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Copercana e Canaoeste participam do lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Sucroenergético

04/11/2013

Além de representantes do setor, a Frente contou com o apoio de deputados federais e estaduais

No dia 3 de outubro, foi instituída na Assembleia Legislativa de São Paulo, a Frente Parlamentar em Defesa do Setor Sucroenergético que contou com a presença de deputados estaduais e federais, prefeitos, vereadores, produtores e fornecedores, o setor industrial e trabalhadores, que lotaram o auditório Franco Montoro.
Participaram da composição da mesa os deputados estaduais, Roberto Morais (PPS) e Welson Gasparini (PSDB), os deputados federais Arnaldo Jardim (PPS-SP), Mendes Thame (PSDB-SP) e Duarte Nogueira (PSDB-SP), a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Mônika Bergamaschi, deputados Membros da Frente Parlamentar, Ramalho da Construção (PSDB), Dilador Borges Damasceno (PSDB) e Itamar Borges (PMDB) – presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa -, o presidente da Orplana (Organização de Plantadores de Cana da região Centro-Sul do Brasil) e Canaoeste (Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo), Manoel Carlos de Azevedo Ortolan, o prefeito de Sertãozinho, José Alberto Gimenez (representando todos os prefeitos no ato), o vereador de Ribeirão Preto, Maurício Gasparini (representando todos os vereadores presentes) e o vice-presidente do CEISE Br (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis), Adézio José Marques, (representando as indústrias de máquinas e equipamentos do setor sucroenergético).

O evento também contou com a participação do presidente da Copercana e da Sicoob Cocred, Antônio Eduardo Tonielo e da presidente da Unica (União das Indústrias do Estado de São Paulo), Elisabeth Farina. A Copercana e Canaoeste levou um ônibus com fornecedores e cooperados, juntamente com os agrônomos e técnicos para participarem do Ato.

Coordenada pelos deputados estaduais Roberto Morais e Welson Gasparini, o lançamento da Frente Parlamentar, teve um apoio suprapartidário, mobilizando todos os partidos da Assembleia Legislativa num movimento que visa chamar a atenção do governo federal e de toda a sociedade para os problemas que vem afetando a cadeia produtiva do setor sucroenergético.

Uma das preocupações é que 40 usinas já fecharam nos últimos anos, sendo quatro delas na região de Ribeirão Preto, e mais 12 devem encerrar as atividades. Com base nessas informações, o setor está lutando para que políticas públicas sejam criadas em caráter de urgência pelo governo federal.

A iniciativa da criação das Frentes Parlamentares do Etanol começou em Piracicaba através dos movimentos dos produtores e trabalhadores do setor insatisfeitos e inconformados com o fechamento das usinas e a extinção dos postos de trabalho. Passou por Sertãozinho e será coroada no dia 5 de novembro em grande lançamento da Frente Nacional que será realizada na Câmara dos Deputados em Defesa do Setor Sucroenergético, em Brasília. “Essa Frente vai propiciar o apoio e o estreitamento das relações do setor com os governos municipais, estaduais e federais, com o objetivo de encontrar soluções plausíveis que possam melhorar a situação caótica, econômica e financeira, pela qual atravessa toda a cadeia produtiva. Precisamos de políticas a curto, médio e longo prazo”, disse o presidente da Orplana, Manoel Ortolan.

De acordo com o deputado estadual Roberto Morais que propôs a criação da Frente Parlamentar juntamente com o deputado Welson Gasparini, através desse lançamento será possível fazer com que Brasília acorde para o setor e entendam (os parlamentares) que a Assembleia Legislativa, o maior parlamento desse país, não pode ficar fora dessa luta.

O deputado Gasparini, em seu discurso, enfatizou que ao tomar conhecimento da crise do setor sucroenergético, entusiasmou-se em engajar-se na Frente que visa apenas lutar a favor do setor e não em atacar ninguém. “Acredito que uma das atribuições que teremos agora e que é urgente, será fazer com que essas reivindicações sejam ouvidas. Gostaria de lembrar que esta Frente não é contra ninguém, não estamos defendendo ou atacando quem quer que seja. Estamos mostrando a realidade do setor sucroenergético e chamando a atenção das autoridades que possam ver, ouvir e entender o drama que está acontecendo nesse setor. A desnacionalização ultrapassa 40% do setor, as indústrias da cadeia produtiva não têm encomendas e trabalham só com 50% da sua capacidade nominal enquanto observam a consolidação dos produtores asiáticos e não existem projetos de novas plantas como demonstra a carteira de consultas do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)”, afirmou Gasparini.

