Variedades

Cultivares

BRS 149 Nordestina

 Cultivar desenvolvida pela Embrapa / EBDA. É uma cultivar de porte médio, com altura média de 1,9m, caule de coloração verde e coberto de cera, racemo cônico, frutos semi-deiscentes e semente grande, de cor preta, pesando aproximadamente 0,68g e contendo 49% de óleo. A floração inicia-se aproximadamente aos 50 dias após a emergência. Deve ser plantada em espaçamento entre linhas variando de 3m (consorciado) a 2,5 (solteiro) e 1m entre plantas.

 Essa cultivar foi desenvolvida para plantio em região semi-árida e para uso na agricultura familiar, com plantio e colheita manual (parcelada), ciclo longo (até 250 dias se houver disponibilidade de água) e boa tolerância à seca. Tem susceptibilidade moderada ao mofo cinzento. Em condições normais, com fertilidade do solo mediana, altitude superior a 300m, tratos culturais adequados e pelo menos 500mm de chuva pode produzir 1.500 kg/ha de sementes a cada ano.

BRS Paraguaçu

 Cultivar desenvolvida pela Embrapa / EBDA. Tem porte médio, com altura média de 1,6m, caule de coloração roxa e coberto de cera, racemo oval, frutos semi-deiscentes e semente grande, de cor preta, pesando aproximadamente 0,71g e contendo 48% de óleo. A floração inicia-se aproximadamente aos 50 dias após a emergência. Deve ser plantada em espaçamento entre linhas variando de 3m (consorciado) a 2,5 (solteiro) e 1m entre plantas. Essa cultivar foi desenvolvida para plantio em região semi-árida e para uso na agricultura familiar, com plantio e colheita manual (parcelada), ciclo longo (até 250 dias se houver disponibilidade de água) e boa tolerância à seca. Tem susceptibilidade moderada ao mofo cinzento. Em condições normais, com fertilidade do solo mediana, altitude superior a 300m, tratos culturais adequados e pelo menos 500mm de chuva pode produzir 1.500 kg/ha de sementes a cada ano.

BRS Energia

 Desenvolvida em rede pela Embrapa, EBDA e Emparn e lançada em 2007. Tem porte baixo, em torno de 1,40m, ciclo entre 120 e 150 dias, caule verde com cera, cachos cônicos com tamanho médio de 60cm, frutos verdes com cera e indeiscentes. As sementes pesam entre 0,40g e 0,53g com as cores marrom e bege, contendo 48% de óleo. A produtividade média experimental foi de 1.500 kg/ha e deve ser plantada em espaçamentos de 1x1m.

 Os testes foram realizados nos Estados do Ceará, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte e Bahia. A cultivar ainda está sendo validada em outras regiões do país e sob condições de mecanização. O descascamento das sementes só pode ser feito em máquinas.

AL Guarany 2002

 Cultivar desenvolvida pelo Coordenadoria de Assistência Técnica Integral do Estado de São Paulo (CATI). Tem porte médio, variando entre 1,6 e 2,4m, ciclo de 180 dias, caule roxo com cera e ramos formando ângulo bem fechado, frutos indeiscentes, sementes de tamanho médio, cor marrom escura contendo estrias cinza-claras, pesando aproximadamente 0,46g e contendo 48% de óleo na semente. Produtividade variando de 1.000 a 2.500 kg/ha. É susceptível a fusariose e bacteriose e medianamente susceptível a mofo cinzento. Deve ser plantada em espaçamentos variando de 1,5 a 2m.

 Essa cultivar foi desenvolvida para as condições climáticas do Estado de São Paulo e pode ser plantada em diferentes regiões do país com características climáticas similares. Tem bom potencial produtivo e exige um nível tecnológico mediano, com descascamento exclusivamente por máquinas. A colheita pode ser manual ou mecânica, sendo feita de uma única vez, pois os frutos são indeiscentes.

IAC 80

 Cultivar desenvolvida pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), lançada em 1982 e ainda muito plantada. Tem porte entre médio e alto, atingindo até 3m de altura, ciclo de 240 dias, caule verde e sem cera, cachos cônicos e longos projetando-se acima das folhas, frutos deiscentes, semente de tamanho médio, pesando 0,43g, cor marrom escura com estria cinza-claras, contendo 47% de óleo. Tem potencial produtivo de até 4.000 kg/ha. É susceptível ao mofo cinzento e fusariose e moderadamente susceptível à bacteriose. Deve ser plantada em espaçamento de 3 x 1m.

 Essa cultivar foi desenvolvida para as condições climáticas do Estado de São Paulo, mas é muito planta em diversas regiões do país. Embora tenha um potencial produtivo muito alto, a deiscência dos frutos exige que se faça colheita parcelada em até 5 vezes, o que encarece a produção e inviabiliza a colheita mecânica.

IAC 2028

 Lançada pelo IAC em 2007, foi desenvolvida para as condições edafoclimáticas do estado de São Paulo. Apresenta porte baixo, produtividade média de 2000 kg/ha, frutos indeiscentes, peso de sementes de 0,45g, colheita única e ciclo variando e 150 a 180 dias. Possui 47% de óleo.

Fonte: Embrapa