Sanitário

Como identificar no pré-parto, vacas com maior risco de distúrbios periparto, e como manejá-las?

Comportamento Alimentar como Indicador de Metrite

A metrite é uma enfermidade pós-parto importante devido aos seus efeitos negativos sobre o desempenho reprodutivo de vacas leiteiras. A incidência de metrite ou endometrite varia de 8 a 53% entre estudos (7,6%, Grohn et al., 1995; 16,9%, LeBlanc et al., 2002; 53%, Gilbert et al., 2005). Tal variação provavelmente se deve aos diferentes métodos diagnósticos usados na classificação das infecções uterinas. Nas granjas leiteiras comuns, o diagnóstico é feito pelo veterinário, mas somente durante as avaliações de rotina e, em muitos casos, os sinais precoces passam despercebidos até que a doença tenha progredido para o estágio clínico.

Em dois estudos da Universidade de British Columbia, avaliou-se a ocorrência de diferenças de comportamento entre vacas que apresentaram metrite após o parto e vacas sadias. No primeiro estudo, acompanhou-se seis novilhas e 20 vacas Holandesas mantidas em sistema de free-stall, divididas em um grupo pré-parto e um grupo pós-parto. Embora o tamanho do grupo tenha sido mantido constante, a sua composição foi dinâmica, uma vez que os animais se deslocavam entre os galpões conforme progrediam ao longo do período de transição, como ocorre em muitos rebanhos comerciais. Um comedouro eletrônico foi usado para o monitoramento contínuo do comportamento alimentar de cada vaca ao longo do período de estudo e os dados coletados foram usados para estimar o tempo diário médio despendido na alimentação. Após o parto, as vacas foram examinadas para metrite a cada 3 ± 1 dia, tomando-se por base a temperatura retal e a condição da secreção vaginal (SV). A secreção vaginal foi classificada de acordo com um escore de 0 a 4, com base em uma escala adaptada de Dohmen et al. (1995). Uma vez que os critérios usados no diagnóstico da metrite diferem na literatura, duas classificações foram empregadas. Os animais foram classificados como positivos para metrite, na presença de SV ≥ 2 e febre (≥ 39.5˚C nos três dias que antecederam a observação de SV ≥ 2), ou como portadores de metrite aguda, na presença de SV = 4 e febre (Urton et al., 2005).

Das 26 vacas usadas no estudo, 18 (69%) apresentaram algum grau de secreção patológica (SV ≥ 2), com início entre três e 15 dias de lactação. Ao comparar o tempo despendido na alimentação dessas vacas duas semanas antes do parto, diferenças claras foram observadas. As vacas diagnosticadas com metrite/metrite aguda passaram menos tempo se alimentando do que as vacas sadias, tanto antes como após o parto.

Uma pesquisa recente mostrou que tais alterações também podem ser úteis na detecção de doenças em gado de leite, principalmente durante o período de transição, quando as vacas estão mais vulneráveis a enfermidades metabólicas e infecciosas.

Em um estudo de acompanhamento, Huzzey et al. (2007) documentaram a ingestão de matéria seca (IMS) de 101 vacas, dos 14 dias anteriores aos 21 dias posteriores ao parto. As vacas que desenvolveram metrite ou metrite aguda comeram menos do que as vacas sadias no período pré-parto, até três semanas antes do diagnóstico da doença. O tempo despendido na alimentação também foi mensurado e seguiu o mesmo padrão. Para cada 10 minutos de declínio do tempo despendido na alimentação no período pré-parto, as chances de ocorrência de doença duplicaram.

Os resultados do programa de pesquisa da Universidade de British Columbia complementam outros estudos que investigaram a relação entre comportamento alimentar e saúde. Hammon et al. (2006) relataram menor IMS nas duas semanas anteriores ao parto em vacas que desenvolveram metrite puerperal, em comparação com animais sadios; Quimby et al. (2001), estudando garrotes confinados, indicaram que a redução do comportamento alimentar pode ser usada para detectar a morbidade entre os animais aproximadamente 4,1 dias antes da identificação pelos tratadores. Esse trabalho fornece claras evidências de que a redução do tempo despendido na alimentação e da IMS durante o período que antecede o parto aumenta o risco de ocorrência de metrite pós-parto em vacas. Entretanto, não se sabe se a redução da IMS e do tempo despendido na alimentação são a causa da metrite ou um efeito de alguma outra alteração ocorrida no período pré-parto. O comportamento social no período pré-parto foi mensurado e provavelmente sofre influência dos diversos desafios que se apresentam durante o período de transição. As vacas que desenvolveram metrite pós-parto também se envolveram em menor número de interações agressivas no cocho durante a semana anterior ao parto e evitaram o cocho durante os períodos de maior competição por alimento.

O número médio de dias entre o parto e os primeiros sinais de secreção patológica (SV ≥ 2) foi de 5,3 ± 1,9 dias (média ± SD) para vacas com metrite grave (n = 12) e de 9,1 ± 3,9 dias para vacas (P < 0,001) com metrite leve (n = 27). A produção média diária de leite foi 8,3 kg/d menor nas vacas com metrite grave e 5,7 kg/d menor nas vacas com metrite leve, em relação a vacas que se mantiveram sadias até os 21 dias após o parto.

