Produtos Veterinários

CONTROLE DA MOSCA-DOS-ESTÁBULOS – SÍTIO DO CEDRO

 

ESCOLA ESTADUAL AGROTÉCNICA AFONSO QUEIROZ

SÍTIO DO CEDRO

 

CONTROLE DA MOSCA-DOS-ESTÁBULOS – SÍTIO DO CEDRO

PATOS DE MINAS 2014

DIERLEY QUEIROZ ARAÚJO

GUILHERME DOS REIS PEREIRA SILVA

GUSTAVO BORGES LIMA

LARISSA PEREIRA DA CUNHA

LARYSSA NAYLA SILVA

LORENA SILVÉRIO SILVA

LUCIANA CASTRO DIAS

LUCIELE APARECIDA CAETANO

LUIZ FERNANDO GONÇALVES DE SOUSA

MARIANE SILVA PEREIRA

VINICIOS AUGUSTO DE OLIVEIRA MAGALHÃES

 

CONTROLE DA MOSCA-DOS-ESTÁBULOS – SÍTIO DO CEDRO

 

Projeto de Trabalho realizado como requisito de avaliação no curso de Técnico Agrícola dos alunos da Escola Estadual Agrotécnica Afonso Queiroz de Patos de Minas – MG, desenvolvido no Sítio do Cedro em Carmo do Paranaíba – MG sob orientação de João Pedro Porto Bemfica e coordenação do professor Esp. Júnio Fábio Ferreira.

 

SUMÁRIO

 

1       INTRODUÇÃO.. 4

2       OBJETIVOS. 5

2.1        2.1 Objetivo Geral 5

2.2        2.2 Objetivos Específicos. 5

3       REFERENCIAL TEÓRICO.. 6

3.1 Alternativas de Controle. 10

4       NOSSO PROJETO.. 11

5       APLICAÇÃO DO PROJETO: 18

5.1        Repelente: 18

5.2        Palestras: 18

5.3        Rádios: 18

5.4        Órgãos ambientais: 18

6       METODOLOGIA.. 19

7       CONCLUSÃO.. 20

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. 22


1           INTRODUÇÃO

 

Atualmente na propriedade do Sítio do Cedro o produtor enfrenta o problema da mosca-dos-estábulos em seu rebanho. No entanto, após algumas tentativas na busca para que o ataque seja o mínimo possível, desenvolve-se esse projeto numa busca mais complexa para a solução do problema. Para isso foi feita a parceria Sítio do Cedro/Escola Agrícola com os alunos do primeiro ano na disciplina de empreendedorismo.

O presente trabalho tem como objetivo reduzir de forma máxima o ataque das moscas-dos-estábulos no rebanho do Sítio do Cedro. E como objetivo específico saber evitá-las e combatê-las bem como buscar recursos nos órgãos de defesa ambiental, vistorias dos cafezais e promover campanhas nas rádios e TVs. Dessa forma, é importante que o produtor adote uma postura bem informada sobre o tema, levando em consideração os aspectos custo/benefício e da própria capacidade de utilizar os recursos fornecidos.

 Este projeto será desenvolvido no Sítio do Cedro que é uma propriedade situada em Minas Gerais no município de Carmo do Paranaíba. A área total de aproximadamente 100 hectares, das quais 61 são dedicadas à produção de volumosos e grãos, 20 são ocupadas com açudes, matas e reservas (legal e permanente), 5 são destinadas ao plantio da cana de açúcar irrigada, 10 à pastagem de Tifton 85 e 6 ao manejo do rebanho.

Este projeto de pesquisa visa gerar informações e integrar estratégias de manejo sanitário, de controle químico e biológico permitindo o controle efetivo da mosca-dos-estábulos na propriedade Sítio do Cedro sobre o seu rebanho.

