Produtivo

Cultivo de flores no RN é exemplo para a região Norte

Produtores do Amapá procuram no Rio Grande do Norte modelos de gestão. A atividade movimenta cerca de R$ 1 milhão no RN, envolve 154 empreendimentos e uma área cultivada superior a 40 hectares.

Annapaula Freire e Cleonildo Mello

ASN-RN
Produtores do Amapá visitam cultivo de antúrios em Macaíba

A produção de flores e plantas ornamentais no Rio Grande do Norte está em plena fase de desenvolvimento e expansão. A atividade movimenta cerca de R$ 1 milhão a cada ano e envolve uma área cultivada superior a 40 hectares, a maior parte situada na Grande Natal – sobretudo em Macaíba, Ceará-Mirim e Parnamirim – considerada o mais significativo polo produtor do Estado. No total, são 154 empreendimentos ligados a esse segmento. A atividade agora serve de exemplo para empreendedores da região Norte. São profissionais do ramo de floricultura do Amapá que encontraram no Nordeste modelos de negócios para produção, distribuição e comercialização de espécies da flora tropical.

Um grupo formado por dez empresários do Amapá, que integram a Associação dos produtores e distribuidores de flores, viveiristas e paisagistas daquele estado (Equaflora), visitou esta semana representantes da cadeia produtiva de flores do Rio Grande do Norte. A missão técnica teve o objetivo de estabelecer parceria e conhecer modelos de gestão de cooperativas locais. A intenção da visita foi também aprender sobre as diferentes formas de comercialização dos produtos.

“Estamos buscando respostas para nossas perguntas. Queremos montar uma central de negócio e precisamos saber o que queremos com essa central, como será seu funcionamento. Por isso, incluímos o Rio Grande do Norte na nossa visita, já que o setor aqui está bem estruturado”, disse a presidente da Equaflora, Maria Ivone Ferreira. A associação reúne um grupo de 22 produtores que trabalha com flores e folhagens tropicais, plantas ornamentais e mudas frutíferas.

A gestora da APL Flores e Folhagens Tropicais em Macapá e Santana do Sebrae no Amapá, Sueli de Souza, explica que o projeto tem como intuito o acesso ao mercado. “O Sebrae está auxiliando a cooperativa, com consultorias, a montar um local onde possam ser realizadas as vendas. Com a visita, estamos conhecendo mecanismos de vendas e compras em conjuntos”.

IN LOCO
O grupo visitou uma produção da flor antúrio, em Macaíba, conhecendo detalhes da plantação, e acompanhou de perto o funcionamento da Cooperativa dos produtores de plantas e flores tropicais do Rio Grande do Norte(Potyflores). A cooperativa congrega 22 pequenos produtores da faixa de Goianinha a Maxaranguape, totalizando cerca de 30 hectares de área cultivada, que encontraram na cooperativa condições de fornecer seus produtos sem intermediários, e, assim, aumentar a rentabilidade e ganhar representatividade empresarial no setor.

No ponto da Potyflores, instalado na Central de Abastecimento do Rio Grande do Norte (Ceasa-RN), os amapaenses verificaram a evolução do negócio ao longo dos últimos oito anos e todos os procedimentos para comercialização de flores. A oferta de arranjos de flores, agora no leque de opções da cooperativa, é um atrativo para grandes empresas, como, hotéis e corporações. Uma das inovações da cooperativa é o programa Vendas por Assinatura, que consiste no fornecimento de arranjos prontos sem a necessidade de novas compras. O cliente paga uma quantia fixa por mês e os arranjos são substituídos semanalmente pela cooperativa. As espécies mais vendidas pela PotyFlores são os antúrios e as helicônias, que são comercialmente mais viáveis.

SETORIAL
A PotyFlores é uma das que recebem o apoio do Sebrae-RN, através do projeto de Floricultura e Plantas Medicinais. O projeto abrange 40 produtores de flores, alguns organizados em cooperativas. Além da atuação com esses empreendedores, o projeto desenvolve trabalho com dez floriculturas e visa promover a sustentabilidade da cadeia produtiva de flores ornamentais e plantas medicinais. As ações estão direcionadas para transmissão de conhecimento de mercado, ampliação de canais de comercialização, fortalecimento da gestão das empresas, melhoria do sistema de produção e integração entre floristas, produtores e mercado. Da organização de mostras dos produtos à produção de catálogo de divulgação, tudo é organizado pelo projeto gerido por Maria Emília Pereira.

Fonte: http://www.rn.agenciasebrae.com.br/noticia.kmf?canal=670&cod=11924987