Máquinas e Implementos Agrícolas

Como funcionam os pivôs de irrigação

O sistema que faz o processo final da irrigação precisa combinar vento, tamanho de gota e tipo de solo.

Quem olha uma lavoura sendo irrigada, com o sistema em  pleno funcionamento, pode imaginar que se trata de um equipamento simples. Mas é no detalhe que as pesquisas revelam a importância de cada componente dos pivôs, que fazem chover em plena seca. Os bicos aspersores são exemplos disso. O sistema que faz o processo final da irrigação precisa combinar vento, tamanho de gota e tipo de solo.

A escolha certa é baseada no triângulo agronômico de proteger o solo, atender à planta e ter uso sustentável da água. Quando você faz uma seleção errada de bicos, pode provocar muita compactação, muita erosão e pode reduzir a quantidade de oxigênio disponível para as raízes das plantas, quando forma uma crosta acima da superfície – afirma Pablo Herrera, vendedor de equipamentos.

O avanço na agricultura irrigada passa pela automação. Um exemplo de pivô linear é o que o produtor pode comandar todo o sistema através de um computador de casa ou pelo smartphone. À distância, ele determina a velocidade da irrigação e a quantidade de água na lavoura.

Quando você olha para um pivô central no campo, você acha que é uma máquina simples. Mas, na verdade, é justamente o contrário. Os aspersores, os componentes elétricos, todos esses elementos tem de trabalhar corretamente para garantir o funcionamento da máquina no campo.

A tubulação que recebe a água de um dispositivo central sob pressão, chamado de ponto do pivô, se apóia em torres metálicas triangulares, montadas sobre rodas, geralmente com pneu. As torres movem-se continuamente acionadas por dispositivos elétricos ou hidráulicos, descrevendo movimentos concêntricos ao redor do ponto do pivô.

O movimento da última torre inicia uma reação de avanço em cadeia de forma progressiva para o centro. Os sistemas de propulsão de cada torre mais comuns são os elétricos, com motores de 0,5 a 1,5 cv, os quais permitem melhor controle da velocidade das torres.

Atualmente, os aspersores adotados são em geral do tipo “fixo” (difusores) de pequeno alcance e baixa pressão. No final do pivô pode-se colocar um aspersor canhão para aumentar a área irrigada.

Em geral, os pivôs são instalados para irrigar áreas de 50 a 130 ha, sendo o custo por área mais baixo à medida que o equipamento aumenta de tamanho. Para otimizar o uso do equipamento, é conveniente além da aplicação de água, aproveitar a estrutura hidráulica para a aplicação de fertilizantes, inseticidas e fungicidas.

Fonte: http://www.informativorural.com.br/conteudo.php?tit=como_funcionam_os_pivos_de_irrigacao&id=147