Pecuária

Controle cultural combate pragas em pastagens

Para combater as pragas de pastagens, o principal método é a prevenção. Como medida primária, a seleção de materiais resistentes pode acabar com a ameaça de uma das principais preocupações dos produtores rurais: a cigarrinha. Já as formigas cortadeiras, devem ser combatidas evitando a implantação da pastagem em locais degradados. O Manejo de pragas em pastagens foi um dos temas do Curso Produção Intensiva de Pastagem para Bovinos de Corte, que aconteceu no dia 5 de abril, em São Carlos (SP).

Segundo Marcos Rafael Gusmão, pesquisador na área de entomologia aplicada da Embrapa Pecuária Sudeste, as cigarrinhas e as formigas cortadeiras são as pragas chave quando o assunto é pastagem, mas existem outros perigos que não devem ser descartados pelos produtores rurais.

Além desses dois grupos, temos pragas eventuais, como as lagartas desfolhadoras; os percevejos, tanto da folhagem, quanto das raízes; os gafanhotos; algumas pragas de solo, como os corós; e outras pragas de ocorrência em outras culturas, como a lagarta elasmo — conta o pesquisador.

De acordo com ele, o dano do inseto praga está muito ligado ao seu hábito alimentar. Em relação às cigarrinhas das pastagens, como são insetos sugadores, tanto as formas jovens, que são as ninfas, quanto os adultos, que são aladas, sugam a seiva no xilema da planta. Ele diz que isso causa o amarelecimento da folhagem, podendo ocorrer uma redução da produção de matéria seca e uma eventual morte. Já no caso das formigas cortadeiras, insetos que têm importância principalmente na fase de implantação da pastagem, há o corte da folhagem, o que reduz o crescimento, podendo chegar à redução de estande.

Para pragas em pastagens, são importantes as medidas de controle cultural que vão desde a seleção da cultivar a ser plantada, principal método de controle da cigarrinha, até o preparo do solo de forma homogênea e uma adubação balanceada. Mas a resistência das plantas é o principal método de controle porque, em função das extensas áreas de pastagem, o controle químico é uma prática que se torna economicamente inviável, com exceção às áreas produtoras de sementes — explica Gusmão.

Ele cita alguns materiais resistentes às cigarrinhas já disponíveis no mercado, como por exemplo, a braquiária brizanta, a cultivar marandu, o piatã, o Andropogon gayanus,  o cultivar tanzânia e o massai. Portanto, como diz o pesquisador, o que se preconiza é que o produtor diversifique ao máximo sua propriedade com esses materiais resistentes à cigarrinha. No caso do uso de materiais suscetíveis, é recomendado fazer um manejo adequado.

Contra a formiga, o uso de diferentes espécies de plantas não seria o método de combate mais adequado. Deve-se sim evitar áreas degradadas. No caso do estabelecimento da cultura em áreas degradas ou próximas de áreas que têm um histórico de ataque de formigas, o produtor deve fazer o controle antes da implantação. Já após a implantação, ele deve realizar o monitoramento da plantação. Mas caso o ataque ocorra, deve-se fazer então o controle, que se baseia no uso de moléculas químicas. Existem três tipos de controle: via iscas (formicidas), via inseticidas com formulação em pó e via fumigação — explica.

Para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Pecuária Sudeste através do número (16) 3411-5600.

Fonte: http://gadodecorte.iepec.com/noticia/controle-cultural-combate-pragas-em-pastagens