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Cotrisal marcou presença no V Dia de Campo de Leite CCGL LAC

24/09/2014

A CCGL reuniu mais de 700 pessoas no V Dia de Campo de Leite, entre eles 48 produtores da Cotrisal, técnicos, estudantes e instituições ligadas à atividade, no dia 18 de setembro, no Tambo Experimental, em Cruz Alta.

Tecnologia CCGL aplicada pelas cooperativas revolucionando a realidade dos produtores

Com ênfase para “Tecnologia em Produção Leiteira”, foram apresentados e discutidos diversos temas, iniciando com o Case de Sucesso da família do associado da Cotrisal, Gilmar Gasparetto.

Gilmar e o filho Mateus, mostraram a evolução da propriedade, “Quando a técnica potencializa o econômico”, apresentando o início da implantação da tecnologia Cotrisal/CCGL.

Pai e filho fizeram um resgate do início da atividade na propriedade, no ano de 1998, quando iniciaram a comercialização do leite para Cooperativa, produzido por uma vaca apenas e com baixa produção.

Mateus relata, que em 2007 foi ampliado o número de animais chegando a 15 vacas em lactação. “Passamos por inúmeras dificuldades por falta de conhecimento na área, falta de assistência técnica que se preocupasse com a rentabilidade do produtor.

Tínhamos boa produtividade por vaca, porém o custo de produção era elevado e a renda não era satisfatória”, comentou.

Outro fator lembrado por Mateus, é que na época dividiam a área de terra entre grãos e a atividade leiteira. “Dividíamos para aumentar a renda e no final das contas se tornava só em custos”.

A partir disso, em 2011, o Jornal Cotrisal e o Informativo da CCGL chegaram à casa da família em momento oportuno e com informações que a família necessitava.

“Buscamos orientações junto ao DEVET da Cooperativa para implantar o sistema em parceria com a CCGL. Mudamos o sistema de manejo, fomos aperfeiçoando em cada estação (inverno e verão), semeando pastagens adequadas, manejando corretamente os animais e seguindo as orientações técnicas passamos de 20 litros/vaca/dia para 31/litros/vaca/dia, atualmente”, conta Mateus.

Um dos aspectos mais importantes levado em consideração pela família, é a redução de custos na produção, facilidade do manejo através da formação de piquetes, utilização de genética de ponta, uso de insumos de qualidade e assistência técnica ao lado do produtor, auxiliando para melhores produtividades.

“Hoje temos na propriedade 23 vacas em lactação, com produção média de 20 mil/litros/mês e percebemos que o preço do leite é o que menos importa.

O que nos interessa é reduzir o máximo os custos de produção e aplicar na íntegra o sistema através da dieta alimentar dos animais e manejo de pastagens”, completou Mateus.

A família possui uma área de 12 hectares destinados à produção de forrageiras e silagem e a mão de obra é familiar, realizada por Gilmar, esposa Idete e pelos filhos Mateus e Gilvan.

Qualidade do leite
Desafios da cadeia leiteira, do produtor à indústria, frente à sociedade

A Tecnóloga em Agroindústria da CCGL, SilvanaTrindade, destacou os problemas ocorridos com fraudes do leite no Estado, alertando que é obrigação da cadeia de produção manter a segurança e qualidade do produto.

“Devemos trabalhar em parceria – produtor, transporte e indústria”, disse a tecnóloga.

Silvana apresentou índices de padrões de qualidade que deverão ser seguidos pelos produtores e citou os requisitos que a CCGL exige para obter garantia de qualidade.

“O laboratório realiza mais de 20 testes para avaliar a qualidade do leite; toda substância que não for natural da composição do leite é considerada adulterante e uma das fraudes mais comuns é detectada através do teste de crioscopia”.

Segundo a tecnóloga, “é obrigação do produtor produzir com excelência, fiscalizar, acompanhar a coleta, amostragem, carregamento e informar à indústria as não conformidades que o transportador realizar”, alertou.

Criação de novilhas a base de pastos

Para o Médico Veterinário Marcos Sauter Groff, uma recria bem feita garante uma reposição de baixo custo.

