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Colaboradores da Coopatrigo visitam Israel

Em mais uma viagem para aprimoramento dos conhecimentos técnicos, dois colaboradores da Coopatrigo estiveram visitando Israel entre os dias 31 de outubro e 8 de novembro.

Fábio Hauschild, agrônomo responsável pelo setor de sementes e Paulo Jung, responsável pelo setor de TI, estiveram fazendo parte de um grupo de 27 pessoas que estiveram visitando o Oriente Médio, numa iniciativa da ADAMA, que é originária da antiga Milenia, e que atualmente  é uma das líderes globais em produção e distribuição de soluções de proteção ao cultivo e líder em produtos pós-patente, tem subsidiárias em 45 países, mais de 4.500 colaboradores e vendas para 120 países. Fazem parte do portfolio de produtos desta empresa, fungicidas, herbicidas, inseticidas, reguladores de crescimento, tratamento de sementes e produtos não agrícolas.

Os representantes da Coopatrigo estiveram na sede global da ADAMA que fica em Tel Aviv, onde receberam informações da empresa e os seus objetivos na área de agricultura. Também visitaram uma fábrica de produtos agrícolas que fica no meio do deserto, localizada a 20 km da faixa de gaza, região de conflitos históricos em Israel.

Outra visita importante realizada pelo grupo foi a NETAFIM, maior empresa de irrigação do mundo. Nesta visita puderam verificar a diferença do sistema utilizado em Israel, que é uma região desértica e a utilizada no Brasil. O sistema deles é feito por mangueiras com o sistema de gotejamento, o qual apresenta 90% de eficiência, mas tem um custo bastante elevado que varia de 3 a 7 mil dólares por hectare.

Fábio Hauschild e Paulo Jung retornaram bastante impressionados com as constatações que verificaram nesta viagem. A primeira delas é a de que não avistaram ou presenciaram nenhuma atividade de conflitos de guerra, como se vê diariamente na TV aqui no Brasil, mas puderam constatar o alto militarismo em Israel, onde os jovens de 18 a 21 anos, tanto homens como mulheres devem servir as forças armadas e quem se negar a prestar este serviço fica durante 6 meses preso por se negar a defender a pátria. O espaço aéreo israelense é fiscalizado por aviões militares todos os dias, sendo que a cada 4 minutos decola um caça para realizar este serviço. Todo este militarismo gera um gasto significativo e 1/3 do PIB de Israel é gasto com as forças armadas.

Como é uma região desértica, toda a agricultura em Israel é irrigada e a água na sua grande maioria, 70% é dessalinizada e vem do mar mediterrâneo e as principais culturas cultivadas são os ortifrutis, frutas, verduras e legumes, com destaque para a oliva. Já em uma menor intensidade eles plantam trigo, cevada e algodão. Outra constatação é de que os agricultores israelenses não são proprietários das suas lavouras, pois por lei cada israelense pode ser dono de uma área de no máximo mil metro quadrados, o restante é arrendado do governo que é dono do território.

Toda a educação em Israel, desde as séries iniciais até o ensino superior é gratuita, assim como a saúde também não tem cobrança alguma da população. Também chamou a atenção a excelente infra estrutura de Israel, com estradas asfaltadas e trens de última geração.

A economia israelense é bastante diversificada e a agricultura é a terceira fonte de renda, pois em primeiro está a lapidação de diamantes e em segundo a exploração de minerais do Mar Morto.

O grupo também visitou Jerusalém, seus templos e locais religiosos, onde também constataram a fé do povo judaico, os quais possuem 613 leis religiosas que deve ser cumpridas todos os dias.

Fonte: Coopatrigo