Para o prefeito de Sertãozinho, Zezinho Gimenez, o setor passa por muitas dificuldades e os números demonstram a realidade. “Usinas estão fechando, empresas do setor com problemas gravíssimos, plantadores de cana produzindo com prejuízo e os municípios recebem todas as consequências das dificuldades do setor. Para se ter uma ideia, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de Sertãozinho, índice de 2012 caiu 10% em relação ao ano anterior, com certeza por influência dessa má fase. Em 2013 também já está previsto a queda de 10% no imposto. A solução para o setor é política e é por isso que eu acredito que com a criação dessa Frente, está sendo plantada mais uma semente para chegarmos ao Governo Federal e voltarmos a crescer”, ressaltou Gimenez.

O deputado Duarte Nogueira levou o seu apoio e conclamou todos a se comprometerem com o setor. “Não queremos demonizar ninguém, mas acho que tem que haver um compromisso muito sério por parte do Governo Federal com um marco regulatório que permita que cada um que está aqui, trabalhador, industrial, produtor de equipamentos, toda a cadeia produtiva, possa ter uma visão de longo prazo, o que vai caber a ele fazer para a recuperação deste setor. Não adianta ficarmos simplesmente procurando culpados, temos que estabelecer metas para que cada um cumpra a sua parte para reerguer e dar uma animação para este setor que tem muito ainda para contribuir com o nosso país. O governo não age, o governo reage, precisamos botar pressão com inteligência e mostrar o que queremos”, afirmou Nogueira.
Segundo a secretária Mônika Bergamaschi, “a pedido do governador Geraldo Alckmin, já conversamos com muitos dos que aqui estão para que pudéssemos de fato estabelecer algumas medidas para ajudar o setor sucroenergético uma vez que, mais de 56% da cana plantada está em São Paulo. É evidente que o setor tem dado sucessivas demonstrações da sua capacidade de superação em crises e o governo ajuda muito se não atrapalhar e sabemos que essa é uma grande questão, pois estamos cansados de ver discursos muito bonitos falando do setor, mas é hora de sair dos discursos e partir para a prática. Contem com o governo do Estado de São Paulo”, afirmou a secretária.

No final do lançamento, todos os integrantes da mesa aprovaram a ata de instalação da Frente Parlamentar.

