia de 53,2% na forma mecânica a 63,4% na forma manual na representatividade do custo da produção. Já o preparo e plantio variam de 18% a 24%. “Os custos de uma usina podem ser baixos, mas desde que em área própria, pois a prestação de serviços em diferentes tamanhos de áreas pode encarecer a produção”, afirmou.

Investimento

Pesquisa mostra vantagens da contratação de empresas especializadas. Para a pesquisadora, o caráter inovador da pesquisa pode mudar o perfil do produtor de cana-de-açúcar, como colheita e o transporte. “Foi um trabalho bastante difícil pois montamos os questionários, fomos a campo, visitamos as regiões e o resultado ficou bastante satisfatório. Com ele, pudemos traçar um panorama da produção de cana no Estado”, encerrou (O Liberal, 28/1/11)

 

Fonte: http://www.brasilagro.com.br/index.php?noticias/detalhes/12/33265