O projeto justifica-se pela atual situação que se passa no Sítio do Cedro em relação ao ataque das moscas no rebanho. No entanto espera-se que possamos encontrar a solução para que o ataque dessas moscas seja o mínimo possível, demonstrando como combatê-las e evitá-las visando o menos custo possível para o sítio.

 

2           OBJETIVOS

 

2.1         2.1 Objetivo Geral

 

Controlar para que o ataque da mosca-dos-estábulos seja o mínimo possível no Sítio do Cedro.

 

2.2         2.2 Objetivos Específicos

 

Desenvolver técnicas de combate à mosca-dos-estábulos;

Prevenir o ataque das moscas-dos-estábulos ao rebanho;

Desenvolver campanhas em rádio e televisão sobre a prevenção das moscas-dos-estábulos;

Realizar vistoria nos cafezais;

Identificar a origem das moscas-dos-estábulos;

Trabalhar em conjunto com os Órgãos de Defesa Social;

Trabalhar em equipe para obter melhores resultados.

 

 3           REFERENCIAL TEÓRICO

 

A mosca-dos-estábulos (Stomoxys Calcitrans), também chamada mosca-do-bagaço, mosca-do-gado, beruanha, bironha, meruanha, muruanha, bernanha, beronha, biruanha, buruanha, murianha e murinhanha, é uma mosca da família dos muscídeos, de distribuição cosmopolita e de notável semelhança com a mosca-doméstica, embora dela se diferencie pela tromba alongada do aparelho bucal, uma vez que a utiliza para sugar o sangue de animais, especialmente de cavalos, causando-lhes feridas nas orelhas e transmitindo doenças. Esta espécie é díptera, hematófaga que acomete muitas espécies de animais, pois tem baixa especificidade. Ela pertence ao reino animália, filo arthropoda, classe insecta, ordem díptera, subordem brachycera, família muscidae, gênero stomoxys e espécie S. Calcitrans.

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Figura1: Mosca-dos-estábulos

Ela é considerada uma mosca cosmopolita, adapta-se às condições ecológicas de clima temperado, subtropical e tropical. É a única espécie do gênero que ocorre nas Américas, sendo que o gênero Stomoxys tem 15 espécies conhecidas. Costuma se instalar em comunidades e instalações rurais próximas do homem e de animais. No verão ela é encontrada com freqüência e abundância em moirões de cerca, muros e paredes próximos dos animais que serão alimentos para a mosca. A mosca-dos-estábulos tem o hábito de fazer os repastos sanguíneos de manhã e ao final das tardes, quando as temperaturas estão mais amenas, pois elas evitam os períodos mais quentes do dia.

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Figura2: Moscas-dos-estabulos instaladas próximas aos currais

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Figura3: Moscas atacando os animais.

A temperatura ideal para a mosca desenvolver-se e ter uma maior sobrevivência é em torno de 25º C. Nessa temperatura, depois de um ou dois dias após a postura, eclodem as larvas de 1º instar, sofrendo duas mudas até chegar à fase de 3º instar, num período de treze dias. Estes instares larvais se alimentam de matéria orgânica. A larva de 3º instar segue seu ciclo dando origem à pupa, em locais mais secos das matérias orgânicas em decomposição onde está se desenvolvendo. Depois de quatro a seis dias esta pupa eclode originando a fase de imago desta espécie.

 Esta mosca não se desenvolve em uma temperatura igual ou superior a 35º C. O período médio de vida da mosca-dos-estábulos adulta é de 15 a 30 dias. Após seis horas de emergência, a mosca adulta já está apta para começar a sua ação de hematofagia. Existe muita divergência de dados sobre seu ciclo de vida entre os vários estudiosos. Isso se deve às variações de clima nas várias regiões onde foram encontradas e estudadas ou em condições artificiais nos laboratórios onde foram feitos os estudos.

