Leite

Consumo de leite no Brasil ainda está aquém da quantidade recomendada pelo Ministério da Saúde

30/05/13

No próximo sábado, dia 1º de junho, o mundo celebra o dia do leite. O alimento nutritivo e versátil está presente na mesa dos brasileiros diariamente, mas muitos ainda desconhecem a sua relevância para a manutenção de uma vida saudável. Pensando nisso, no ano de 2001, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU, em inglês) instituiu a data, como forma de alertar a população sobre a importância dos lácteos para a manutenção de uma alimentação equilibrada.

Além de saboroso e rico em nutrientes, o leite é um importante aliado no combate a diferentes doenças. É o que garante a nutricionista diretora do Conselho Regional de Nutricionistas de Minas Gerais (CRN9), Elisabeth Chiari: “O leite é a principal fonte do nutriente Cálcio e da Vitamina D, essenciais para a saúde óssea e contração muscular (regulação dos batimentos cardíacos)”. A nutricionista completa afirmando que “além desses benefícios, o leite auxilia nos proporcionando energia, cabelos e pele saudáveis e aumenta imunidade, ou seja, é um alimento importante para uma saúde adequada”.

Para as crianças, além dos benefícios citados, ele é essencial para auxiliar no crescimento e desenvolvimento cerebral. Segundo Chiari, o leite contém fósforo, importante para o bom funcionamento do sistema nervoso. “Ele ainda auxilia a ter um bom sono, por conter triptofano – aminoácido responsável por relaxar os músculos e induzir ao sono”, completa. Estudos comprovam que o alimento também atua ativamente na minimização de outros transtornos do organismo, como os referentes à TPM e a flora intestinal.

Consumo abaixo do recomendado

Entre os principais produtores do alimento no mundo, o Brasil produz anualmente cerca de 33 bilhões de litros de leite. Apesar de dados tão expressivos, o consumo de lácteos no país ainda está aquém do recomendado pelo Ministério da Saúde. O Guia Alimentar Brasileiro, publicação do MS, recomenda que o consumo de leites e derivados seja de, pelo menos, três porções diárias que equivalham a 200 Kg/pessoa/ano, 35 kg a menos do que é consumido atualmente no país.

De olho nessa lacuna do mercado, as indústrias tem diversificado sua linha de produtos e oferecido ao consumidor final alimentos de alta qualidade para todos os gostos e bolsos. “Hoje, a diversidade de produtos e o crescimento da renda do brasileiro, além do reconhecimento do valor nutricional dos lácteos pela população, tem favorecido o aumento do consumo. A cada dia, as famílias descobrem um novo sabor nos laticínios”, esclarece Guilherme Olinto Resende, presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Estado de Minas Gerais-SILEMG.

O Estado responsável pela maior bacia leiteira do país acompanha de perto os esforços das empresas para manter em alta a satisfação do cliente. ”Nos últimos anos, Minas Gerais recebeu cerca de R$ 1,2 bilhões em investimentos de criação, instalação e ampliação de unidades produtivas”, afirma Resende, destacando entre os produtos preferidos dos brasileiros o leite UHT, os queijos e os iogurtes.

Em comemoração a data, o Silemg produziu algumas cestas de produtos lácteos que serão entregues aos seus públicos de relacionamento. “Queremos que as pessoas comemorem esta data com suas famílias e revisitem suas histórias, saboreando leite e derivados.” Para esta ação, o Sindicato contou com o apoio dos laticínios Lactominas, PJ, Porto Alegre, Dona Formosa, São Vicente de Minas, Verde Campo, Itambé, Lulitati, Vitória; as cooperativas dos Produtores Rurais do Serro e Cemil; Embaré, Forno de Minas e Scalon & Cerchi.

Sobre o Silemg

O Silemg (Sindicato da Indústria de Laticínios do Estado de Minas Gerais) teve seu início em 1944, ainda como Associação dos Industriais de Laticínios e Produtos Derivados. Empresários do setor sentiram a necessidade de se organizarem para buscar melhores práticas para suas empresas e superar as dificuldades do mercado.

Ao longo do tempo, o Silemg se consolidou como instituição ativa que busca constantemente melhoria nas condições de trabalho e aumento da qualidade na indústria laticinista mineira. Atualmente, o sindicato conta com mais de 150 associados espalhados por todo o Estado. Seu principal objetivo é representar, valorizar e defender o setor de laticínios no âmbito institucional, com o intuito de crescimento contínuo, tornando o setor mais produtivo e competitivo.

As informações são do Silemg, adaptadas pela Equipe MilkPoint.

Fonte: Milkpoint