Cana de Açúcar

Cooperar para crescer

Autor: Célia Curto

Cooperativismo é alternativa para produtores de cachaça de alambique
O cooperativismo é uma prática tão antiga quanto o Império Romano, porém ainda é uma alternativa para os pequenos produtores comercializarem melhor os produtos, que agrupados em cooperativas,  podem conseguir preços mais justos e melhor prazo de entrega. Para os alambiqueiros de determinadas regiões, essa prática é a única alternativa para que a atividade gere retorno financeiro.

Para André Silva Pomponet, economista e especialista em políticas públicas da Secretaria de Planejamento da Bahia, a cooperação entre os pequenos produtores de cachaça de alambique da Bahia é a forma mais adequada de superação de obstáculos históricos à atividade. Segundo Pomponet as principais dificuldades desses produtores são o uso de tecnologia defasada, a baixa produtividade e a dificuldade de acesso a mercados urbanos maiores.

A Bahia é o segundo maior produtor no Brasil, com 60 milhões de litros anuais, perdendo apenas para Minas Gerais. Há facilidades na obtenção da matéria-prima, já que pelo menos 120 municípios baianos cultivam a cana-de-açúcar, o que em 2005 representou 5.592 milhões de toneladas colhidas. Segundo a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do estado da Bahia (SECTI), existem mais de sete mil estabelecimentos espalhados em 13 pólos produtivos. Porém, existe enorme dispersão de produtores, em função da grande extensão do território baiano, que supera os 567 mil quilômetros quadrados. Sem a cooperativa, a cachaça é vendida geralmente em feiras, com preços baixos.

Para saber mais sobre a importância do cooperativismo para a cadeia produtiva da cachaça na Bahia, leia o artigo “Cooperar para fortalecer: os obstáculos ao arranjo produtivo local da cachaça na Bahia”.

Fonte: http://www.sebrae.com.br/setor/derivados-de-cana/cachaca/producao/integra_bia?ident_unico=14225