Os custos de longo prazo da metrite costumam ser mais difíceis de quantificar do que os de curto prazo, mas podem ser muito maiores, traduzindo-se em grandes perdas de produção de leite, baixo desempenho reprodutivo e descarte potencial do animal. A produção de leite de vacas com metrite pós-parto foi inferior à de vacas sadias até as 20 semanas de lactação e vacas cuja metrite persistiu por 305 dias perderam em torno de 1200 kg de leite durante a lactação (Wittrock et al., 2011). Nesse estudo, as vacas com metrite pós-parto também apresentaram risco duas vezes maior de descarte – provavelmente devido a combinação de baixa produção de leite e mau desempenho reprodutivo, uma vez que esses são os dois principais fatores de influência sobre a decisão de descartar uma vaca (vide Witt rock et al. 2011).

O comportamento alimentar também pode prever doenças metabólicas. Em estudo que se seguiu ao realizado com metrite, Goldhawk et al. (2009) descobriram que vacas com baixo consumo alimentar pré-parto tinham maior risco de apresentar cetose subclínica após o parto.

As vacas que vieram a desenvolver cetose comeram menos, passaram menos tempo comendo e apresentaram menor sociabilidade no cocho até duas semanas antes do parto.

Além do trabalho realizado com metrite e cetose subclínica, também foi realizada a identificação de fatores de risco relacionados à claudicação. A claudicação não costumava ser considerada uma enfermidade de vacas no período de transição, possivelmente porque os casos de claudicação surgem meses após o início da lactação. Trabalhos recentes forneceram evidências de que as alterações fisiológicas e comportamentais que ocorrem durante a fase de transição podem aumentar o risco de claudicação mais tarde, durante a lactação (Knott et al., 2007; Cook e Nordlund, 2009; Proudfoot et al., 2010). Muitos casos graves de claudicação são causados por problemas no tecido córneo da unha (por exemplo, úlceras de sola e lesões na linha branca), que levam de oito a 12 semanas para se desenvolver. Portanto, é provável que uma úlcera de sola diagnosticada 12 semanas após o parto tenha começado a se desenvolver ou tenha sido provocada durante o período de transição. A alta incidência de claudicação após o parto ilustra a necessidade de dar atenção ao período de transição, a fim de prevenir doenças infecciosas e metabólicas logo após o parto e também casos de claudicação alguns meses mais tarde.

Em estudo avaliou-se a presença de diferenças de comportamento entre vacas no período de transição e vacas sadias (Proudfoot et al., 2010). Dispositivos para registro de dados (“dataloggers”) foram fixados aos membros posteriores das vacas para aferir o tempo de permanência em estação no período compreendido entre as duas semanas anteriores e as três semanas posteriores ao parto. As vacas foram então classificadas mensalmente quanto à saúde dos cascos, até as 15 semanas de lactação. Treze vacas desenvolveram úlceras de sola ou hemorragias graves de sola entre sete e 15 semanas após o parto. O tempo de permanência em estação dessas vacas durante a fase de transição foi comparado com o de 13 vacas sadias. As vacas que apresentaram claudicação após o parto ficaram em pé por mais tempo no período pré-parto e no período pós-parto precoce do que as vacas sadias. A maioria das diferenças foi determinada pelo maior tempo passado com apoio incompleto na baia, isto é, com os dois cascos anteriores na baia e os dois posteriores no corredor. Atualmente, uma ampla gama de evidências sugere que o conhecimento detalhado do comportamento pode ser útil na identificação de vacas leiteiras sob risco de metrite, cetose subclínica e claudicação no período de transição. Tal informação também pode direcionar o desenvolvimento de práticas de manejo que podem 1) ajudar na detecção precoce de doenças e 2) ajudar a prevenir doenças através da abordagem dos desafios de manejo que se apresentam durante a fase de transição e que podem influenciar os comportamentos de risco citados (redução do consumo alimentar e aumento do tempo de permanência em estação ).

Os resultados descritos constituem a primeira evidência de que o comportamento social possa ter papel importante na susceptibilidade a doenças em vacas de leite. Nesse estudo, observou-se que, durante a semana que antecede o parto, as vacas que evoluem para metrite grave deslocam as outras do cocho com menor frequência do que as vacas que permanecem sadias. Além disso, durante o período que antecede o parto, as vacas que adoecem posteriormente passam menos tempo comendo e consomem menos MS durante os períodos de maior motivação para buscar alimento [isto é, após a oferta de ração fresca, quando a palatabilidade e a qualidade estão no auge (DeVries e von Keyserlingk, 2005)]. Uma vez que a ocupação do cocho também está no auge durante esses períodos, parece que as vacas que evoluem posteriormente para metrite grave carecem de motivação para competir pelo acesso ao alimento nesses momentos, indicando que, socialmente, representam os indivíduos subordinados do grupo.