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Figura4: Ciclo biológico da mosca

Calcitrans é muito perigosa para a pecuária nacional, devido a uma série de prejuízos econômicos, e pelo papel de ser um potencial vetor de uma série de doenças animais, dentre eles os bovinos e eqüinos. Este inseto que pode atuar na transmissão de vários patógenos serve como hospedeiro intermediário para nematóides, transmissor de vírus e que atua também como vetor mecânico ou biológico. Dentre os patógenos mais importantes transmitidos pela mosca-dos-estábulos, encontram-se a bactéria Rickettsia Anaplasma Marginale que ataca os bovinos, os vírus da anemia infecciosa (AIE) que afeta os equinos, um verme nematódeo o Habronema spp. responsável pela habronemose gástrica e cutânea, também nos equinos, e a Dermatobiahominis em ambos. Esta mosca é um dos melhores vetores para os ovos do berne, por ser uma espécie zoófila, e ter os hábitos diurnos.

  1. Calcitrans quando ataca os bovinos e equinos têm preferência pelos membros torácicos, pelos joelhos e pelas canelas. Normalmente preferem as partes baixas desses animais. As picadas das moscas-dos-estábulos causam espoliação e irritação. Nos bovinos observam-se uma perda de peso de mais ou menos 15% a 20% e um prejuízo na produção de leite de 40% a 60%, entendendo que o total exato desse prejuízo, dependerá do grau de infestação das moscas-dos-estábulos.

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Figura5: Espoliação causada pela mosca.

 No Brasil, a S. Calcitrans é responsável por causar prejuízos de enorme impacto econômico nas cadeias produtivas da pecuária bovina e sucroalcooleira, nos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e também em Minas Gerais. O primeiro surto da mosca registrado no Brasil associado às usinas sucroalcooleiras foi no estado de São Paulo, no município de Piracicaba. Depois com a expansão destas indústrias, aconteceram várias outras incidências da mosca-dos-estábulos em várias cidades, como os ocorridos em Votuporanga, Planalto e Ouroeste.

Em seguida as infestações do inseto foram nos estados de Minas Gerais (na cidade de Frutal), Mato Grosso do Sul (município de Angélica) e ocorrências também em Mato Grosso. Esses casos foram notificados por jornais, revistas, canais de televisão e por profissionais ligados à pecuária e ao setor sucroalcooleiro.

 3.1 Alternativas de Controle

 *Manter a higiene das instalações, limpando sistematicamente fezes e restos alimentares, principalmente naquela propriedade com sistema de confinamento ou leiteiras.

*Remover e dar destino adequado (espalhamento ou compostagem) dos resíduos alimentares, de animais, bem como de dejetos e matéria orgânica acumulados, pois representam fontes e criação de larvas de moscas.

*Revolver completamente o material de compostagem duas vezes por semana e drenar a água da chuva.

*Prescrever a eficácia dos diferentes princípios ativos inseticidas antes de sua aplicação.

*Usar quando necessários inseticidas que sabidamente funcionam, na dose correta e com origem reconhecida e registro para uso em animais.

*Procurar a assistência técnica, sempre, e especialmente, quando for percebido que os produtos de controle não estão fazendo o efeito desejado por mais que sigam as indicações contidas nos respectivos rótulos.

*Realizar o controle químico, apenas nos dias previamente programados de forma coordenada. Assim, assegura-se o controle efetivo e duradouro. Essa programação deve incluir todas as propriedades envolvidas e adjacentes ao problema.

Salienta-se que o uso de inseticidas de maneira generalizada e repetida pode trazer desequilíbrios ambientais. O uso frequente de inseticidas nos animais não é sustentável, por não ser eficiente quando utilizado isoladamente, e propiciar seleção e desenvolvimento de populações de moscas resistentes.

 4           NOSSO PROJETO

Em nosso projeto, pensamos em algumas soluções que juntamente com as outras medidas sanitárias já conhecidas pelos produtores e com as campanhas de conscientização em rádios e TVs, com certeza trarão resultados animadores para os produtores em relação à Mosca-dos-estábulos.

