Consumo de iogurte integral reduz a depressão em mulheres

Einladung_zum_Essen (CC0), Pixabay

Nos últimos anos, pesquisadores têm encontrado ligações intrigantes entre a alimentação e a saúde mental. Alguns estudos mostram associação entre dietas pouco saudáveis e alto risco de desenvolvimento de depressão, enquanto a alimentação saudável apresenta um efeito protetor em relação a esta doença. Estudos anteriores mostraram que estes efeitos parecem ser mediados pela flora intestinal em associação com os probióticos e prebióticos presentes em alguns alimentos, como os iogurtes.

Pesquisadores da University of Navarra, na Espanha, liderados pelo Dr. Perez-Cornago, utilizaram dados de 14.539 estudantes universitários para analisar a associação entre consumo de iogurte e depressão. Os resultados, publicados recentemente no Journal of Nutrition, mostraram uma redução no risco de depressão nas mulheres que consumiam iogurte integral. Este efeito não foi observado nos homens e quando foi consumido iogurte desnatado. “Nós ficamos surpresos de encontrar esta diferença entre o iogurte integral e o desnatado, já que nossa hipótese inicial era a de que o efeito estava relacionado com as bactérias benéficas presentes no iogurte”, afirma Perez-Cornago. “Os iogurtes integrais e desnatados não apresentam diferenças em relação à composição bacteriana, o que faz com que a hipótese de um efeito mediado por probióticos e/ou prebióticos não explique a associação observada nesse estudo”, completa ele.

Embora mais estudos sejam necessários para esclarecer qual(is) componente(s) dos iogurtes integral é responsável por reduzir o risco de depressão e por que o efeito não foi observado nos homens, uma coisa é certa – eles fazem muito bem para a saúde física e mental!

Fonte:

Perez-Cornago A., Sanchez-Villegas A., Bes-Rastrollo M., Gea A., Molero P., Lahortiga-Ramos F., Martínez-González M.A. 2016. Intake of high-fat yogurt, but not of low-fat yogurt or prebiotics, is related to lower risk of depression in women of the SUN cohort study. J Nutr 146:1731-9. doi: 10.3945/jn.116.233858.

Fonte: www.bebamaisleite.com.br