Pesca

Cuiabá sedia eventos nacionais sobre piscicultura

05/09/2016

Os eventos acontecem simultaneamente no Centro de Eventos do Pantanal, entre os dias 8 a 10 de setembro

Cuiabá vai sediar dois grandes eventos de caráter nacional sobre piscicultura de água doce. Tratam-se da 2ª Feira Nacional de Peixes de Água Doce e o 2º Seminário de Tendências e Tecnologias na Piscicultura, que são realizados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), juntamente com parceiros. Os eventos acontecem simultaneamente no Centro de Eventos do Pantanal, entre os dias 8 a 10 de setembro, e serão sustentados em eixos temáticos como tecnologia, mercado e sustentabilidade, desenvolvimento da piscicultura e negócios.

Haverá ainda um encontro de negócios de pescado. A feira terá exposição de máquinas, equipamentos, insumos e atrativos como tecnologia, gastronomia e disseminação de conhecimento envolvendo a cadeia produtiva da piscicultura. O Seminário de Tendências e Tecnologias da Piscicultura vai apresentar oportunidades de mercado, tecnologias de produção, insumos, produtos e serviços na piscicultura, com objetivo de melhorar a qualidade e a produtividade do segmento na região.

É indicado para empresários da piscicultura, profissionais especializados e todos aqueles que têm o interesse de atuar no segmento. Ou seja, uma oportunidade para fazer negócios, encontrar fornecedores e adquirir conhecimento técnico. Entre os temas a serem discutidos, estão: uso de probióticos em piscicultura; custo atual de produção de peixes nativos em Mato Grosso e nas diversas regiões, e quais estratégias mercadológicas; melhoramento genético de peixes; oportunidades e desafios da industrialização e comercialização de peixes nativos; qualidade dos alevinos nativos produzidos no brasil, estratégias para não comprometer o futuro da cadeia de produção; perspectiva de mercado para os peixes nativos; entre outros.

De acordo com a coordenadora do evento, Valéria Louise da Silva Pires, gestora do projeto de piscicultura do Sebrae, serão oferecidas 16 palestras para produtores e empresários, interessados na inovação em tecnologia, conhecimento e crescimento profissional. O objetivo, segundo ela, é proporcionar conhecimento a partir das tecnologias disponíveis no mercado, para que os produtores tenham a oportunidade de inovar. Tudo em um ambiente onde eles tenham a possibilidade ver e participar do que há de melhor na aquicultura vindo de diversas regiões do país, afirma.

Ela diz ainda que terá clínicas tecnológicas de processamento de peixes, bem como o melhor da gastronomia e temas como adequações para exportação de peixes e boas práticas de manejo. A gestora destaca que as tecnologias e conhecimentos que serão disponibilizadas nos eventos, têm com objetivo mostrar por meio de palestras técnicas quais são os temas relevantes que estão sendo abordados no Brasil e no mundo sobre piscicultura, principalmente focado em peixe nativo. Como o peixe nativo é produzido em poucos Estados, não se encontra muita literatura e materiais didáticos com tecnologia de produção.

“O seminário vai trazer informações e conhecimentos técnicos de palestrantes que vão discutir desde as tendências de produção, de mercado a boas práticas de manejo. Serão dois dias repletos de conhecimentos técnicos para produtores e empresários que vão sair renovados para aplicar inovações nos seus empreendimentos”.

Entre os principais parceiros do Sebrae na realização dos eventos está a Associação dos Aquicultores do Estado de Mato Grosso (Aquamat), que segundo seu presidente, Jules Ignácio Bortoli, tem o papel de fazer a mediação com os produtores para a participação deles. “Como estamos no contato direto com os piscicultores do Estado e dessa forma sabemos das suas principais dificuldades, passa-mos isso para a organização dos eventos para que sejam trabalhados temas que vão de encontro às demandas destes produtores”, explica Jules.

O presidente diz que entre os principais problemas enfrentados pelos piscicultores de Mato Grosso estão a questão da sanidade, desenvolvimento tecnológico e comercialização, com destaque para a captura ilegal. “Hoje, há pessoas que trabalham de forma incorreta, e chegam no mercado competindo com os piscicultores, isso tem que ser fiscalizado”.

Fonte: Agronotícias MT