A primeira ideia é uma armadilha que visa capturar as moscas adultas. Ela é feita da seguinte forma:

01 – Abrir o frasco de isca natural bem devagar para liberar o gás natural do produto e para não derramar.

02 – Colocar o suporte de ferro para fixar a armadilha.

03 – Passar o arame da armadilha de vidro no orifício pequeno da tampa, de dentro para fora,  entortar a ponta fazendo um gancho.

04 – Abastecer o recipiente de vidro com 600ml da Isca I.A.N.I

05 – Colocar a tampa e pendurar no suporte, de preferência no sol, numa  distância em que o cheiro do produto não venha a incomodar as pessoas.

06 – Se a armadilha for colocada num local em que haja animais de grande porte (cavalos, bois, etc…) deverá ser feito uma proteção ao redor da armadilha!

Nessa armadilha as moscas são atraídas por uma isca atrativa sexual, e depois que entram no frasco não consegue mais sair.

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Figura6: Montagem da armadilha

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(Figura7) armadilha já pronta com inúmeras moscas capturadas.

 A segunda ideia é adotar um manejo mais indicado para o esterco, restos de alimentos dos animais e qualquer outro tipo de matéria orgânica produzida na fazenda, que possibilite a fermentação, mas que ela não seja exposta, pois seria um perfeito lugar para as moscas depositarem seus ovos. Dessa forma deve-se recolher o esterco dos animais, os restos alimentares das cocheiras, ou qualquer outro tipo de matéria orgânica, amontoarem, ou depositar em uma esterqueira e cobrir muito bem com lona plástica. Repetir o processo por quatro semanas, quando completar a quinta semana o primeiro monte já pode ser utilizado no campo incorporando-o ao solo. Assim não haverá substrato favorável para a postura dos ovos da mosca e o controle torna-se eficiente.

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Figura8 e 9: compostagem ou esterqueira devidamente cobertas.

 A terceira ideia é utilizar o besouro Rola-Bosta como predador natural. O Rola Bosta africano é um besouro com pouco mais de 01cm de comprimento e que se alimenta durante toda a sua vida das fezes frescas dos bovinos. Além de servir para alimentação, as fezes de bovinos também são utilizadas para reprodução, através da formação de pelotas de fezes. Por isso que este besouro é denominado de rola bosta.

Estudos demonstraram que o uso do Rola Bosta africano em propriedades de bovinos pode reduzir em até 40% a infestação de moscas nas propriedades. O besouro promove o enterro das fezes frescas no solo, eliminando larvas da mosca-dos-estábulos, ajudando assim no controle desta mosca, que precisa de fezes frescas de bovinos para realizar a postura de seus ovos. Flávio Barros Sant´Anna – Pesquisador Embrapa Cerrados, explica quais são as vantagens de se fazer o controle biológico da mosca-dos-estábulos com o besouro Rola Bosta.

Para SantÁnna, “além de promover menores danos ambientais, outra vantagem do uso do besouro Rola Bosta africano é permitir a limitação do uso de inseticidas para o controle da mosca-dos-estábulos, possibilitando menores gastos para o produtor e reduzindo também os danos ambientais”.

Sendo o besouro um inseto fácil de ser criado em laboratório a técnica é:

  • Peneire a terra a ser usada.
  • Utilize recipientes com tampa, com capacidade de 15 a 20L.
  • Fure um buraco na tampa e cubra com tela.
  • Encha o recipientes com a terra peneirada e coloque mais 500g de fezes frescas.
  • Em cada recipiente coloque 5 casais de besouros.
  • Alimente-os com fezes até o nono dia.
  • No10º dias retire o material da superfície, peneire e colete os besouros pais.
  • Prepare uma armadilha para os besouros filhos: Coloque num copo plástico uma pequena quantidade de fezes frescas. A armadilha deve ser colocada com as bordas no nível da terra dentro do recipiente anterior. Diariamente por 5 dias troque as fezes e colete os besouros capturados.
  • Separe-os por sexo.
  • Após 29 dias do acasalamento coloque novamente as armadilhas e capture os besouros filhos, separando-os por sexo.
  • Espere 5 dias e só então coloque-os para acasalar.

