Catálogos técnicos e de produtos


Compostagem e adubação Orgânica

Eles devem ter alto valor agregado e baixo custo de aquisição e produção. Eles podem ser produzidos à partir de matérias primas próprias ou adquiridos de terceiros e se diferenciam dos adubos convencionais pela sua atividade e atuação sobre o solo, as plantas e o ambiente, onde normalmente tem efeitos positivos como um todo, produzindo menores impactos que os convencionais.

Os produtos orgânicos a serem utilizados para a fertilização não podem ser provenientes de resíduos contaminados por metais pesados e componentes químicos tóxicos e precisam ser homologados pela legislação e regulamentações das entidades certificadoras de agricultura orgânica, tanto à nível nacional, quanto internacional.

Descrição dos principais fertilizantes orgânicos

A seguir apresentaremos uma descrição e exemplos dos principais produtos utilizados para a fertilização de culturas orgânicas.

Corretivos de solo: Normalmente os corretivos de solo são necessários para iniciar o processo de agricultura orgânica em muitos tipos de solo no Brasil. Normalmente é permitido a utilização dos corretivos em escala abaixo da recomendação oficial das análises de solo, de produtos como calcário dolomítico, calcário calcítico e calcário magnesiano. Quantidade máxima de 2,0 toneladas/hectare. Existem outros produtos, como calcário de conchas que também podem ser empregadas como corretivos, mas são pouco utilizadas. Posteriormente, quando as condições de equilíbrio com a utilização de matéria orgânica, adubação orgânica, adubação verde e manejo, vão se adequando, praticamente não é necessário o emprego de corretivos minerais.

Pós de Rochas:Podem ser utilizados os resíduos em forma de pó das mais diversas rochas encontradas nas regiões, como complemento nutricional. Ex. Todos os tipos de fosfatos naturais, como de Araxás, Patos de Minas, Apatitas, etc, Pós de Basalto, Granito, Granodiorito, Diabásio, Micaxisto, Silvenita, Carnalita, Kaineita, etc.

Cinzas e Carvões: Podem ser utilizadas as cinzas e coarvões da queima de madeiras diversas, resíduos industriais não contaminantes e bagaço de cana. Cuidado para não utilizar cinzas de queimas, que possam conter substâncias tóxicas e metais pesados.
Na próxima edição, falaremos sobre o composto orgânico e o processo de produção.

Métodos de compostagem:

A compostagem pode-se processar de três maneiras:

Aeróbia: Caracteriza-se pela presença de ar no interior da massa, pelas temperaturas elevadas que ocorrem, pela liberação de gás carbônico, de vapor de água e pela rápida decomposição da matéria orgânica, elimina organismos e sementes indesejadas. (Esta é a compostagem que geralmente realizamos)

Anaeróbia: Caracteriza-se pela baixa temperatura de fermentação, pela ausência de ar atmosférico, pelos gases que desprendem, principalmente o metano, gás sulfídrico e outros, o que acarreta mau odor e é mais lenta que a aeróbia e não fica isenta de organismos e sementes indesejadas.

Mista: São métodos em que a matéria orgânica tem uma fase submetida a um processo aeróbio seguido de um anaeróbio ou vice-versa.

No caso, vamos destacar os processos de compostagem aeróbios.

Estágios da compostagem:

Na compostagem ou processo de transformação dos resíduos orgânicos em adubo, dois estágios importantes podem ser identificados: o primeiro é a digestão, que corresponde à fase inicial do processo de fermentação, na qual o material alcança o estado de bioestabilização; o segundo é a maturação, no qual a matéria prima atinge a humificação (KHIEL, 1985).

Produto para aceleração de compostagem

Para acelerar e incrementar os processos de compostagem, existem produtos inoculantes á base de microrganismos, como exemplo o “Yuk-Shin”, este é formado por diversos tipos de microrganismos benéficos que podem proporcionar um processo de compostagem em cerca de um terço a metade do tempo normal.

O tempo de decomposição para a compostagem aeróbia é variável com o método, as condições e com o tipo de material que se deseja compostar, variando de 70 a 180 dias em média sem inoculação e de 40 a 80 dias quando inoculado com o “Yuk-Shin”, com maior homogeneidade de produto final e maior teor de elementos químicos das matérias primas originais presentes no produto final (N, P, K e principalmente os microelementos).

Os microrganismos que compõe o “Yuk-Shin” são produzidos separadamente em condições apropriadas e são indicados para acelerar os processos de fermentação da compostagem aeróbia, acelerando a decomposição dos materiais orgânicos rígidos (lignina, celulose e hemicelulose) e inibindo ainda a proliferação de microrganismos patogênicos, através da melhoria da produção de enzimas e antibióticos, o mesmo não contém nenhum tipo de microrganismos que possa vir a ser prejudicial ao solo, as plantas ou mesmo ao homem e aos animais.

RECEITAS DE ADUBOS ORGÂNICOS:

BOKASHI SOLO : Indicado para hortaliças folhosas
Ingredientes: 500kg Solo argiloso; 200kg Farelo de Mamona; 50kg Farinha de Osso; 50kg Farinha de Peixe; 30kg Farelo de Arroz; 170kg Esterco de galinha seco

Inoculante: Fazer um mingau cozinhando batata ou mandioca (fonte de amido), com 40 litros de água com 3 quilos de açúcar mascavo inoculante 500kg Bain-Food.

Preparo: Misturar os ingredientes. Misturar o mingau com o inoculante, molhando também com água sem excesso, para manter em torno de 50-55% de umidade. Fazer o monte e cobrir com palha. Acompanhar a temperatura e revirar quando atingir 50ºC.

Modo de usar em Hortaliças:

Primeiro utilizar composto orgânico e depois acrescentar o Bokashi na dose de 500g/m².

BOKASHI FOSFORADO : Indicado para hortaliças de raízes (cenoura, nabo, beterraba etc.) e para terrenos com deficiência de fósforo (Fonte: J. Steinberg -Guia Rural)

Ingredientes e preparo:Em 500 quilos de terra virgem, misturar 250 a 300 quilos de farinha de ossos calcinada, 200 quilos de esterco de galinha, 30 quilos de farelo de arroz ou de trigo e 3 quilos de açúcar mascavo.

Revolver a mistura diariamente durante três dias e deixe-a descansar por mais uma semana sem mexer. Nesse composto a temperatura mais alta é favorável para a decomposição dos materiais. Quando abaixar a temperatura estará pronto.

Aplicação: Em terra fraca pode-se aplicar 1 quilo por metro quadrado; se o solo for bom, bastam 200 gramas no mesmo espaço. Convém alternar o uso desse composto com o bokashi nitrogenado.

BIOFERTILIZANTE COM FOSFORO E POTÁSSIO – aplicação foliar

Ingredientes: Esterco fresco de bovinos: 50 kg ; Farinha de ossos: 15 kg (fornece fósforo); Cinzas de madeira: 5 kg (fornece potássio); Melaço de cana: 4 kg
Água: 100 – 120 litros (para tambor de 200 litros).

Preparo: Colocar a água no tambor e em seguida os demais ingredientes, mexendo bem. Tampar hermeticamente, colocando a mangueira para escape dos gases. Deixar fermentar por 30 a 40 dias.

Aplicação: Pulverização de pomares, cafezal ou hortaliças, com 1 a 2 litros do biofertilizante coado por 100 litros de água.

Fonte: portal do agronegocio

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