No dia 3 de outubro, foi instituída na Assembleia Legislativa de São Paulo, a Frente Parlamentar em Defesa do Setor Sucroenergético que contou com a presença de deputados estaduais e federais, prefeitos, vereadores, produtores e fornecedores, o setor industrial e trabalhadores, que lotaram o auditório Franco Montoro. Participaram da composição da mesa os deputados estaduais, Roberto Morais (PPS) e Welson Gasparini (PSDB), os deputados federais Arnaldo Jardim (PPS-SP), Mendes Thame (PSDB-SP) e Duarte Nogueira (PSDB-SP), a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Mônika Bergamaschi, deputados Membros da Frente Parlamentar, Ramalho da Construção (PSDB), Dilador Borges Damasceno (PSDB) e Itamar Borges (PMDB) – presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa -, o presidente da Orplana (Organização de Plantadores de Cana da região Centro-Sul do Brasil) e Canaoeste (Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo), Manoel Carlos de Azevedo Ortolan, o prefeito de Sertãozinho, José Alberto Gimenez (representando todos os prefeitos no ato), o vereador de Ribeirão Preto, Maurício Gasparini (representando todos os vereadores presentes) e o vice-presidente do CEISE Br (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis), Adézio José Marques, (representando as indústrias de máquinas e equipamentos do setor sucroenergético). O evento também contou com a participação do presidente da Copercana e da Sicoob Cocred, Antônio Eduardo Tonielo e da presidente da Unica (União das Indústrias do Estado de São Paulo), Elisabeth Farina. A Copercana e Canaoeste levou um ônibus com fornecedores e cooperados, juntamente com os agrônomos e técnicos para participarem do Ato. Coordenada pelos deputados estaduais Roberto Morais e Welson Gasparini, o lançamento da Frente Parlamentar, teve um apoio suprapartidário, mobilizando todos os partidos da Assembleia Legislativa num movimento que visa chamar a atenção do governo federal e de toda a sociedade para os problemas que vem afetando a cadeia produtiva do setor sucroenergético. Uma das preocupações é que 40 usinas já fecharam nos últimos anos, sendo quatro delas na região de Ribeirão Preto, e mais 12 devem encerrar as atividades. Com base nessas informações, o setor está lutando para que políticas públicas sejam criadas em caráter de urgência pelo governo federal.A iniciativa da criação das Frentes Parlamentares do Etanol começou em Piracicaba através dos movimentos dos produtores e trabalhadores do setor insatisfeitos e inconformados com o fechamento das usinas e a extinção dos postos de trabalho. Passou por Sertãozinho e será coroada no dia 5 de novembro em grande lançamento da Frente Nacional que será realizada na Câmara dos Deputados em Defesa do Setor Sucroenergético, em Brasília. “Essa Frente vai propiciar o apoio e o estreitamento das relações do setor com os governos municipais, estaduais e federais, com o objetivo de encontrar soluções plausíveis que possam melhorar a situação caótica, econômica e financeira, pela qual atravessa toda a cadeia produtiva. Precisamos de políticas a curto, médio e longo prazo”, disse o presidente da Orplana, Manoel Ortolan. De acordo com o deputado estadual Roberto Morais que propôs a criação da Frente Parlamentar juntamente com o deputado Welson Gasparini, através desse lançamento será possível fazer com que Brasília acorde para o setor e entendam (os parlamentares) que a Assembleia Legislativa, o maior parlamento desse país, não pode ficar fora dessa luta.O deputado Gasparini, em seu discurso, enfatizou que ao tomar conhecimento da crise do setor sucroenergético, entusiasmou-se em engajar-se na Frente que visa apenas lutar a favor do setor e não em atacar ninguém. “Acredito que uma das atribuições que teremos agora e que é urgente, será fazer com que essas reivindicações sejam ouvidas. Gostaria de lembrar que esta Frente não é contra ninguém, não estamos defendendo ou atacando quem quer que seja. Estamos mostrando a realidade do setor sucroenergético e chamando a atenção das autoridades que possam ver, ouvir e entender o drama que está acontecendo nesse setor. A desnacionalização ultrapassa 40% do setor, as indústrias da cadeia produtiva não têm encomendas e trabalham só com 50% da sua capacidade nominal enquanto observam a consolidação dos produtores asiáticos e não existem projetos de novas plantas como demonstra a carteira de consultas do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)”, afirmou Gasparini.Para o prefeito de Sertãozinho, Zezinho Gimenez, o setor passa por muitas dificuldades e os números demonstram a realidade. “Usinas estão fechando, empresas do setor com problemas gravíssimos, plantadores de cana produzindo com prejuízo e os municípios recebem todas as consequências das dificuldades do setor. Para se ter uma ideia, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de Sertãozinho, índice de 2012 caiu 10% em relação ao ano anterior, com certeza por influência dessa má fase. Em 2013 também já está previsto a queda de 10% no imposto. A solução para o setor é política e é por isso que eu acredito que com a