A quantidade de besouros é de 100 casais por hectare.

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Figura10Besourorola-bosta

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Figura11 Recipiente utilizado para criar os besouros

A quarta idéia é fazer pequenos canteiros com a planta chamada Citronela, que serve de repelente contra as moscas, então pequenos canteiros dessa planta podem ser plantados próximos aos currais.

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Figura12 Citronela

A quinta ideia é uma adaptação de um repelente usado contra mosquitos em seres humanos.

Consiste em retirar o extrato da citronela e juntamente com outros produtos fazer um repelente.

Retirada do extrato:

Materiais:

  • Folhas frescas
  • Frasco de vidro (De preferência escuro, ou ter um papel opaco para embrulhá-lo e que a tampa feche bem)
  • Água mineral ou destilada.
  • Álcool 70%
  • Um medidor
  • Uma tesoura

Modo de preparo:

  • Colete as folhas no início da manhã, que sejam sadias e vistosas;
  • Lavar as folhas para retirar o excesso de impurezas;
  • Deixar as folhas secarem o excesso de água;
  • Cortar as folhas em pequenos pedaços e colocá-las dentro do vidro;
  • Coloque 70% de água e 30% de álcool;
  • Cobrir toda a folhagem com o líquido;
  • Fechar bem a tampa e misturar suavemente;
  • Colocar uma etiqueta com o nome e o dia em que foi feito;
  • Guardar em local escuro, misturar dia sim dia não;

10 – Após os 15 dias já está pronto para uso.

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Figura13 Extração do óleo da citronela

Produção do repelente: (Medida para 1L)

Ingredientes:

  • Extrato de citronela
  • Glicerina líquida
  • Álcool de cereais
  • Água mineral filtrada ou destilada

Modo de preparo:

Misturar bem 350ml de água com 150ml de glicerina, adicionar 350ml de álcool e 150ml de extrato de citronela e misturar novamente. Guardar em recipiente opaco.

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Figura14 Materiais para o repelente

 

5           APLICAÇÃO DO PROJETO:

 

5.1         Repelente:

 

Para testar esse novo método do repelente de extrato de citronela, iremos construir um pequeno terrário, colocar esterco de galinha dentro dele, que servirá como atrativo para as moscas, e logo em seguida aplicar o repelente com várias diluições diferentes para ver qual será a mais eficiente para a aplicação no gado.

5.2         Palestras:

Para a conscientização dos cafeicultores vizinhos pensamos em fazer uma palestra divulgando nossos projetos com a palha do café. Falaremos, para de algumas formas baratas e fáceis de se livrarem da palha e não prejudicar o Sítio do Cedro, bem como  trazer lucros a todos.

5.3         Rádios:

 

Iremos desenvolve uma publicidade para divulgá-lo na rádio “Liberal FM”- (34) 3851- 3020 e (34) 3851-3833

5.4         Órgãos ambientais:

 

Nos dias de hoje é muito difícil se resolver um problema por telefone, por isso entendemos que no caso dos Órgãos de Defesa Ambiental o melhor a se fazer é ir pessoalmente conversar com o responsável, pois assim sairia mais barato e seria mais convincente.

  

6           METODOLOGIA

 

Para a realização desse projeto, no dia 09/08/14 fizemos uma visita ao Sítio Do Cedro, onde o proprietário Mário Porto fez um breve comentário do que se tinha de problemas no sítio. Falou da cana-de-açúcar, do tifton85 e das moscas-dos-estábulos, e nos permitiu que visitássemos esses locais para tomarmos consciência dos problemas.

No entanto em relação à mosca-dos-estábulos ele nos informou dos problemas de queda de produção de leite, estresse dos animais e grandes prejuízos financeiros, chegando a mais ou menos R$100.000,00 por ano.