Durante os períodos de transição, diversas alterações se verificam, incluindo a mistura e o reagrupamento frequente dos animais. Vacas socialmente subordinadas podem ser incapazes de se adaptar a tais reestruturações sociais frequentes e, consequentemente, podem responder com redução do tempo despendido na alimentação, redução da IMS e aumento do comportamento esquivo em situações de confrontos sociais. Tais estratégias comportamentais podem expor as vacas em questão a maior risco de deficiências nutricionais, que prejudicam a função imune e aumentam a susceptibilidade a doenças. Os trabalhos futuros nessa área devem se concentrar na melhor compreensão das respostas individuais às práticas de manejo, como o reagrupamento durante o período de transição, e na influência dessas alterações de manejo sobre a susceptibilidade de vaca leiteira a doenças após o parto.

Acomodação da Vaca Periparturiente Vulnerável

Diversas práticas de manejo podem influenciar o comportamento alimentar e o tempo de permanência em estação de vacas leiteiras no período de transição. Por exemplo, a superlotação do cocho aumenta o tempo de permanência em estação, enquanto as vacas aguardam para ter acesso ao mesmo (Huzzey et al., 2006) e reduz o tempo despendido na alimentação e o consumo alimentar em vacas periparturientes sadias (Proudfoot et al., 2009a).

A disponibilidade de espaço suficiente no cocho tende a beneficiar os animais subordinados (DeVries et al., 2004). As estratégias de agrupamento também podem influenciar o comportamento alimentar. O reagrupamento ou a mistura das vacas em novos grupos sociais pode reduzir o consumo alimentar e também o número de interações agressivas em que a nova vaca se envolve (von Keyserlingk et al., 2008). O estímulo do consumo alimentar pode ser feito através da oferta diária frequente de ração fresca (DeVries et al., 2005); vacas alimentadas quatro vezes por dia passam em torno de 30 minutos a mais comendo do que vacas alimentadas uma vez por dia.

Durante o período de transição, as vacas leiteiras também têm que se adaptar a diversos desafios de manejo. Em granjas leiteiras norte-americanas típicas, a transição da gestação para a lactação é marcada por vários reagrupamentos sociais e alterações dietéticas. O primeiro reagrupamento, aproximadamente três semanas antes da data prevista de parição, permite que as vacas recebam uma dieta rica em energia e os nutrientes necessários para o parto e a lactação e é feito de forma que os produtores possam monitorar as vacas de perto, conforme a data do parto se aproxima. Entretanto, há evidências de consequências negativas do reagrupamento sobre o comportamento e a produção. Um trabalho recente realizado pelo grupo de pesquisa da Universidade de British Columbia mostrou aumento da agressividade e redução da produção de leite nos dias seguintes ao reagrupamento (von Keyserlingk et al., 2008). Um dos estudos mais recentes também forneceu evidências de que vacas transferidas para um novo galpão e misturadas com novas vacas, assim como vacas mantidas no galpão original e misturadas com novas vacas, apresentam redução da velocidade de alimentação e do tempo de ruminação ao reagrupamento. Além disso, as vacas transferidas apresentaram também redução do consumo alimentar e do número de episódios de decúbito, com aumento da agressividade no comedouro (Schirmann et al., 2011).

O tempo prolongado de estação sugere deficiência ambiental. Por exemplo, vacas acomodadas em galpões com número insuficiente de baias, cama baixa e molhada ou barras de contenção do pescoço restritivas, passam mais tempo em pé do que vacas mantidas em baias secas e com barras de contenção do pescoço menos restritivas (Tucker e Weary, 2004; Fregonesi et al., 2007; Fregonesi et al., 2009). Vacas que mantém apenas os cascos anteriores na baia durante o período de transição também apresentam maior risco de claudicação (Proudfoot et al., 2010); esse comportamento foi relacionado a um desenho restritivo das baias (Tucker et al., 2005; Fregonesi et al., 2009). O afastamento das barras de contenção do pescoço da sarjeta reduz esse comportamento e pode reduzir a incidência de claudicação (Bernardi et al., 2007). Embora tal prática tenha um custo em termos de higiene (vacas que permanecem com os quatro cascos na baia defecam e urinam mais dentro da mesma), não há evidências de que isso aumente o risco de mastite. Entretanto, quando essa prática é adotada após o parto, recomenda-se a limpeza frequente das baias, uma vez que vacas recém-paridas têm maior risco de desenvolver mastite.

Conclusões

Vacas no período de transição precisam de repouso e nutrição adequados, além de ambiente social relativamente estável, para conservar o estado de saúde. Alguns fatores de risco para enfermidades infecciosas e metabólicas pós-parto e para claudicação nos meses seguintes têm relação com o alojamento e o manejo. Um ambiente ideal durante o período de transição favorece o amplo consumo alimentar através da redução da competição por alimento e do reagrupamento social das vacas, além de proporcionar a esses animais vulneráveis espaços limpos, secos, dotados de cama alta e suficientes para a permanência em estação ou decúbito.

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