“O produtor deve definir o ganho de peso necessário com o melhor manejo possível dentro da propriedade, otimizando o consumo de pastos de alta qualidade, monitorando a constante evolução do crescimento”.

Marcos orientou em dividir o lote dos animais por fases de desenvolvimento.

“Quando o assunto é criação de terneiras, não pode existir plano B, a vaca pode parir aos 24 meses ou aos 36 meses, com custo elevado ou não, isso é uma decisão do produtor”. Marcos lembrou que não se utiliza feno durante o período de criação de novilhas.

Também, apresentou um gráfico com o custo do nascimento até o desmame. Uso de suplementação com minerais e custo alimentar total.

Controle e manejo de plantas daninhas

Os desafios em manter as pastagens de verão, sem a competição de plantas invasoras, foram apresentados pelo Engº. Agrônomo e Pesquisador Mario Bianchi, que citou pontos fundamentais para o excelente controle, como: “O revolvimento excessivo do solo; cobertura do solo (palhada); dessecação eficiente; bom manejo das pastagens (densidade vigor) e controle químico”.

Mario também explanou, sobre a fitoxidade dos herbicidas.

“O manejo correto de plantas daninhas é o reflexo do conjunto de ações, baseadas em decisões tomadas antecipadamente ao surgimento do problema”.

Espécies e cultivares forrageiras

O representante da empresa Sementes Adriana, Carlos Hernanes explanou a forma de utilizar as vantagens de cada material para alcançar altos retornos econômicos na propriedade e apresentou os materiais ADRF 6010, Valente, Super Massa ADR 500 e parcelas com o azevém NIBBIO.

Para Carlos, os animais que estão no pastejo com o material Valente, não necessitam da mesma quantidade de rações que os demais animais.

O Engº. Agrônomo da Syngenta Gustavo Kriki, apresentou híbridos de milho para silagem como o Defender, Maximus e Feroz.

Para Gustavo, são híbridos com controle das principais lagartas, destinados à safra e safrinha, com excelente janela de plantio, com qualidade de colmo, folha e ciclo para corte de 120 dias.

A Engª. Agrônoma da CCGL, Letícia Ré Signor, falou sobre a Aveia Branca Fundacep Fapa 43 e Azevém Baqueano e apresentou a produtividade dos materiais consorciados.

“A recomendação da CCGL é melhorar as condições das pastagens e com base na pesquisa, optamos por estes materiais semeados em consórcio para elevar a produtividade dos animais”.

Porém, isso não é a solução afirma Letícia, “é preciso conversar com o técnico que assiste a propriedade e discutir a questão de adubação e fertilidade do solo”.

Como obter as vantagens de cada material para alcançar altos retornos econômicos, explanou o Engº. Agrônomo da CCGL, Luís Otávio da Costa de Lima.

Luís Otávio orientou os produtores a implantarem forrageiras com precocidade, com alta produção, longevidade e com alta conversão em leite.

“Conhecer cada material, suas exigências e potencialidades é o princípio de uma escolha quando se busca o sucesso em produtividade e o consórcio de forrageiras evita picos de produção”.

Luís apresentou parcelas com todos os tipos de azevém, onde os participantes observaram no campo, o desempenho de cada material.

O Médico Veterinário da Merial, Cristiano Bublitz, abordou assuntos relacionados ao controle de mastite, destacando os benefícios dos produtos Ketofen 10%, com zero de descarte de leite e carne, o J- VAC, com eficácia comprovada no combate das mastites ambientais por coliformes.

Segundo o gerente de Suprimento de Leite da CCGL, Jair Mello, o evento objetivou levar a tecnologia preconizada pela CCGL difundida através das cooperativas aos produtores de leite.

“O V Dia de Campo, superou as expectativas tanto em público, quanto ao interesse dos participantes nas informações e tecnologias apresentadas.

Esperamos que os produtores levem os conhecimentos adquiridos neste evento e apliquem em suas propriedades”, completou.

Fonte: Cotrisal