Entretanto tomamos conhecimento juntamente com os funcionários que as moscas são mais frequentes na época da chuva. Porém, os integrantes do nosso grupo perceberam que o problema não está somente no sítio, mas também nas fazendas de café que ficam nas proximidades.

   

7           CONCLUSÃO

Na busca para controlar e reduzir a ocorrência das moscas no sítio, os processos que melhor se adaptam são:

*Cobrir com uma lona o esterco antes de ser jogado no pasto como chorume;

Consiste em cobrir as piscinas de dejetos com a lona causando assim um método de evitar a mosca. E devemos evitá-la todos os dias do ano e não só na época da chuva, quando é mais frequente o aparecimento delas. Então, se tiver a mosca, amenizaremos sua reprodução, se não tiver, evitaremos. E a lona usada para cobrir pode ser reutilizada várias vezes.

*Plantar alguns canteiros de citronela próximos as instalações;

Seria fazer pequenos canteiros com a planta Citronela em volta das instalações de bovinos, pois a citronela serve como um repelente para as moscas e também serve como uma decoração para melhorar a estética do sítio.

*Buscar juntamente com os Órgãos Legais fiscalizar a utilização de esterco de galinha nas propriedades vizinhas;

Depois da visita que fizemos aos cafeicultores vizinhos percebemos que eles não têm muita informação sobre a adubação correta do café e que a maioria utiliza coisas que são proibidas, como o esterco de galinha para a adubação, então a alternativa é procurar órgãos de defesa pública para fazer as vistorias nas fazendas vizinhas e informarem aos produtores das normas existentes, e caso não se adequarem, que seja feita a cobrança de multas.

*Fazer campanhas em rádios e TVs da região pedindo a colaboração dos cafeicultores vizinhos;

Uma forma bem prática de conscientizar os cafeicultores de que eles estão causando prejuízos ao Sítio do Cedro, é colocar avisos nas rádios da região, dessa forma ficarão conscientes do que estão fazendo.

*Adaptar o repelente do extrato de citronela para o gado utilizando proporções maiores sempre fazendo teste para a melhoria, já que esse produto ainda não existe pronto para o gado;

Utilizando a proporção para 10L para borrifar nos membros posteriores e inferiores dos animais com as medidas a serem testadas de:

  • 2,0L de extrato de citronela
  • 1,5L de glicerina líquida
  • 3,5L de álcool de cereal
  • 3,5L de água mineral ou destilada

Podendo ser mudadas estas medidas de acordo com os testes, as necessidades e a eficiência do repelente.

*Dar palestra aos cafeicultores informando-os que a palha do café prejudica o gado, e mostrando pra eles que tem várias alternativas para utilizarem essa palha de um jeito que não cause problemas e que pode até dar lucros.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

http://www.diadecampo.com.br/zpublisher/materias/Materia.asp?id=23510&secao=Sanidade%20Animalpode

http://www.fatecaracatuba.edu.br/suporte/upload/Biblioteca/BIO%2017711207136%20-%20Autora%20Tania%20Marcia%20Ferreira%20Goncalves%20Queiroz.pdf

http://www.cnpgc.embrapa.com.br/publicacoes/doc/DOC175.pdf

http://www.naturalcamp.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=47&Itemid=69#

http://hotsites.sct.embrapa.br/prosarural/programacao/2007/controle-biologico-da-mosca-dos-chifres

https://www.youtube.com/watch?v=Yo6PoI7k8Gs&hd=1

 

“O SITIO DO CEDRO NÃO SE RESPONSABILIZA SOBRE AS OPINIÕES/SUGESTÕES DOS TRABALHOS. FAVOR CONSULTAR SEU AGRÔNOMO/VETERINÁRIO/ZOOTECNISTA ANTES DE ADOTAR AS SUGESTÕES CONTIDAS NOS TEXTOS.”