criação dessa Frente, está sendo plantada mais uma semente para chegarmos ao Governo Federal e voltarmos a crescer”, ressaltou Gimenez. O deputado Duarte Nogueira levou o seu apoio e conclamou todos a se comprometerem com o setor. “Não queremos demonizar ninguém, mas acho que tem que haver um compromisso muito sério por parte do Governo Federal com um marco regulatório que permita que cada um que está aqui, trabalhador, industrial, produtor de equipamentos, toda a cadeia produtiva, possa ter uma visão de longo prazo, o que vai caber a ele fazer para a recuperação deste setor. Não adianta ficarmos simplesmente procurando culpados, temos que estabelecer metas para que cada um cumpra a sua parte para reerguer e dar uma animação para este setor que tem muito ainda para contribuir com o nosso país. O governo não age, o governo reage, precisamos botar pressão com inteligência e mostrar o que queremos”, afirmou Nogueira.Segundo a secretária Mônika Bergamaschi, “a pedido do governador Geraldo Alckmin, já conversamos com muitos dos que aqui estão para que pudéssemos de fato estabelecer algumas medidas para ajudar o setor sucroenergético uma vez que, mais de 56% da cana plantada está em São Paulo. É evidente que o setor tem dado sucessivas demonstrações da sua capacidade de superação em crises e o governo ajuda muito se não atrapalhar e sabemos que essa é uma grande questão, pois estamos cansados de ver discursos muito bonitos falando do setor, mas é hora de sair dos discursos e partir para a prática. Contem com o governo do Estado de São Paulo”, afirmou a secretária. No final do lançamento, todos os integrantes da mesa aprovaram a ata de instalação da Frente Parlamentar. No dia 3 de outubro, foi instituída na Assembleia Legislativa de São Paulo, a Frente Parlamentar em Defesa do Setor Sucroenergético que contou com a presença de deputados estaduais e federais, prefeitos, vereadores, produtores e fornecedores, o setor industrial e trabalhadores, que lotaram o auditório Franco Montoro. Participaram da composição da mesa os deputados estaduais, Roberto Morais (PPS) e Welson Gasparini (PSDB), os deputados federais Arnaldo Jardim (PPS-SP), Mendes Thame (PSDB-SP) e Duarte Nogueira (PSDB-SP), a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Mônika Bergamaschi, deputados Membros da Frente Parlamentar, Ramalho da Construção (PSDB), Dilador Borges Damasceno (PSDB) e Itamar Borges (PMDB) – presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa -, o presidente da Orplana (Organização de Plantadores de Cana da região Centro-Sul do Brasil) e Canaoeste (Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo), Manoel Carlos de Azevedo Ortolan, o prefeito de Sertãozinho, José Alberto Gimenez (representando todos os prefeitos no ato), o vereador de Ribeirão Preto, Maurício Gasparini (representando todos os vereadores presentes) e o vice-presidente do CEISE Br (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis), Adézio José Marques, (representando as indústrias de máquinas e equipamentos do setor sucroenergético). O evento também contou com a participação do presidente da Copercana e da Sicoob Cocred, Antônio Eduardo Tonielo e da presidente da Unica (União das Indústrias do Estado de São Paulo), Elisabeth Farina. A Copercana e Canaoeste levou um ônibus com fornecedores e cooperados, juntamente com os agrônomos e técnicos para participarem do Ato. Coordenada pelos deputados estaduais Roberto Morais e Welson Gasparini, o lançamento da Frente Parlamentar, teve um apoio suprapartidário, mobilizando todos os partidos da Assembleia Legislativa num movimento que visa chamar a atenção do governo federal e de toda a sociedade para os problemas que vem afetando a cadeia produtiva do setor sucroenergético. Uma das preocupações é que 40 usinas já fecharam nos últimos anos, sendo quatro delas na região de Ribeirão Preto, e mais 12 devem encerrar as atividades. Com base nessas informações, o setor está lutando para que políticas públicas sejam criadas em caráter de urgência pelo governo federal.A iniciativa da criação das Frentes Parlamentares do Etanol começou em Piracicaba através dos movimentos dos produtores e trabalhadores do setor insatisfeitos e inconformados com o fechamento das usinas e a extinção dos postos de trabalho. Passou por Sertãozinho e será coroada no dia 5 de novembro em grande lançamento da Frente Nacional que será realizada na Câmara dos Deputados em Defesa do Setor Sucroenergético, em Brasília. “Essa Frente vai propiciar o apoio e o estreitamento das relações do setor com os governos municipais, estaduais e federais, com o objetivo de encontrar soluções plausíveis que possam melhorar a situação caótica, econômica e financeira, pela qual atravessa toda a cadeia produtiva. Precisamos de políticas a curto, médio e longo prazo”, disse o presidente da Orplana, Manoel Ortolan. De acordo com o deputado estadual Roberto Morais que propôs a criação da Frente Parlamentar juntamente com o deputado Welson Gasparini, através desse lançamento será possível fazer com que Brasília acorde para o setor e entendam (os parlamentares) que a