Defensivos

Cultura de frutas e verduras abre espaço para crescimento de portifólio bio

05/07/2016

A onda sustentável, focada da aplicação de produtos menos agressivos ao meio ambiente, pode até ter demorado um pouco mais para chegar à agricultura, mas, nos últimos dois anos, tem fincado seu lugar de vez no segmento. O movimento do mercado deixa isso bem claro. Enquanto houve queda na venda dos defensivos agrícolas tradicionais, algumas culturas abriram precedentes para que os biológicos entrassem em cena, como é o caso das frutas e vegetais com seus sprays pré-colheita. “Os bionematicidas também cresceram no Brasil no último ano. E mesmo que esse mercado tenha registrado uma queda, esses nichos específicos apontam para uma boa perspectiva em um futuro próximo”, explica Mauricio Hideki Ouchi, gerente de Produtos da IHARA.

Atuando nesse mercado há algum tempo, a IHARA, tradicional fabricante de defensivos agrícolas, criou um departamento específico para o desenvolvimento de produtos bio no fim de 2014. De lá para cá, a empresa investiu em diversos projetos e já apresentou algumas tecnologias para registro. Uma delas, inclusive, deve sair no final do segundo semestre, quando a companhia poderá apresentar o Eco-Shot (Bacillus amyloliquefaciens estirpe D747) justamente para as culturas de frutas e legumes.  “O que favorece esse mercado é que o registro para esse tipo de tecnologia é muito mais rápido. Isso acontece porque as autoridades responsáveis têm oferecido equipes específicas para avaliar os biopesticidas, com requisitos diferentes das análises tradicionais”, explica Hideki.

De acordo com dados divulgados em novembro do ano passado pela Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABCBio), entidade que reúne os principais produtores dessa indústria no País, incluindo a IHARA, o mercado de defensivos agrícolas biológicos no Brasil deve registrar crescimento entre 15% a 20% nos próximos anos, levando em consideração o amplo número de concessões liberadas para produtos. Só no ano passado foram 20 novas soluções postas no mercado, uma alta de mais de 135% em relação à média dos últimos seis anos.

Fonte: Agrolink