Assembleia Legislativa, o maior parlamento desse país, não pode ficar fora dessa luta.O deputado Gasparini, em seu discurso, enfatizou que ao tomar conhecimento da crise do setor sucroenergético, entusiasmou-se em engajar-se na Frente que visa apenas lutar a favor do setor e não em atacar ninguém. “Acredito que uma das atribuições que teremos agora e que é urgente, será fazer com que essas reivindicações sejam ouvidas. Gostaria de lembrar que esta Frente não é contra ninguém, não estamos defendendo ou atacando quem quer que seja. Estamos mostrando a realidade do setor sucroenergético e chamando a atenção das autoridades que possam ver, ouvir e entender o drama que está acontecendo nesse setor. A desnacionalização ultrapassa 40% do setor, as indústrias da cadeia produtiva não têm encomendas e trabalham só com 50% da sua capacidade nominal enquanto observam a consolidação dos produtores asiáticos e não existem projetos de novas plantas como demonstra a carteira de consultas do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)”, afirmou Gasparini.Para o prefeito de Sertãozinho, Zezinho Gimenez, o setor passa por muitas dificuldades e os números demonstram a realidade. “Usinas estão fechando, empresas do setor com problemas gravíssimos, plantadores de cana produzindo com prejuízo e os municípios recebem todas as consequências das dificuldades do setor. Para se ter uma ideia, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de Sertãozinho, índice de 2012 caiu 10% em relação ao ano anterior, com certeza por influência dessa má fase. Em 2013 também já está previsto a queda de 10% no imposto. A solução para o setor é política e é por isso que eu acredito que com a criação dessa Frente, está sendo plantada mais uma semente para chegarmos ao Governo Federal e voltarmos a crescer”, ressaltou Gimenez. O deputado Duarte Nogueira levou o seu apoio e conclamou todos a se comprometerem com o setor. “Não queremos demonizar ninguém, mas acho que tem que haver um compromisso muito sério por parte do Governo Federal com um marco regulatório que permita que cada um que está aqui, trabalhador, industrial, produtor de equipamentos, toda a cadeia produtiva, possa ter uma visão de longo prazo, o que vai caber a ele fazer para a recuperação deste setor. Não adianta ficarmos simplesmente procurando culpados, temos que estabelecer metas para que cada um cumpra a sua parte para reerguer e dar uma animação para este setor que tem muito ainda para contribuir com o nosso país. O governo não age, o governo reage, precisamos botar pressão com inteligência e mostrar o que queremos”, afirmou Nogueira.Segundo a secretária Mônika Bergamaschi, “a pedido do governador Geraldo Alckmin, já conversamos com muitos dos que aqui estão para que pudéssemos de fato estabelecer algumas medidas para ajudar o setor sucroenergético uma vez que, mais de 56% da cana plantada está em São Paulo. É evidente que o setor tem dado sucessivas demonstrações da sua capacidade de superação em crises e o governo ajuda muito se não atrapalhar e sabemos que essa é uma grande questão, pois estamos cansados de ver discursos muito bonitos falando do setor, mas é hora de sair dos discursos e partir para a prática. Contem com o governo do Estado de São Paulo”, afirmou a secretária. No final do lançamento, todos os integrantes da mesa aprovaram a ata de instalação da Frente Parlamentar. outubro, foi instituída na Assembleia Legislativa de São Paulo, a Frente Parlamentar em Defesa do Setor Sucroenergético que contou com a presença de deputados estaduais e federais, prefeitos, vereadores, produtores e fornecedores, o setor industrial e trabalhadores, que lotaram o auditório Franco Montoro. Participaram da composição da mesa os deputados estaduais, Roberto Morais (PPS) e Welson Gasparini (PSDB), os deputados federais Arnaldo Jardim (PPS-SP), Mendes Thame (PSDB-SP) e Duarte Nogueira (PSDB-SP), a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Mônika Bergamaschi, deputados Membros da Frente Parlamentar, Ramalho da Construção (PSDB), Dilador Borges Damasceno (PSDB) e Itamar Borges (PMDB) – presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa -, o presidente da Orplana (Organização de Plantadores de Cana da região Centro-Sul do Brasil) e Canaoeste (Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo), Manoel Carlos de Azevedo Ortolan, o prefeito de Sertãozinho, José Alberto Gimenez (representando todos os prefeitos no ato), o vereador de Ribeirão Preto, Maurício Gasparini (representando todos os vereadores presentes) e o vice-presidente do CEISE Br (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis), Adézio José Marques, (representando as indústrias de máquinas e equipamentos do setor sucroenergético). O evento também contou com a participação do presidente da Copercana e da Sicoob Cocred, Antônio Eduardo Tonielo e da presidente da Unica (União das Indústrias do Estado de São Paulo), Elisabeth Farina. A Copercana e Canaoeste levou um ônibus com fornecedores e cooperados, juntamente com os agrônomos e técnicos para participarem do Ato. Coordenada pelos deputados estaduais Roberto Morais e Welson Gasparini, o lançamento da Frente Parlamentar, teve um apoio suprapartidário, mobilizando todos os partidos da Assembleia Legislativa num movimento que visa chamar a atenção do governo federal e de toda a sociedade para os problemas que vem afetando a cadeia produtiva do setor sucroenergético. Uma das preocupações é que 40 usinas já fecharam nos últimos anos, sendo quatro delas na região de Ribeirão Preto, e mais 12 devem encerrar as atividades. Com base nessas informações, o setor está lutando para que políticas públicas sejam criadas em caráter de urgência pelo governo federal.A iniciativa da criação das Frentes Parlamentares do Etanol começou em Piracicaba através dos movimentos dos produtores e trabalhadores do setor insatisfeitos e inconformados com o fechamento das usinas e a extinção dos postos de trabalho. Passou por Sertãozinho e será coroada no dia 5 de novembro em grande lançamento da Frente Nacional que será realizada na Câmara dos Deputados em Defesa do Setor Sucroenergético, em Brasília. “Essa Frente vai propiciar o apoio e o estreitamento das relações do setor com os governos municipais, estaduais e federais, com o objetivo de encontrar soluções plausíveis que possam melhorar a situação caótica, econômica e financeira, pela qual atravessa toda a cadeia produtiva. Precisamos de políticas a curto, médio e longo prazo”, disse o presidente da Orplana, Manoel Ortolan. De acordo com o deputado estadual Roberto Morais que propôs a criação da Frente Parlamentar juntamente com o deputado Welson Gasparini, através desse lançamento será possível fazer com que Brasília acorde para o setor e entendam (os parlamentares) que a Assembleia Legislativa, o maior parlamento desse país, não pode ficar fora dessa luta.O deputado Gasparini, em seu discurso, enfatizou que ao tomar conhecimento da crise do setor sucroenergético, entusiasmou-se em engajar-se na Frente que visa apenas lutar a favor do setor e não em atacar ninguém. “Acredito que uma das atribuições que teremos agora e que é urgente, será fazer com que essas reivindicações sejam ouvidas. Gostaria de lembrar que esta Frente não é contra ninguém, não estamos defendendo ou atacando quem quer que seja. Estamos mostrando a realidade do setor sucroenergético e chamando a atenção das autoridades que possam ver, ouvir e entender o drama que está acontecendo nesse setor. A desnacionalização ultrapassa 40% do setor, as indústrias da cadeia produtiva não têm encomendas e trabalham só com 50% da sua capacidade nominal enquanto observam a consolidação dos produtores asiáticos e não existem projetos de novas plantas como demonstra a carteira de consultas do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)”, afirmou Gasparini.Para o prefeito de Sertãozinho, Zezinho Gimenez, o setor passa por muitas dificuldades e os números demonstram a realidade. “Usinas estão fechando, empresas do setor com problemas gravíssimos, plantadores de cana produzindo com prejuízo e os municípios recebem todas as consequências das dificuldades do setor. Para se ter uma ideia, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de Sertãozinho, índice de 2012 caiu 10% em relação ao ano anterior, com certeza por influência dessa má fase. Em 2013 também já está previsto a queda de 10% no imposto. A solução para o setor é política e é por isso que eu acredito que com a criação dessa Frente, está sendo plantada mais uma semente para chegarmos ao Governo Federal e voltarmos a crescer”, ressaltou Gimenez. O deputado Duarte Nogueira levou o seu apoio e conclamou todos a se comprometerem com o setor. “Não queremos demonizar ninguém, mas acho que tem que haver um compromisso muito sério por parte do Governo Federal com um marco regulatório que permita que cada um que está aqui, trabalhador, industrial, produtor de equipamentos, toda a cadeia produtiva, possa ter uma visão de longo prazo, o que vai caber a ele fazer para a recuperação deste setor. Não adianta ficarmos simplesmente procurando culpados, temos que estabelecer metas para que cada um cumpra a sua parte para reerguer e dar uma animação para este setor que tem muito ainda para contribuir com o nosso país. O governo não age, o governo reage, precisamos botar pressão com inteligência e mostrar o que queremos”, afirmou Nogueira.Segundo a secretária Mônika Bergamaschi, “a pedido do governador Geraldo Alckmin, já conversamos com muitos dos que aqui estão para que pudéssemos de fato estabelecer algumas medidas para ajudar o setor sucroenergético uma vez que, mais de 56% da cana plantada está em São Paulo. É evidente que o setor tem dado sucessivas demonstrações da sua capacidade de superação em crises e o governo ajuda muito se não atrapalhar e sabemos que essa é uma grande questão, pois estamos cansados de ver discursos muito bonitos falando do setor, mas é hora de sair dos discursos e partir para a prática. Contem com o governo do Estado de São Paulo”, afirmou a secretária. No final do lançamento, todos os integrantes da mesa aprovaram a ata de instalação da Frente Parlamentar.

Fonte: Revista Canavieiros – ed. 88 – Por Fernanda Clariano